NOSSAS REDES

ACRE

Presidente em exercício da Federação das Indústrias do Acre, Adelaide de Fátima, expressa cautela com Bolsonaro

PUBLICADO

em

Não temos receio algum de um governo Bolsonaro, afirma presidente da CNI.

Aplausos em evento para empresários evidencia entusiasmo com presidenciável do PSL, diz Andrade; Alckmin também é elogiado.

Presidente em exercício da Federação das Indústrias do Acre, Adelaide de Fátima expressou cautela com o entusiasmo que Bolsonaro desperta no meio empresarial.

O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga de Andrade, afirmou que empresários não temem eventual vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na eleição presidencial.

O que pensa Bolsonaro

“Queremos um presidente que faça o Brasil se desenvolver e não temos receio, de forma alguma, de um governo de Jair Bolsonaro, de direita, ou de quem quer que seja”, disse.

“O que a gente vê, não só no empresariado, é que as pessoas querem um presidente em 2019 que tenha firmeza e autoridade, mas também responsabilidade”, complementou.

A simpatia do setor da indústria à pré-candidatura do capitão reformado ficou evidente em evento da CNI há 15 dias com seguidas salvas de palmas. “Foi o mais aplaudido? Foi, foi o mais aplaudido“, afirmou Andrade.

No evento, seis pré-candidatos falaram a 2.000 membros de federações industriais de todo país. O ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) também arrancou aplausos e o cearense Ciro Gomes (PDT), vaias.

Segundo dirigentes ouvidos pela reportagem, a reação da plateia reflete os ânimos dos empresários com a eleição de outubro: Bolsonaro desperta mais entusiasmo e Alckmin tem apoio expressivo.

https://f.i.uol.com.br/fotografia/2017/11/09/15102571195a04b1df59995_1510257119_3x2_md.jpg

Nenhum presidenciável, porém, apresentou propostas concretas, afirmam os empresários, apenas sinalizações.

Bolsonaro “diz aquilo que nós ansiamos ouvir todos os dias”, afirmou Carlos Trombini, presidente do Sindicato da Indústria da Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar de SP, que não declara apoio a nenhum nome.

“Ele tem aquela maneira de comunicar mais despojada, vamos dizer assim, mais contundente. Ao comentar ações que tomaria em defesa da indústria, trouxe alento. Estamos sofrendo bastante.”

Para Flávio Roscoe Nogueira, presidente da Federação das Indústrias de Minas, a aprovação a Bolsonaro “é uma reação natural”. “Percebo que ele não tem medo de enfrentar as questões, fala abertamente a favor da reforma trabalhista, enquanto os outros não são tão agressivos. E todo mundo está careca de saber que ela foi tímida”, disse. 

Depois de declarações como a de Ciro, segundo quem a flexibilização foi uma selvageria, o mineiro contra-atacou. “Tem candidato que até defende que acabe a reforma trabalhista. Você fica perplexo.” 

Nogueira atribuiu ao “desânimo generalizado” do empresariado o entusiasmo com declarações pela melhora no ambiente de negócios. “Bolsonaro escolheu uma boa equipe econômica, isso tem que ser dito, talvez seja a melhor”, afirmou, referindo ao grupo capitaneado pelo economista Paulo Guedes. 

Alckmin, por sua vez, tem como coordenador do programa de governo na economia Persio Arida, um dos idealizadores do Plano Real.

“Gosto do perfil do Alckmin, mais flexível”, elogiou o dirigente mineiro. “Ele tem uma percepção sobre o processo, não vai fazer nada sozinho.”

Ao mesmo tempo, Nogueira minimizou críticas feitas ao alegado despreparo do deputado do PSL, que com frequência diz ser ignorante em determinados temas.

“Nenhum dos nossos pretéritos presidentes entendeu de economia, não precisa disso para ocupar o cargo. Aquele que acha que sabe tudo, para mim, é o maior risco.”

Presidente em exercício da Federação das Indústrias do Acre, Adelaide de Fátima expressou cautela com o entusiasmo que Bolsonaro desperta no meio empresarial. 

“Ele disse, e foi aplaudido, que ninguém é obrigado a saber de tudo. É verdade. Mas me preocupa, sim. Busco pessoas que têm conhecimento das instituições que estão aí.Thais Bilenky. Folha SP.

ACRE

Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).

A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.

Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.

Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável. 

Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas.  No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS