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Secretário de Polícia Civil do AC reassume cargo após mais de um mês afastado
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8 anos atrásem
O secretário de Polícia Civil do Acre, Rêmullo Diniz, reassumiu o cargo após quase um mês afastado. Diniz estava afastado desde o dia 30 de janeiro, após a mídia divulgar que ele tinha envolvimento facções criminosas. O secretário confirmou que voltou à pasta no dia 1º deste mês. O delegado Getúlio Teixeira estava a frente da secretaria desde o afastamento de Diniz. O secretário havia sido afastado após um site de repercussão nacional apontar que ele seria investigado por ter ligação com um grupo criminoso que atua no estado.
Diniz fez uma coletiva, na época, e afirmou que tudo não passou de uma tentativa de derrubá-lo do cargo de secretário. Ele alegou que nenhum ato de abuso de autoridade foi praticado por ele e também não houve ingerência.
“Voltei, graças a Deus. Não tinha investigação, eu que pedi para abrir, nenhum ato foi considerado irregular. Houve o arquivamento de tudo”, complementou.
*Caso*
No dia 31 de janeiro dois dos quatro delegados responsáveis pelas investigações da Operação Sicário explicaram que as ações iniciaram em abril do ano passado e que Diniz não aparecia no processo ligado a organização criminosa, mas sim como interlocutor entre umas das interceptações com o tenente do Bope Josemar Farias, que está preso suspeito de envolvimento com facções.
No dia 1 de fevereiro, a Justiça do Acre autorizou que o Ministério Público (MP-AC) e a Corregedoria de Polícia Civil investigassem possíveis atos ilícitos e de conduta do secretário. Segundo Diniz, não houve comprovação de nenhuma infração dele.
“O juiz e promotor mandaram encaminhar para a corregedoria para que se entendesse que existia alguma coisa, que instaurasse [inquérito]. Foi instaurado procedimento, aberto inquérito a meu pedido, ouvido todo mundo e entendido que não existia nenhuma prática criminosa”, destacou.
Durante as investigações, Diniz ainda não era secretário de Polícia Civil, mas respondia pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHHP), cargo que ocupou até o final de 2018.
O delegado Sérgio Lopes – um dos responsáveis pela operação – disse, na época, que conforme as investigações iam avançado, foi possível confirmar que o tenente do Bope protegia e promovia o crime organizado de um determinado grupo na capital e também interior.
Entre as diversas interceptações, autorizadas pela Justiça, Farias aparecia conversando com o delegado e, nesses diálogos, segundo Lopes, teriam sido constatadas algumas infrações penais.
“Não houve nenhum ingerência minha. Os fatos foram colhidos de forma premeditada e pensada. Estou tranquilo, retornei, não tenho preocupação quanto a minha postura, me preocupo com a instituição. O que me interessa é a justiça, e já foi feita”, declarou Diniz.
Operação Sicário
Um dia após o governo do Acre afastar o secretário, os delegados responsáveis pela Operação Sicário explicaram como decorreram as investigações, que identificou 23 pessoas envolvidas no crime organizado no estado, entre elas o tenente do Bope Josemar Farias.
Dois dos quatro delegados responsáveis pela Operação Sicário explicaram que as ações iniciaram em abril do ano passado. Segundo eles, Diniz não aparece no processo ligado a organização criminosa, mas sim como interlocutor entre umas das interceptações com o tenente Farias
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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