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Policial Civil ferido com três tiros está em coma induzido na UTI do Huerb

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O Agente de Polícia Civil, Juscelino Oliveira de Queiroz, de 30 anos, ferido com três tiros na noite deste sábado (16) na Estação Experimental, por um Subtenente da Polícia Militar, após ser confundido como bandido, permanece neste domingo (17) em coma induzido na UTI do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb).

Segundo a plantonista da UTI, o quadro clínico de Queiroz é grave no momento. “O paciente ainda se encontra em choque hipovolêmico (grande perda de sangue) devido o projétil ter lesionado órgão como:  pulmão, estômago e fígado e estar em coma induzido (intubado), com noradrenalina para preservação de sua PA, 2 dreno de tórax DE, drenado aproximadamente mais de 500 ml de sangue, realizou hemotransfusão com 4 bolsas de hemoderivados”, enfatiza.

Segundo a Médica, Queiroz responde satisfatoriamente ao tratamento e somente após as 48 horas de evolução que poderá ser melhor analisado seu quadro clínico.

De acordo com informações da Polícia, o Subtenente compareceu a Corregedoria da Polícia Militar e prestou esclarecimentos na Delegacia de Flagrantes (Defla) em seguida foi liberado. Amigos do Militar afirmaram que ele está muito abalado com o ocorrido e que precisará de ajuda psicológica.

Entenda o caso

O policial civil foi confundido pelo Policial Militar como bandido enquanto tentava evitar um assalto na noite de sábado (16) na rua Ico, no bairro Estação Experimental, ao lado da pista do Detran, em Rio Branco.

Segundo informações policiais, dois bandidos não identificados estavam roubando uma motocicleta de uma vítima na rua, quando o policial civil que estava em um restaurante percebeu a ação dos criminosos, os perseguiu e efetuou alguns tiros na tentativa de conter os bandidos. Um policial militar que estava de folga e dentro do seu carro em frente a ocorrência ao escutar os tiros vindo em sua direção, reagiu puxou a pistola, confundiu o policial civil pensando que era um bandido e efetuou três tiros que o acertou no peito, braço e perna. Os assaltantes fugiram do local.

Ambulância do suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada prestou os primeiros atendimentos ao civil e o conduziu ao pronto socorro de Rio Branco em estado de saúde grave.

A Polícia Civil segue com as investigações em busca de identificar e prender os criminosos envolvido no roubo da motocicleta.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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