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Sebrae avalia ExpoAcre 2019 como “absoluto sucesso” e já se prepara para 2020
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O superintendente do Sebrae, Marcos Lameira, e o diretor técnico e vice-presidente da comissão organizadora da ExpoAcre, Lauro Santos, fizeram na noite deste domingo (4) um balanço dos nove dias de feira. O resultado financeiro da feira só deve ser divulgado na quinta-feira (8), após o levantamento e soma de todos os negócios que foram feitos na feira.
Os gestores estavam animados com os resultados obtidos na feira e contaram que já estão se preparando para o feira do ano que vem, mas antes, querem ter o mesmo sucesso na ExpoAcre Juruá, feira agropecuária que vai acontecer em Cruzeiro do Sul entre os dias 29 de agosto e 1 de setembro.
Robôs do Sebrae foram sucesso na feira
Robô do Sebrae
Sucesso de público e arrastando uma multidão por onde passava, o robô foi a grande novidade do Sebrae na feira deste ano. O Superintendente do Sebrae, Marcos Lameira, já pensa em trazer o robô também nos próximos anos. “O grande diferencial do Sebrae esse ano foi o nosso robô. O robô fez uma grande diferença, a criançada veio, os adultos vieram, todo mundo participou ativamente da feira, foi contagiante, o envolvimento e a participação da sociedade foi muito grande, e o robô foi o grande sucesso da feira, que fez sucesso não só no estande do Sebrae mas na feira como um todo”, comemorou.
2020
O superintendente também falou sobre a organização da feira para o próximo ano. “Em 2020 nós queremos fazer algo muito melhor, o Sebrae participou ativamente e significativamente da feira este ano, de todo o desenvolvimento da feira, e como é o Lauro é o vice-presidente da comissão que organiza a feira, já vamos começar a organização da feira a partir da análise dos resultados deste ano”.
Público
Que o público desse ano foi grande, quem visitou a feira conseguiu perceber. O diretor técnico do Sebrae, Lauro Santos, creditou parte desse sucesso ao adiantamento do salário de julho dos servidores municipais e estaduais e ao adiantamento de metade do 13º por parte do Governo do Estado. “Foi um sucesso absoluto, primeiro pelo número de pessoas que circularam aqui no Parque. Não é um número oficial mas temos uma estimativa de termos entre quatro e cinco pessoas por metro quadrado, a gente estima que passaram cerca de 25 mil pessoas por noite nesses nove dias de ExpoaAcre. Se somar os nove dias, são mais de 200 mil pessoas que passaram pela feira”.
Shows
“O show da Marília Mendonça foi um sucesso de público, foram mais de 17 mil pessoas que compraram ingressos segundo a organização do show. Um recorde de público de toda a história dos shows da ExpoAcre. O show do Jorge e Mateus, que algumas pessoas disseram que não foi sucesso, estava lotado também. Não teve o mesmo público da Marília porque Rio Branco não comporta dois grandes shows num período tão curto de tempo, no sentido de ter sucesso de público e lotar os dois”, disse o vice-predisente da comissão organizadora da festa, Lauro Santos.
Atividades durante o dia
A grande diferença desse ano também é que a ExpoAcre começou a funcionar de manhã e de tarde. No período da manhã foi mais voltado paras as provas na arena, como a prova de laço e a prova do tambor e a tarde mais voltado para as palestras, entrega de títulos, solenidades do governo e ações de secretarias. “Recebemos pela primeira vez muitas autoridades importantes, como os governadores do Amazônas e de Rondônia, recebemos oito dirigentes do Sebrae de toda a Amazônia Legal, o diretor técnico do Sebrae nacional, um ministro da União Européia, o presidente das Campus Party, o diretor da WWI, que é fundo de investimentos europeu e americano, ou seja, nós conseguimos fazer desses nove dias de ExpoAcre não só uma feira voltada ao entretenimento e lazer mas também à geração de negócios” contou Santos.
Organização
Sobre a organização da feira Lauro comentou que “foi uma ExpoAcre muito bem organizada, nós do Sebrae que já organizamos a feira há muitos anos e o Governo do Estado que estava em seu primeiro ano na organização nos juntamos e trocamos muita experiência, foi um sucesso absoluto. Sebrae, Governo do Estado, Acisa, Fieac, Faeac, Caixa Econômica e o Governo Federal, que é o dono do Parque, trabalhamos irmanados para atingir esse sucesso. Resgatamos um pouco do patriotismo acreano quando colocamos a frase ‘Eu amo o Acre’ na praça das bandeiras que foi um sucesso, muita gente tirando foto”.
Problemas
Apesar de todo os sucesso da feira, também apareceram problemas, os banheiros e os lixeiros não deram conta do público. “Os problemas que nós tivemos na ExpoAcre esse ano são problemas bons, faltou banheiro químico porque a gente não esperava um público tão grande, que foi acima da nossa expectativa, mesmo a gente tento contrado 50% a mais de banheiros em relação ao ano passado. Faltou também lixeira pelo mesmo motivo do grande público, mas fizemos um trabalho de conscientização para que as pessoas não jogassem lixo no chão e deu certo”, disse Lauro.
Nove dias
Sobre a realização da feira em nove dias, Lauro afirmou que o retorno da realização da feira em nove dias foi baseado na análise técnica dos relatórios da ExpoAcre 2018 e 2017. “Verificamos que realizar a feira em cinco dias não gera o mesmo número de negócios que em nove dias. Em nove dias você tem dois finais de semana e consegue trazer mais atraçoes pra feira, com cinco dias não conseguiríamos ter tantas atrações e nem encaixar agenda para receber tantas autoridades. A função do Sebrae na ExpoAcre é promover acesso ao mercado aos micro e pequenos negócios, então esse empresário faz um investimento para vir para a feira, para ele tirar o retorno desse investimento ele precisou fazer, em nove dias esse retorno vem mais alto que em cinco dias. O nosso investimento pra fazer uma feira em nove dias no lugar de cinco é um pouco maior em algumas coisas, mas perto do retorno que tem, é insignificante”.
ExpoAcre Juruá
Lauro Santos aproveitou para mandar um recado para a população do Juruá: “Quero dizer ao pessoal que esperem que do dia 29 de agosto a 1 de setembro vai ter a ExpoAcre Juruá e teremos duas grandes atrações nacionais que eu não posso revelar o nome por enquanto. O Sebrae e o Governo do Estado vão fazer uma grande feira, digna da região do Juruá”
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário