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Presidente em exercício da Federação das Indústrias do Acre, Adelaide de Fátima, expressa cautela com Bolsonaro
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8 anos atrásem
Não temos receio algum de um governo Bolsonaro, afirma presidente da CNI.
Aplausos em evento para empresários evidencia entusiasmo com presidenciável do PSL, diz Andrade; Alckmin também é elogiado.
Presidente em exercício da Federação das Indústrias do Acre, Adelaide de Fátima expressou cautela com o entusiasmo que Bolsonaro desperta no meio empresarial.
O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga de Andrade, afirmou que empresários não temem eventual vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na eleição presidencial.

“Queremos um presidente que faça o Brasil se desenvolver e não temos receio, de forma alguma, de um governo de Jair Bolsonaro, de direita, ou de quem quer que seja”, disse.
“O que a gente vê, não só no empresariado, é que as pessoas querem um presidente em 2019 que tenha firmeza e autoridade, mas também responsabilidade”, complementou.
A simpatia do setor da indústria à pré-candidatura do capitão reformado ficou evidente em evento da CNI há 15 dias com seguidas salvas de palmas. “Foi o mais aplaudido? Foi, foi o mais aplaudido“, afirmou Andrade.
No evento, seis pré-candidatos falaram a 2.000 membros de federações industriais de todo país. O ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) também arrancou aplausos e o cearense Ciro Gomes (PDT), vaias.
Segundo dirigentes ouvidos pela reportagem, a reação da plateia reflete os ânimos dos empresários com a eleição de outubro: Bolsonaro desperta mais entusiasmo e Alckmin tem apoio expressivo.

Nenhum presidenciável, porém, apresentou propostas concretas, afirmam os empresários, apenas sinalizações.
Bolsonaro “diz aquilo que nós ansiamos ouvir todos os dias”, afirmou Carlos Trombini, presidente do Sindicato da Indústria da Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar de SP, que não declara apoio a nenhum nome.
“Ele tem aquela maneira de comunicar mais despojada, vamos dizer assim, mais contundente. Ao comentar ações que tomaria em defesa da indústria, trouxe alento. Estamos sofrendo bastante.”
Para Flávio Roscoe Nogueira, presidente da Federação das Indústrias de Minas, a aprovação a Bolsonaro “é uma reação natural”. “Percebo que ele não tem medo de enfrentar as questões, fala abertamente a favor da reforma trabalhista, enquanto os outros não são tão agressivos. E todo mundo está careca de saber que ela foi tímida”, disse.
Depois de declarações como a de Ciro, segundo quem a flexibilização foi uma selvageria, o mineiro contra-atacou. “Tem candidato que até defende que acabe a reforma trabalhista. Você fica perplexo.”
Nogueira atribuiu ao “desânimo generalizado” do empresariado o entusiasmo com declarações pela melhora no ambiente de negócios. “Bolsonaro escolheu uma boa equipe econômica, isso tem que ser dito, talvez seja a melhor”, afirmou, referindo ao grupo capitaneado pelo economista Paulo Guedes.
Alckmin, por sua vez, tem como coordenador do programa de governo na economia Persio Arida, um dos idealizadores do Plano Real.
“Gosto do perfil do Alckmin, mais flexível”, elogiou o dirigente mineiro. “Ele tem uma percepção sobre o processo, não vai fazer nada sozinho.”
Ao mesmo tempo, Nogueira minimizou críticas feitas ao alegado despreparo do deputado do PSL, que com frequência diz ser ignorante em determinados temas.
“Nenhum dos nossos pretéritos presidentes entendeu de economia, não precisa disso para ocupar o cargo. Aquele que acha que sabe tudo, para mim, é o maior risco.”
Presidente em exercício da Federação das Indústrias do Acre, Adelaide de Fátima expressou cautela com o entusiasmo que Bolsonaro desperta no meio empresarial.
“Ele disse, e foi aplaudido, que ninguém é obrigado a saber de tudo. É verdade. Mas me preocupa, sim. Busco pessoas que têm conhecimento das instituições que estão aí.” Thais Bilenky. Folha SP.
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Estudantes estrangeiros de Medicina farão intercâmbio na Ufac — Universidade Federal do Acre
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20 horas atrásem
9 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, recebeu sete estudantes estrangeiros de Medicina que participarão de um intercâmbio acadêmico voltado à vivência da realidade amazônica e dos serviços de saúde na região. A recepção, com boas-vindas e apresentação da universidade, ocorreu nessa segunda-feira, 8, no gabinete da Reitoria, campus-sede.
O grupo é formado por Berklay Çetinkaya, da Turquia; Shajeea Sajid, da Itália; Clara Corsini, da França; Laura Joanna, da Alemanha; Lucie Dupin, da França; Shannon Marie, do Canadá; e Nia Julia, da Finlândia. Com idades entre 18 e 27 anos, os intercambistas permanecerão no Acre pelas próximas três semanas.
Durante a programação, os alunos conhecerão unidades de saúde, terão contato com diferentes aspectos do Sistema Único de Saúde (SUS) e participarão de atividades de campo, como a visita ao internato rural do curso de Medicina da Ufac no município de Feijó (AC), permitindo o contato com populações rurais e indígenas e com desafios enfrentados por profissionais que atuam em regiões distantes dos grandes centros urbanos.
“Estamos muito felizes em receber esses sete estudantes estrangeiros. O que mais nos impressiona é que eles escolheram a Amazônia e o Acre para realizar esse intercâmbio”, disse a reitora Guida Aquino. “Tenho certeza de que isso trará resultados importantes e incentivará também nossos estudantes a buscarem oportunidades internacionais de formação.”
Para o coordenador do curso de Medicina, Osvaldo Leal, a iniciativa representa um importante passo no processo de internacionalização da Ufac. “É uma experiência de aprendizado mútuo e uma oportunidade de mostrar o que temos a oferecer enquanto universidade amazônica”, pontuou.
A estudante de Medicina da Ufac, Assúria Mesquita, uma das responsáveis pela organização da programação, ressaltou que o intercâmbio fortalece a troca de conhecimentos entre diferentes culturas e sistemas de saúde. “Essa troca contribui para a formação de profissionais mais preparados e sensíveis às diferentes realidades.”
O intercâmbio é realizado por meio da Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina, organização presente em mais de 190 países e reconhecida pela Organização Mundial da Saúde.
Também participou da recepção a vice-reitora eleita, Almecina Balbino.
(Fhgner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.