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CRISE

Terceira Guerra Mundial pode começar em 2019 (em um destes cinco locais)

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Em 2019, o mar do Sul da China, a Ucrânia, o golfo Pérsico e a península da Coreia vão continuar sendo as regiões mais quentes onde a Terceira Guerra Mundial pode começar, diz um especialista militar norte-americano.

Segundo sustenta o especialista em geoestratégia Robert Farley, professor do Colégio Militar dos EUA, em um artigo publicado na revista The National Interest, um dos “pontos quentes” do planeta é o mar do Sul da China, no qual se desenvolve há anos um confronto “surdo” entre os Estados Unidos, a China e o Japão.

O Mar do Sul da China, ou Mar da China Meridional, é alvo de disputas há anos entre diversos países da região: China, Taiwan, Malásia, Indonésia, Brunei, Vietnã e Filipinas. Estima-se que a enorme área, que inclui mar e ilhas, seja rica em petróleo e gás.

(dr) Lindsey Burrows / Civilsdaily

Localização dos territórios em disputa no Mar da China Meridional

Recentemente, a imprensa chinesa revelou também que o país está construindo “submarinos fantasmas” para defender o mar do Sul da China contra uma eventual guerra submarina com os Estados Unidos.

Os dois países estão envolvidos em uma guerra comercial, uma batalha que acontece em um contexto de sanções econômicas e disputas tarifárias. Mas, diz o especialista, levando em conta o nível a que as relações bilaterais já se deterioraram, o conflito pode escalar ainda mais e assumir contornos de confronto militar.

De acordo com o autor, a Ucrânia é outro local onde a Terceira Guerra Mundial pode ter início. Farley relembra o recente incidente no Mar Negro entre russos e ucranianos, que causou um aumento da tensão diplomática na região, com a Ucrânia acusando a Rússia de ter disparado contra navios ucranianos no Estreito de Kerch, que separa a Crimeia da Rússia e é ponto de acesso ao Mar de Azov.

O especialista acredita que a Rússia provavelmente não estaria interessada em alterar o atual status quo na região antes das próximas eleições na Ucrânia, que, por sua vez, podem também vir a introduzir incerteza. Tendo em conta as contínuas tensões entre os Estados Unidos e a Rússia, qualquer pequeno choque pode destruir o fraco equilíbrio existente na região nos últimos anos, alerta Farley.

A terceira região quente do planeta é o golfo Pérsico. Aqui, sustenta Farley, as tensões estão aumentando devido à pressão econômica dos EUA sobre o Irã, bem como aos conflitos no Iêmen e na Síria.

Considerando a importância estratégica da região, qualquer instabilidade nessa zona pode levar a um confronto aberto entre os Estados Unidos, a Rússia e até a China, diz o especialista.

O quarto lugar de tensão identificado pelo especialista é a península da Coreia. Apesar das recentes iniciativas de paz entre os EUA, a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, que parecem ter posto fim à intensa guerra de palavras e troca de ameaças entre os presidentes norte-americano e norte-coreano em 2017, as relações entre Washington e Pyongyang podem se deteriorar a qualquer momento.

Além disso, outros atores regionais importantes — a China e o Japão — também têm manifestado posições divergentes a respeito da questão coreana.

A estes quatro pontos quentes no planeta, que segundo o especialista em assuntos militares podem em 2019 ser palco da eclosão de uma Guerra Mundial, junta-se um quinto ponto quente, que uma equipe de cientistas da ONU identificou em 2016 como podendo ser a causa provável da 1ª Guerra Nuclear na Terra.

O primeiro conflito nuclear no nosso planeta, dizem os cientistas, pode ocorrer não entre a Rússia e os EUA, mas entre a Índia e o Paquistão – devido a problemas crescentes em torno do acesso à água potável no subcontinente indiano e aos conflitos em torno da bacia do rio Indo.

Em conclusão, se a Humanidade quiser mesmo encontrar o local perfeito para se autodestruir, tem muitas opções para escolher.

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ACRE

Com 3 meses de salários atrasados, motoristas de ônibus fazem protesto e paralisam em Rio Branco

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Ato ocorreu na frente do Terminal Urbano nesta terça-feira (19). Profissionais também alegam falta de EPIs.

Com 3 meses de salários atrasados, motoristas de ônibus fazem protesto e paralisam em Rio Branco — Foto: Ônibus não saíram do Terminal Urbano em Rio Branco nesta terça-feira (19).

Motoristas de ônibus resolveram parar as atividades na manhã desta terça-feira (19) protestando contra o atraso de três meses de salário. De acordo com o líder do movimento, Gleyson Fernandes, motorista da Auto Viação Floresta, a situação está insustentável e muitos profissionais estão passando fome.

A categoria cruzou os braços e se concentrou em frente ao Terminal Urbano, depois seguiu para a frente da prefeitura, no Centro de Rio Branco.

“Nosso pagamento está atrasado desde março abril e maio. Sem contar nosso FGTS e INSS. Queria que a prefeita da cidade desse um olhar especial ao transporte coletivo da cidade de Rio Branco, porque está sendo o caos. Os ônibus estão rodando porque ainda tem alguns motoristas que acham que isso aqui vai funcionar e não vai funcionar do jeito que tá. A situação é realmente precária, estamos passando necessidade, passando fome”, alega.

Além de salários atrasados, os motoristas também tiveram auxílio cortados e convênios suspensos. “Cortaram nossas horas extras por conta do coronavírus. Agora, o salário é só o base da carteira e nem assim ela consegue nos pagar. Então, a empresa está nos mostrando realmente que ela não tem compromisso com os trabalhadores e sociedade de Rio Branco”, se revolta.

O Sindicato dos Transportes do Acre (Sinttpac) confirmou o atraso nos salários e disse que vem tentando negociar com a empresa há meses, mas que recebe a informação que a empresa está sem condições de pagar. Francisco Marinho, presidente do sindicato, diz que alertou a categoria pelo fato de parar 100%, mas não teve sucesso.

“Acontece que eles estão passando por necessidade e querem receber. Não tem mais como controlar”, diz.

Motoristas alegam que não recebem apoio da empresa e nem EPIs — Foto: Lidson Almeida/Rede Amazônica Acre.

Sem EPIs

A categoria alega ainda que está trabalhando sem os equipamentos de proteção, inclusive, uma das exigências da prefeita Socorro Neri ao reduzir a frota de ônibus por conta da pandemia.

As empresas deveriam fazer a higienização dos carros e disponibilizar os EPIs aos colaboradores.

“Até o momento não prestaram nenhum tipo de assistência em questão do coronavírus atualmente, não prestaram nenhum tipo de auxílio. Eles não fornecem pra gente máscara, nem álcool e não fizeram nenhum tipo de alteração no coletivo para que a gente pudesse se sentir protegido”, reclama o líder do movimento.

O G1 entrou em contato com a prefeitura e a empresa Floresta, mas não obteve retorno até esta publicação. As empresas de transporte coletivo sofrem impactos econômicos desde a chegada dos aplicativos de mobilidade em Rio Branco em 2017.

Motoristas decidiram cruzar os braços para reivindicar pagamento de salários atrasados — Foto: Lidson Almeida/Rede Amazônica Acre.

Colaborou Lidson Almeida, da Rede Amazônica Acre.

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ACRE

No Acre, casos de Covid-19 chegam em 1.335 e estado já registra 40 mortes pela doença

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Mais duas mortes foram confirmadas pela Saúde. Dos pacientes, 366 são considerados curados.

Foto: No Acre, casos de Covid-19 chegam em 1.335 e estado já registra 40 mortes pela doença — Foto: Marcos Vicentti.

O Acre registrou 158 novos contaminados pelo coronavírus neste sábado (9), fazendo o número total de casos sair de 1.177 para 1.335. O boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) confirmou ainda mais duas mortes por conta da doença, assim os óbitos saíram de 38 para 40.

As vítimas são um paciente um homem de 72 anos, que estava entre os transferidos do Pronto-Socorro de Rio Branco para a UTI do Instituto de Traumatologia e Ortopedia no Acre (Into-AC) na quinta-feira (7). Ele havia dado entrada no Pronto-Socorro de Rio Branco no dia 2 deste mês e morreu por volta das 10h10 desta sexta-feira (8) no Into. Segundo a Saúde, ele tinha diabetes, o que agrava o quadro de Covid-19.

A outra morte foi de um senhor de 83 anos que morreu na UPA do Segundo Distrito na quinta-feira (7). A Saúde confirmou que ele tinha outras comorbidades, mas não especificou quais.

Das 40 mortes registradas em todo o estado, 35 foram em Rio Branco; três em Plácido de Castro; uma em Acrelândia e uma em Tarauacá.

A Saúde também já contabiliza 366 altas. Dos pacientes que seguem em tratamento, 882 estão em isolamento domiciliar e 47 internados, sendo que onze seguem na UTI e 36 em enfermarias. Há ainda 373 exames na fila de espera.

Nesta sexta (8), Capixaba e Santa Rosa do Purus confirmaram os primeiros casos. Neste sábado (9), Brasileia também registrou o primeiro caso. Agora, das 22 cidades do estado, 17 têm confirmação da doença.

Até este sábado, o Acre já fez 4.768 exames, que 3.060 foram descartados, 1.335 confirmados e mais 373 seguem em análise. As cidades mais afetadas são Plácido de Castro, Rio Branco e Acrelândia. A taxa de contaminação no estado é de 151,4 casos a cada 100 mil habitantes.  Por G1AC. 

Casos de Covid-19 por cidades no Acre: 

CidadeCasos confirmados
Acrelândia28 (11 casos a mais)
Assis Brasil1
Bujari4
Cruzeiro do Sul46 (foi diminuído um caso)
Feijó1
Mâncio Lima3
Plácido de Castro68 (6 casos a mais)
Porto Acre8
Rio Branco1.124 (130 casos a mais)
Sena Madureira5 (3 casos novos)
Senador Guiomard15
Tarauacá16 (7 casos a mais)
Xapuri11 (um caso novo)
Epitaciolândia2
Santa Rosa do Purus1
Capixaba1
Brasileia1 (primeiro caso)

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