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ELEIÇÕES 2018

Sob gritos de ‘mito’, Bolsonaro anuncia general Mourão como vice

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Evento reuniu apoiadores em São Paulo; oficial da reserva terá nome oficializado nesta tarde.

Na foto, General de Exército Hamilton Mourão, anunciado como vice de Bolsonaro – Pedro Ladeira/Folhapress.

Sob gritos de “mito”, o candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, anunciou neste domingo (5) o general Hamilton Mourão como vice em sua chapa.

O anúncio, feito em um clube no Jaçanã (zona norte de SP), foi para um público formado por pessoas com camisetas com o rosto de Bolsonaro, trajes com estampas militares e com bandeiras nacionais e do estado.

O capitão do Exército foi recebido por uma bateria de escola de samba e um homem fantasiado de Capitão América.

Mourão terá seu nome oficializado na tarde deste domingo em convenção do PRTB. A assessoria do partido enviou nota confirmando a indicação do oficial da reserva para vice e, segundo o partido, Bolsonaro estará no evento. 

Nos poucos trechos audíveis do discurso de Bolsonaro, em sua maioria incompreensível por problemas no som, ele elogiou outros cotados para o cargo, como o general Augusto Heleno

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Além disso, fez ataques à “esquerdalha” e ao establishment político. “Eles podem ter televisão e o dinheiro, mas só nós temos o povo do nosso lado”, disse.

Bolsonaro subiu ao palco acompanhado dos filhos Flávio e Eduardo. Também estava o ex-ator Alexandre Frota, candidato a deputado federal pelo PSL, que se tornou um dos nomes da direita mais influentes da internet.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro foi o primeiro da família a discursar e fez um discurso voltado a policiais e entusiastas de armas. “Sabe por que nossos policiais morrem? Porque se eles atirarem eles sabem que vão responder um processo”, disse.

“O Estatuto do Desarmamento não melhorou a vida de ninguém. Vocês querem que o presidente mude esse estatuto”, questionou, para ouvir um grande sim da plateia. Em um auditório lotado, o público entoou cantos homenageando Bolsonaro durante toda a convenção.

“Lula na prisão, Bolsonaro é capitão”, gritavam. No auditório, havia policiais e movimentos como Direita São Paulo e Direita Sorocabana.

O deputado federal Major Olímpio (PSL) afirmou que a escolha do vice foi uma decisão de Bolsonaro, que deve ser confirmada na convenção do PRTB na tarde de hoje. “Não é pelo tempo de televisão, que o PRTB tem 4 segundos. Deve ter pesado o momento para apresentar o mais uníssono possível o plano de governo. Acho que casou mais essa figura do Mourão”, afirmou o parlamentar.

Cotado para ser o vice, o príncipe Luiz Philippe de Orléans e Bragança, que teve o nome gritado por militantes durante a convenção, deve ser ministro das Relações Exteriores em um eventual governo. “A função de Relações Exteriores é natural a mim. Agora a decisão de um pelo outro, eu não sei, é uma questão interna do partido”, afirmou.

Ele disse ainda que não ficou frustrado com a decisão de Bolsonaro. “Não, porque o cargo não era meu para eu desejar este cargo”, disse.

Antes de a convenção começar, o deputado Major Olímpio, que é presidente estadual do PSL e candidato ao Senado, afirmou que o partido compensará a falta de estrutura com ajuda de agentes de segurança e voluntários, como atiradores, caçadores e participantes de motoclubes.

Ele admitiu, porém, a dificuldade de atrair quadros competitivos para o partido. “Quem vai querer vir para um partido que tem oito segundos de TV e não usará o fundo eleitoral?”, afirmou.

Entre os que aceitaram ser candidatos pelo PSL, está Luiz Carlos de Paula, que chegou à convenção vestido de Capitão América. “Eu sou policial militar e me identifico totalmente com os ideais do Bolsonaro”, disse. 

Ele estava acompanhado de outras pessoas fantasiadas de heróis, como Batman e Homem-Aranha. O grupo informou que faz ações de apoio a crianças com câncer. Artur Rodrigues. Folha SP.

Pós-convenção, Alckmin mira bolsonaristas

A 26 dias do horário eleitoral, tucanos calculam que um terço do eleitores do deputado tem o ex-governador como 2ª opção.

A campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) elegeu como desafio central nos 26 dias que antecedem o início do horário eleitoral gratuito a formulação de uma estratégia para roubar eleitores de Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, de junho, o deputado lidera a corrida ao Planalto em cenários sem Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 19% das intenções de voto –o tucano oscila entre 6% e 7%.

O campo de batalha neste momento se baseia nos desenvolvimentos após a eleição de 2014, que basicamente dividiu o país entre os chamados azuis (do centro à direita, personificados então no PSDB) e os vermelhos (a mão inversa, à esquerda, dominada pelo PT).

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No lado azul, o PSDB perdeu espaço para Bolsonaro, fenômeno associado à rejeição da direita ao establishment que ganhou corpo durante o impeachment de Dilma Rousseff (PT), mas que tem origens rastreáveis nos protestos de junho de 2013.

Como diz um membro da cúpula tucana, é inútil buscar votos do lado vermelho do quadro no primeiro turno.

Para os tucanos, o eleitor radicalizado à direita é que precisa ser recuperado —pesquisas à disposição das campanhas calculam em um terço os bolsonaristas que têm Alckmin como segunda opção.

O problema é a forma de abordagem. Atacar diretamente Bolsonaro, como a esquerda faz, apenas aliena esse eleitorado, que obviamente não gosta de ser chamado de “fascista” ou “burro”.

Serão testadas táticas de comunicação pinçando pontualmente os pontos nevrálgicos da imagem do deputado.

A campanha de Bolsonaro sabe que suas altercações com mulheres são hoje um calcanhar de Aquiles maior do que, por exemplo, sua defesa da ditadura militar. Tanto é assim que ele fez seu primeiro discurso como candidato falando sobre a importância do eleitorado feminino.

A depender do efeito sobre apoiadores de Bolsonaro, os temas podem ser inseridos na campanha.

Um dos principais nomes ouvidos pelo PSDB quando o assunto é eleição tem dúvidas sobre essa forma de agir. Ele considera mais importante apontar o que os tucanos consideram inconsistências práticas do deputado e apresentar Alckmin como a contraposição lógica a elas.

Não será fácil, prevê esse guru político. Bolsonaro tem apresentado vacinas simples para acusações com grau de sofisticação maior, como a ausência de apoio parlamentar que terá caso eleito ou pontos de seu programa econômico.

Transformou a primeira em ativo eleitoral, negando ser “igual aos outros”. E terceirizou a segunda para seu mentor, o economista Paulo Guedes, que segue entusiasmando o mercado, como provou a reação da plateia em um encontro para 130 pessoas no banco BTG na quinta (2).

A alocação da senadora Ana Amélia (PP-RS) na vice do tucano também sinaliza uma disposição mais combativa de Alckmin, já que garante o tempero antipetista à chapa e restabelece pontes com o agronegócio e a região Sul, que o PSDB perdeu para Bolsonaro e para Álvaro Dias (Podemos), um integrante minoritário do campo azul.

Para um membro da cúpula tucana, contudo, isso é mais simbólico. Ele aponta a adesão do centrão (DEM, PP, PR, PRB e SDD) à campanha tucana como o mais importante marco da jornada de Alckmin até aqui, por agregar o latifúndio de tempo de TV em que o discurso será apresentado.

O tucanato tem dúvidas também sobre a possibilidade de atração do voto hoje branco ou nulo. Folha SP.

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ACRE

DEPUTADO JOSA DA FARMÁCIA TEM MANDATO CASSADO POR COMPRA DE VOTOS

Folha do Acre, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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O deputado estadual pelo Podemos do Acre, Josa da Farmácia, teve o seu mandato cassado por decisão da Justiça Eleitoral. Josa foi reeleito na última eleição com 6.412 votos.

O Tribunal Regional Eleitoral decidiu cassar o mandato do deputado por 4 votos a 2 dos desenbargadores.

Josa da Farmácia é acusado de comprar de votos na eleição de 2018.

Apesar de votarem pela cassação, o TRE do Acre decidiu que não irá fastar o deputado imediatamente, dando assim, prazo para que Josa se defenda das acusações ainda no cargo de deputado.

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ELEIÇÕES 2018

Trabalho de Moro me ajudou a crescer politicamente, diz Bolsonaro

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Indicação de juiz é criticada por petistas, que veem politização da Justiça.

Em entrevista a alguns veículos de imprensa, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) elogiou o trabalho de Sergio Moro como juiz ao falar de sua nomeação como Ministro da Justiça.

“O trabalho dele muito bem feito. Em função do combate à corrupção, da Operação Lava Jato, as questões do mensalão, entre outros, me ajudou a crescer politicamente falando”, disse Bolsonaro.

Moro foi quem assinou a ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e decisões causaram polêmica como a divulgação da conversa do petista com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e da delação de Antonio Palocci pouco antes da eleição.

“Se eles estão reclamando, é porque fiz a coisa certa”, disse o presidente eleito.

Segundo ele, o economista Paulo Guedes, que assumirá a Fazenda, foi quem fez a ponte com Moro. Bolsonaro afirmou desconhecer em qual momento a sondagem teria sido feita.

“Mas isso daí não tem nada a ver. Se foi umas semanas, um dia antes da eleição, não tem nada  a ver”, disse.

Segundo seu vice, Hamilton Mourão, o convite ocorreu ainda durante a campanha, o que suscitou críticas, por sugerir que a atuação do magistrado tenha sido pautada pela disputa eleitoral.

“Ah, não sei, não sei. Tenho pouco contato com o Mourão, estou aprofundando o contato agora com ele”, respondeu o presidente eleito.

Bolsonaro afirmou ter concordado em dar autonomia a Moro para nomear e conduzir as atividades da pasta. Ele não detalhou como ocorrerá a ampliação do Ministério da Justiça em seu governo. Confirmou a incorporação da pasta de Segurança Pública.

“Uma parte do Coaf [estará] lá também, porque ele [Moro] tem que ter informações. A CGU não iria para lá dessa forma aqui, carece de estudo. Temos que ver se não estamos incorrendo em nenhuma inconstitucionalidade”, disse. 

“Mas parcelas desses órgãos a gente vai ter dentro da Justica para que possa trabalhar com velocidade que essa questão merece.”

Para o presidente eleito, a violência cresce “via crime organizado” e “o caminho para combater isso é seguir o dinheiro e você tem que ter meios para tal. O Ministério da Justiça daria todos os meios para Sergio Moro perseguir esse objetivo”.

Bolsonaro afirmou que não acertou um prazo de trabalho para o juiz no governo ou para vir a indicá-lo ao Supremo Tribunal Federal. 

“Não ficou combinado, mas o coração meu lá na frente… ele tendo um bom sucessor, isso está aberto para ele”, disse.

“A decisão dele é difícil, vai abrir mão da carreira, tem 22 anos de serviço, para enfrentar um desafio. Chamo ele de soldado, que está indo para a guerra sem medo de morrer. Vai ter muito mais poderes do que estando à frente da Vara da Justiça Federal em Curitiba

Bolsonaro disse que se um membro de seu governo for investigado ou denunciado, “vai pro pau, pô. Não tem essa história, não. Quem for por ventura denunciado, vai responder”.

​O presidente eleito foi questionado sobre a sua relação com a imprensa e o motivo de ter dado a entrevista apenas para emissoras de televisão, sem incluir jornais.

“A imprensa está muito diversificada, eu cheguei aqui graças às mídias sociais. Quem vai fazer a seleção de qual imprensa vai sobreviver ou não é a própria população”, respondeu. “A imprensa que não entrega a verdade vai ficar para trás.”

Segundo ele, a exclusão de veículos se deu por conta de “espaço físico, não mandei restringir ninguém, não”.

Folha SP

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