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Policial do Bope estava em alta velocidade, diz marido de mulher morta em acidente no AC
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7 anos atrásem
Internado no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), José da Silva, de 43 anos, aguarda para fazer uma cirurgia no fêmur direito após acidente de trânsito envolvendo um policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope), no último sábado (18), na Estrada Dias Martins, em Rio Branco.
Silva diz que o motorista dirigia em alta velocidade e só lembra de ter ouvido o barulho da frenagem e sentir a batida logo depois.
A mulher do condutor, Silvinha Pereira da Silva, de 38 anos, que estava com ele na motocicleta morreu na tarde de domingo (19), no (Huerb), onde estava internada desde o sábado (18), quando ocorreu o acidente.
“Não tenho muito o que explicar, porque a única coisa que lembro é que escutei cantada de pneu atrás da gente. Quando olhei o retrovisor, a única coisa que vi foi um vulto muito rápido e o impacto. Daí já apaguei e não lembro mais de nada. Quando fui acordar, acho que já tinha dado uns 20 minutos depois”, contou.
No início da semana, a Polícia Militar informou que Alan Martins teria perdido o controle do carro e, por isso, acabou atingindo o casal. Por meio de nota, a corporação disse que não foi feito o teste de bafômetro em nenhum dos três envolvidos por causa das condições em que se encontravam. A nota dizia ainda que a PM está dando todo o suporte para as vítimas.
Sobre o acidente, Silva conta conta ainda que foi buscar a esposa quando ela tinha saído do trabalho e ao sair na Dias Martins, não viu carro nenhum e quando dirigiu por cerca de 30 metros foi surpreendido com a batida.
“Parei e não vi carro próximo, nem no retorno, então segui viagem e foi uma coisa tão rápida porque só deu tempo de mudar de faixa e ouvi o pneu atrás da gente e senti a porrada. O que me recordo é só isso”, contou.
Cirurgia
O quadro de saúde do homem é estável. Ainda precisa passar por um processo anti-inflamatório das escoriações que teve e aguarda na fila pela cirurgia no fêmur direito.
“Fizeram os procedimentos e a gente está em uma fila de espera aqui, porque é por vez. Não tenho certeza se vai sair rápido, se não vai. Além disso, eles falaram que tenho que passar por um processo anti-inflamatório, por causa das escoriações no corpo”, contou.
Habilitação
Sobre conduzir a motocicleta sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Silva diz que possui o documento e afirma que, por se tratar de uma moto de 50 cilindradas [que não passa de 50km/h], não é obrigatório para dirigir.
“Não tinha mesmo para ela porque não é exigida. Porque existe em tramitação se vão exigir ou não, em alguns lugares pedem e outros não. Ainda tem uma parte burocrática para que se tenha uma lei que determine que as 50 cilindradas sejam habilitadas. Sou habilitado na categoria B”, disse.
Ao G1 a assessoria de comunicação do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran-AC) disse que é exigida a habilitação de categoria ‘A’ ou ‘ACC’ e, de acordo com a resolução 542 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), é exigida a habilitação.
“Fica concedido prazo até 29 de fevereiro de 2016 para os condutores de ciclomotores obterem o documento de habilitação correspondente ao veículo, podendo neste caso ser a Autorização para Conduzir Ciclomotores – ACC ou a Carteira Nacional de Habilitação na categoria ‘A'”, diz a resolução.
Afastamento
Na segunda-feira (20) após o acidente a Polícia Militar informou que Martins não seria afastado do cargo, por não ter nada comprovado se ele estaria dirigindo sob efeito de álcool. No mesmo dia, governo do Acre voltou atrás e determinou que ele seja afastado das funções.
O caso também vai ser investigado pelo Ministério Público (MP-AC). O decreto com a instauração do inquérito foi publicado no diário do órgão nesta quarta-feira (22).
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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8 horas atrásem
16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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