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Suspeito de matar a mãe e vizinha no AC fala em ‘mensagem divina’ para cometer crimes, diz polícia

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Moradores do ramal dizem que suspeito falou em matar seis mulheres e depois cometer suicídio. ‘Ele está transtornado’, diz delegado.

Foto de capa: Adriano Pereira é procurado pela polícia por matar a mãe e a vizinha — Foto: Arquivo pessoal.

Ao menos quatro viaturas da PM estão à procura do homem que matou a madrasta na segunda-feira (30) e outra moradora no ramal Arco-íris, em Rodrigues Alves, no interior do Acre. De acordo com a polícia, o criminoso conhece bem a floresta onde está escondido, o que dificulta a captura.

O suspeito foi identificado como Adriano Pereira e, segundo a polícia, teria informado à comunidade que mataria seis mulheres e logo em seguida cometeria suicídio.

As buscas ao criminoso tiveram início logo que ele assassinou sua mãe com um tiro de escopeta na tarde de domingo (30).

De acordo com a polícia, a mulher estava orientando o filho a deixar o mundo do crime e ele teria ficado revoltado com os conselhos, por isso, pegou a arma e atirou no pescoço de Sebastiana Pimentel, de 52 anos.

Após cometer o crime, o homem ficou por algum tempo ao lado do corpo da mãe e depois deixou o local antes da chegada da polícia. De acordo com o comandante da PM, major Evandro Bezerra, assim que chegou a informação da ocorrência, policiais foram à comunidade, mas não conseguiram encontrar o autor do homicídio.

Nesta terça-feira (1ª) pela manhã, Pereira apareceu na comunidade e matou outra mulher que morava próximo a casa da mãe dele. Maria Alice de Araújo, de 50 anos, também foi assassinada com um tiro no pescoço. A mulher estava na cozinha quando o homem mirou pela janela e efetuou o disparo.

Um filho de Sebastiana que estava em casa ainda perseguiu o autor do disparo e chegou a entrar em luta corporal com o assassino que conseguiu escapar e se embrenhou na mata. A mulher era mãe 15 filhos. Um deles compareceu a delegacia de Cruzeiro do Sul nesta quarta-feira (2) e contou como o crime ocorreu.

“Minha mãe estava ajeitando o almoço e ele veio por trás de casa e atirou nela. Sem motivo nenhum, só por maldade mesmo. Ele foi criado com a gente lá mesmo desde menino. Ele disse que ia fazer uma festa e decidir a vida dele nesse final de ano, foi o que disseram lá”, contou o rapaz que não quer ser identificado.

De acordo com o delegado Alexnaldo Batista, o suspeito já cumpriu pena no presídio de Cruzeiro do Sul e era procurado por ter cometido outro homicídio em Rodrigues Alves há mais de um ano.

“Informações que temos de moradores do ramal são de que ele está transtornado, houve conversa que ele estava com uma bíblia dizendo que era uma mensagem divina para ele cometer esses crimes. Também tivemos informações de que ele prometeu matar até seis mulheres e depois não ia ser preso, ia cometer o suicídio”, disse o delegado.

No ramal, o medo tomou conta dos moradores. Os familiares da segunda vítima, que será sepultada na tarde desta quarta, decidiram deixar a comunidade e só devem voltar para casa depois da prisão de Pereira.

A polícia garante que as buscas seguem dia e noite para tentar prender o criminoso. Uma viatura do Comando de Operações Especiais (COE) e mais três patrulhas da PM realizam diligências no ramal em busca do suspeito.

 Sebastiana Amelia Pimentel morreu após ser atingida no pescoço com um tiro de espingarda — Foto: Reprodução

Sebastiana Amelia Pimentel morreu após ser atingida no pescoço com um tiro de espingarda — Foto: Reprodução.

Por Mazinho Rogério, G1 AC — Cruzeiro do Sul

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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