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RIO BRANCO: Ciúme fatal

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Crimes teriam ocorrido em um bar no bairro Taquari; sentença considerou a culpabilidade elevada do réu.

O Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco julgou e condenou o réu Aldair da Silva de Oliveira a uma pena de 24 anos de prisão, em regime inicial fechado, pela prática, por duas vezes, do crime de homicídio qualificado.

O decreto condenatório, do juiz de Direito Leandro Gross, titular da unidade judiciária, ainda aguardando publicação no Diário da Justiça Eletrônico (DJE), foi prolatado após os jurados do Conselho de Sentença considerarem o acusado culpado pelas mortes das vítimas I. S. dos S. e A. P. de C., após desentendimento motivado por ciúmes da namorada.

Entenda o caso

Segundo a denúncia do Ministério Público do Acre (MPAC), os crimes teriam sido praticados no dia 11 de novembro de 2016, em um bar localizado no bairro Taquari, por motivo torpe (ciúmes), sendo que, em um dos delitos, houve utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima (surpresa).

Conforme a denúncia, o réu estaria em companhia da namorada jogando sinuca e ingerindo bebida alcoólica quando entendeu que as vítimas teriam “dado em cima” da moça. Nesse momento, o acusado teria saído do bar e se ausentado por cerca de meia hora. Ao voltar ele teria pagado a conta e se dirigido diretamente até I. S., sacando, então, de surpresa, um canivete e passando a desferir vários golpes com a arma branca na região vertebral e na face esquerda da vítima. Embora tenha sido socorrida e encaminhada ao Hospital de Urgências e Emergências de Rio Branco, a vítima veio a óbito alguns dias depois.

Já a vítima A. P. teria tentado conter o acusado no momento em que foi atingida por um golpe fatal na região do pescoço, que resultou no rompimento da veia jugular interna e grave lesão na artéria hioidea. Em decorrência da gravidade do ferimento, A. veio a óbito no próprio local do crime.

Conselho de Sentença: culpado

Ao analisarem o caso, os jurados do Conselho de Sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco consideraram o réu culpado pelas práticas narradas na denúncia do MPAC.

Os jurados também entenderem que há, no caso, a incidência da qualificadora de motivo torpe (ciúmes) em relação aos crimes cometidos contra ambas as vítimas, bem como da qualificadora de recurso que dificultou a defesa (surpresa) em relação à vítima I. S., que fora atacada de surpresa pelo acusado.

Após o julgamento pelo Conselho de Sentença, o juiz de Direito Leandro Gross fixou a pena do réu em 24 anos de prisão, em regime inicial fechado, negando-lhe ainda o direito de apelar em liberdade.

O magistrado sentenciante considerou, dentre outros aspectos legais, a culpabilidade elevada do acusado (que “tinha condições de se ausentar do bar sem que o fato tivesse ocorrido”), impondo ainda, em desfavor do réu, o aumento de pena referente à prática de crime continuado (art. 71 do Código Penal).

Ainda cabe recurso contra a sentença junto à Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre. Por Gecon/TJAc.

ACRE

Homem é morto com pelo menos dois tiros e encontrado atrás de centro de recuperação em Rio Branco

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Antônio Luan Viana de Lima foi morto na noite dessa segunda-feira (7) com pelo menos dois disparos de arma de fogo. O Crime ocorreu na Travessa Sucupira, no bairro Calafate, em Rio Branco.

O Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) informou que a ocorrência foi gerada ainda como tentativa de homicídio, mas quando a guarnição chegou ao local, ele já estava morto.

Lima teria saído de uma área de mata e foi encontrado atrás de um centro de recuperação nas proximidades do campo do Vaz ferido e pedindo socorro. O solicitante também informou à polícia que não chegou a ouvir o disparos e não soube repassar mais informações.

A Polícia Militar ao chegar ao local já encontrou a vítima morta, segundo o Ciosp. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (Samu) também foi acionado, mas apenas constatou o óbito de Lima.

O local foi isolado para os trabalhos da perícia técnica e o corpo do homem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para realizar os exames cadavéricos.

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ACRE

Após 56 dias internada, técnica de enfermagem morre por complicações de Covid-19 em Rio Branco

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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A gente não tem, nesse momento, mais palavras para expressar a mulher guerreira, batalhadora, que estava ali sempre ajudando muitas pessoas”. É assim que Luzineide da Silva Correia, cunhada da técnica de enfermagem Rosinalda de Macedo Bastos, de 38 anos, expressa a dor da perda dela.

Rosinalda, que era mais conhecida como Rose, morreu nesta segunda-feira (7) após 56 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco, vítima de complicações de Covid-19.

“A Rose, para nós, representava uma pessoa guerreira, batalhadora, uma pessoa que sempre lutou para ajudar o próximo, as pessoas que estavam doentes. É uma perda muito grande para a família e para a saúde”, lamentou a cunhada em entrevista à Rede Amazônica Acre, na manhã desta terça (8).

O pronto-socorro da capital acreana foi também o local onde Rose passou parte de sua vida. Ela atuava na linha de frente no hospital, na UTI da ala Covid-19, antes de adoecer. A Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) informou que a morte da servidora deve constar no boletim desta terça.

“Ela trabalhava na linha de frente no combate à Covid-19, na UTI, então, para gente, é uma dor que não tem palavras para explicar porque mais um na enfermagem que se foi, na saúde”, disse Luzineide.

Dias de luta

A cunhada contou que Rose lutou 56 dias contra a doença, se curou, mas teve outras bactérias e morreu por complicações da doença. A informação também foi confirmada pela direção do PS, que disse que ela teve Covid-19, depois os exames deram negativo, e ela morreu por complicações devido a infecções.

Além disso, Luzineide acrescentou que após os exames darem negativo, Rose voltou ao trabalho e duas semanas depois começou a sentir febre, foi quando ela precisou ser internada.

“Quando a gente soube que tinha renovado, a nossa preocupação aumentou porque ela estava trabalhando dentro da UTI da ala Covid no pronto-socorro”, acrescentou.

Luzineide acrescentou que a cunhada deixa saudades a todos e que a família ainda está muito abalada.

“A família está muito abalada, muitas pessoas vieram prestar homenagem aqui e os amigos que ela deixou uma saudade imensa no nosso coração, a família está sem entender, porque a Rose deixou um legado muito grande, deixou filhos”, concluiu.

Colaborou o repórter Lidson Almeida de Rede Amazônica Acre

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