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Primeiro cacique Puyanawa de aldeia no AC morre por Covid-19: ‘Legado da luta indígena’, diz filho

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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‘Quero que meu pai seja lembrado como o patriarca do movimento indígena no Acre’, diz cacique. Aldeia fica em Mâncio Lima no interior do Acre.

Mário Cordeiro de Lima Puyanawa, de 77 anos, morreu vítima de Covi-19 neste sábado (20) — Foto: Acervo/Rede Amazônica Acre.

A aldeia Puyanawa, que fica em Mâncio Lima, está de luto. O primeiro indígena ao se tornar cacique depois do contato com os brancos, Mário Cordeiro de Lima Puyanawa, de 77 anos, morreu na manhã deste sábado (20) após perder a batalha contra a Covid-19. A morte da liderança deve constar no boletim deste sábado, segundo informou a Secretaria de Saúde do estado (Sesacre).

Pai de oito filhos, cinco mulheres e três homens, ele deixa um legado de luta pelos direitos indígenas na região. Um dos filhos, que agora é cacique na aldeia onde o pai foi pioneiro, José Ferreira Puyanawa diz que o pai sempre foi sinônimo de luta, honestidade e força para o povo indígena.

“Ele foi o primeiro cacique nomeado na aldeia depois do contato [com o branco] ainda na década de 80. Então, meu pai deixa essa marca, esse legado pela luta, demarcação das nossas terras, tudo com êxito. Esse homem era um grande amigo, que me ensinou a ser honesto e verdadeiro. Então, a vida dele foi muito isso. Nunca vi ele reclamando de nada, era leal e temente a Deus”, relembra.

O indígena deu entrada no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, no dia 6 de junho. O cacique diz que o pai começou a sentir dor no corpo, febre e estava com muita tosse. Ele já havia tido alta da UTI, mas voltou ao apresentar piora.

“Ainda tratamos dele por uns seis dias na aldeia. Mas, foi piorando e quando foi para o Hospital de Mâncio, lá fez o exame e já deu positivo para Covid. Ele tinha muita tosse e cansaço”, conta.

Os indígenas da aldeia Puynawa foram um dos primeiros a fecharem a aldeia proibindo a entrada e saída de pessoas. Em março, com correntes, eles lacraram o acesso à comunidade.

Indígena reorganizou o povo Puynawa ainda na década de 80  — Foto: Acervo/Rede Amazônica Acre

Indígena reorganizou o povo Puynawa ainda na década de 80 — Foto: Acervo/Rede Amazônica Acre.

Porém, o cacique diz que algumas saídas justificadas eram autorizadas. Inclusive, seu pai havia ido até a cidade de Mâncio Lima dias antes de apresentar os sintomas.

A liderança diz que há seis casos confirmados na aldeia, mas todos foram tratados pelas equipes do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e estão recuperados.

“Estamos com a aldeia fechada, mas também temos saídas controladas. Ao todo, temos seis casos da doença, mas estão de alta. O Dsei tem dado uma assistência eficiente a nós. Meu pai morreu porque era a sina dele ir agora”, afirma.

A aldeia é conhecida na região por fazer o festival Atsa Puyanawa, que reúne centenas de turistas. A família de lideranças sempre foi conduzida pelo pai. “Quero que meu pai seja lembrado como o patriarca do movimento indígena no Acre, como patriarca da histórias dos Puyanawas”, finaliza emocionado.

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Balneários de Brasiléia são fechados por falta de segurança

Ac24horas, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Os balneários Kumarurana e Jarinal, localizados na zona rural do município de Brasiléia, foram fechados no último fim de semana, pelo 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sediado naquele município, por não estarem cumprindo as normas de segurança.

Bastante frequentados pela população da região da fronteira e de outros municípios do estado, os espaços de lazer foram notificados a reabrir somente depois que se adequarem às exigências legais, principalmente contratando o serviço de salva-vidas.

“O local oferece esses banhos e cobram entrada das pessoas. Os municípios de Brasiléia e Epitaciolândia tem esses profissionais devidamente treinados e qualificados que deveriam estar oferecendo segurança aos banhistas”, explicou o sargento Vivian.

A ida do Corpo de Bombeiros aos balneários, com o apoio da Polícia Militar, se deu após denúncia de irregularidades. Nos locais, foi confirmada a falta do Atestado de Funcionamento e os banhistas tiveram que deixar a água por medida de segurança.

Em um dos casos, os militares foram desacatados por um frequentador em visível estado de embriaguez. O homem recebeu voz de prisão foi detido por desacato, sendo levado à delegacia onde foi ouvido e liberado.

Os estabelecimentos poderão responder jurídica e administrativamente caso reabram sem tomar as medidas de segurança exigidas para o seu funcionamento. Entre as possíveis sanções estão multa e perda do alvará de funcionamento.

Com colaboração e fotos do jornalista Alexandre Lima.

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Taxa de ocupação em leitos de UTI para a Covid-19 é de 30% no Acre

Ac24horas, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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A taxa geral de ocupação de leitos de Unidade Tratamento Intensivo (UTI) exclusivos para pacientes com a Covid-19 no Acre está em torno de 30% nesta segunda-feira (14).

Os dados são do Boletim de Assistência ao Enfrentamento da Covid-19, emitido pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O boletim mostra a ocupação de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), por especialidade do leito e por regional.

Segundo dados oficiais, das 126 internações em leitos do SUS, 80 testaram positivo para Covid-19, ou seja, a maioria das pessoas que buscam atendimento médico foram infectadas pelo vírus.

Na região do Baixo Acre, que engloba as cidades de Rio Branco, Sena Madureira, Plácido de Castro e Acrelândia, das 70 Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), 27 estão ocupadas registrando uma taxa de ocupação de 38,6%.

A menor taxa de ocupação está na região do Juruá, que engloba Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Marechal Thaumaturgo, dos 20 leitos de UTI existentes, nenhum está ocupado, registrando 0% de ocupação. Os leitos clínicos somam 95 e 23 estão ocupados, registrando 24,2% de ocupação.

Já regional do Alto Acre, que engloba as cidades de Brasileia e Epitaciolândia, não há registro de uma ocupação de leitos de enfermaria num total de 19 leitos disponíveis. A regional do Alto Acre é a única que não tem leitos de UTI para a Covid-19.

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