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LEI & ORDEM

Preço da liberdade: Delegado arbitra R$5.000,00 pra jovem sair da cadeia

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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A jovem supostamente cometeu infração de trânsito, consistente na condução sem CNH, e sob efeito de álcool.

Veja o relato do radialista Raimundo Accioly:

Hoje eu fui visitar a estudante Radiane Lima Silva, 19 anos, que está numa das celas do Presídio Feminino de Tarauacá há 16 dias. No último dia 5, numa sexta feira, início da noite, ela dirigia sua moto e bateu levemente num veículo na esquina da Floriano Peixoto mesmo em frente a delegacia. “O veículo fez a curva sem dar sinal e minha moto bateu levemente. Não aconteceu nada demais“, disse ela. Policiais que atenderam a ocorrência pediram para a garota fazer o teste do bafômetro e a mesmo comprovou que ela havia ingerido bebida alcoólica. “Eu tinha bebido umas cervejas e já ia pra casa do meu namorado quando isso aconteceu. Mas, eu não estava embriagada”, contou.

A polícia cumpriu o seu papel institucional, prendeu Radiane e a conduziu até a delegacia. De lá o delegado a mandou para o presídio, instituindo uma fiança de R$5.000,00 (cinco mil reais). Desde que entrou no presídio a garota disse que nunca recebeu a visita de alguém da justiça, nem assistente social para informar a realidade sobre o caso dela. 

Radiane disse que é pobre, viúva, mãe de um garoto de 2 anos e 7 meses, tem 8 irmãos e seus pais residem no Bairro Corcovado e sobrevivem de uma colônia localizada no Estirão da Paraíba, baixo Rio Tarauacá. “Eu vendi uma casa pra comprar a moto. Já tinha dado entrada na documentação na auto escola para iniciar o processo de tirar minha habilitação“, comentou. A estudante disse ainda, que por causa do nascimento do filho, tinha parado de estudar e que se matriculou na Escola João Ribeiro, iria estudar o primeiro ano do ensino médio, se não tivesse sido presa.

Conversei também com sua mãe, Dona Fátima, que disse que a família não tem como arranjar  o dinheiro da fiança. “Estou cuidando do filho dela e meu neto, e não temos dinheiro para pagar essa dívida com a justiça“, disse a mãe.

Este comunicador pede encarecidamente para algum advogado solidariamente ou algum órgão de defesa das mulheres, possa ajudar a tirar essa moça da cadeia e que ela possa responder o processo em liberdade.

Com informações do Portal Tarauacá. Para ler mais, clique aqui.

ADVOCACIA ATUANTE

Empresas públicas e privadas do Norte precisam estar atentas às regulamentações impostas pelo novo marco legal do saneamento básico

Assessoria, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Aprovado recentemente pelo Senado Federal, o novo marco legal do saneamento básico é um projeto de lei criado para garantir a universalização do saneamento básico, estabelecendo até o ano de 2033, 99% de acesso à água potável e 90% do tratamento e coleta de esgoto aos brasileiros.

Uma das principais mudanças com o marco regulatório é a extinção de contratos sem licitação entre municípios e empresas, permitindo a abertura de licitações com participação de empresas públicas e privadas.

Para concorrer, as instituições precisam seguir as regulamentações da Agência Nacional de Águas (ANA), órgão responsável pela arbitragem dos contratos de concessão. A ANA também ficará responsável por fiscalizar periodicamente as empresas, para constatar se os padrões exigidos estão sendo seguidos, sob pena de sofrerem sanções da entidade reguladora.

Com a mudança, as organizações devem atender critérios rigorosos de melhoria nos processos de tratamento e a não interrupção dos serviços. A atenção deve se voltar especialmente para a Região Norte, local mais afetado pela falta de infraestrutura, onde cinco das sete capitais ocupam as 20 piores posições no ranking do saneamento feito pelo Instituto Trata Brasil em 2018, sendo elas Porto Velho/RO, Rio Branco/AC, Belém/PA, Manaus/AM e Macapá/AP.

As empresas que desejam concorrer a licitações precisam estar em conformidades com regras de governança, padrões de qualidade e eficiência e modelos de licitação e contrato, pilares que fazem parte do Programa de Compliance.

Garantia de segurança jurídica

Para o gerente jurídico do Rocha Filho Advogados, Jaime Pedrosa, especialista em Direito Empresarial, a Lei possibilita segurança jurídica ao segmento e requer que as empresas operem de acordo com as normas instituídas pelo órgão de regulamentação, a fim de identificar e prevenir de riscos nas atividades de trabalho.  

“O novo marco legal do saneamento básico impõe que os serviços de saneamento básico sejam licitados, permitindo a participação de empresas públicas e privadas, e como consequência disso, o direito de preferência das companhias estaduais não mais persiste, além do que, aqueles serviços terão maior eficiência e tarifas mais justas”, afirma.

Outro ponto de destaque consiste no fato de que os contratos de concessão deverão estabelecer metas claras e específicas, o que possibilitará maior segurança jurídica em temas como: expansão dos serviços; redução de perdas na distribuição de água tratada; qualidade na prestação dos serviços; eficiência e uso racional da água, da energia e de outros recursos naturais e reuso de despejos.

“A grande verdade que a implantação do novo marco de saneamento básico mudará o panorama do saneamento básico brasileiro nos próximos anos, gerando melhorias para a população”, conclui Jaime Pedrosa.

Tais Botelho de Carvalho
Assessora de Comunicação | Rocha Filho Advogados
Telefones: 69 3223-0499/ 69 99950-0702/ rochafilho.com/ Av. Lauro Sodré, 2331.

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CAPA

Após intervenção da OAB/AC, CNJ obriga juíza de Cruzeiro do Sul a dar andamento ao pagamento de honorários advocatícios

Assessoria, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Depois da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre (OAB/AC) interpor um pedido de providências, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu nesta quarta-feira, 15, que a juíza do Juizado Especial da Fazenda Pública de Cruzeiro do Sul, Evelin Bueno, é obrigada a dar andamento a processos de pagamento de honorários dos advogados dativos que atuam naquela Comarca.

A decisão, que contou com 14 votos favoráveis e apenas um contrário, entendeu que a magistrada não pode reter a emissão de pagamentos, sob a alegação de que o atual momento de crise não autorizaria o sequestro das requisições de pequeno valor (RPV) devidas aos advogados. Após a Seccional Acre conseguir uma medida liminar, a juíza apresentou recurso, sendo representada pela  Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), mas o Plenário do CNJ não aceitou as suas razões.

De acordo com o presidente da Ordem, Erick Venâncio, o julgamento é essencial para garantir a subsistência dos profissionais da advocacia que atuam no Vale do Juruá. “A alegação da magistrada era de que no ano da pandemia este assunto não era caso de urgência, partindo da ideia de que o Estado do Acre passava por dificuldades financeiras para pagar os honorários, quando nem mesmo o Estado alegou isso. Ingressamos com esse pedido no CNJ porque diversos profissionais enfrentam dificuldades financeiras e dar andamento a esses processos, que tratam do pagamento de verbas alimentares, é fundamental para a sua subsistência”.

Venâncio lembra que muitos profissionais tiveram os rendimentos mensais comprometidos desde o início da pandemia do novo coronavírus no Acre, já que houve a paralisação de atividades presenciais. Ele explica que a expedição das ordens de pagamento dos honorários é imprescindível para a sobrevivência  dos profissionais. “A Constituição determina que isso seja cumprido. Tivemos uma grande vitória. O CNJ, inclusive, determinou que deve haver sequestro dos valores devidos aos advogados em caso de inadimplemento estatal”, finaliza o presidente da Ordem.

Assessoria

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