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Polícia já sabia que haveria um grande roubo na fronteira há cerca de um mês
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Há cerca de um mês, membros da Polícia Civil e do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), que tomam conta de cidades localizadas na região do Alto Acre, descobriram superficialmente a armação que planejava um grande roubo na região. Tal crime executou a explosão de um caixa eletrônico no município de Brasileia, ocorrido por volta das 3h da madrugada desta quinta-feira (29). A ação que envolveu ao menos quatro suspeitos ocorreu em plena realização da Operação Fronteira Segura, deflagrada esta semana para coibir episódios de crimes na região.
Apesar da Operação, a inteligência das forças de segurança não foi possível – por si só, impedir que a ação criminosa fosse concretizada. Ocorre que desde o último dia 27 de agosto há uma concentração de policiais e membros da segurança pública no município de Epitaciolândia devido à programação do Circuito Country, que inicia nesta quinta.
De acordo com informações repassadas por um dos organizadores da Operação ao ac24horas, assim que tomaram conhecimento do plano de roubo na região, a o policiamento foi reforçado em Epitaciolândia. Porém, os criminosos acabaram se descolando para cometer o crime em Brasileia. “A gente já tinha a informação de que haveria um roubo grande na região, mas a gente não sabia aonde. A gente já tinha essa informação há pelo menos um mês”, diz o agente de polícia civil Erodilson Souza, que auxilia os trabalhos do delegado responsável pela Operação no município, Luiz Tonini.
A operação é resultado de um trabalho conjunto entre a Polícia Civil de Epitaciolândia e o Iapen, visando fiscalizar, fazer rondas e blitz, monitorar foragidos da Justiça e coibir o tráfico de drogas e armas enquanto ocorre a festividade, que segue até o próximo domingo, dia 1º de setembro. Entretanto, as ações não ocorrem durante a madrugada, justamente o horário em que o caixa eletrônico do Banco do Brasil foi invadido e explodido por criminosos.
Segundo o coordenador da Unidade de Monitoramento do Iapen em Brasileia, o órgão auxilia os municípios de Brasileia, Xapuri, Epitaciolândia e Assis Brasil. “Começamos a operação recentemente, mas eles [criminosos] são ousados. Estamos fiscalizando e monitorando durante o dia para tentar coibir casos assim. Intensificamos mais em Epitaciolândia devido ao evento”, afirma Jocimar Ceres.
No local, o Iapen monitora pessoas que cumprem Medidas Cautelares. “Elas não podem frequentar bares, ingerir bebida alcoólica, nem participar de festividades. E a probabilidade de elas descumprirem essa medidas durante o evento [Circuito Country] é muito grande, por isso entramos com esta ações”, relata Ceres. Os que forem flagrados descumprindo as medidas terão de se explicar ao judiciário.
Entenda o caso
Para dar tranquilidade durante os dias em que ocorrem o Circuito Country, a Polícia Civil de Epitaciolândia e o Iapen iniciaram na terça-feira, 27, a Operação Fronteira Segura. A Operação visa coibir diversos tipos de delitos. Os policiais aumentaram as fiscalizações em veículos e transeuntes que passam pela ponte da Amizade, entre Epitaciolândia e Cobija-Bolívia, assim como na BR-317.
Um mototaxista com dupla nacionalidade já foi preso durante fiscalização no Posto da Receita Federal em Epitaciolândia. O homem tinha um mandado de prisão em aberto por não cumprir com o pagamento da pensão alimentícia.
Mesmo com toda a fiscalização, criminosos fortemente armados conseguiram explodir um caixa eletrônico do Banco do Brasil nesta madrugada (29). No último dia 23 de agosto, a Câmara Municipal de Brasiléia também realizou audiência pública para tratar do avanço da criminalidade na fronteira.
Resposta da Segurança
Após o ocorrido, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP) emitiu nota de esclarecimento assegurando que as providências necessárias para captura dos envolvidos na ação criminosa já foram deflagradas. “Os infratores reagiram à ação policial com disparos de arma de fogo, sendo repelidos com o poder de fogo necessário pela guarnição policial”, diz a nota.
Durante a ação e tentativa de fuga dos criminosos, um dos policiais militares foi atingido em um dos braços por um disparo de arma de fogo. De acordo com a Segurança, os infratores conduziam um veículo e fugiram em direção a Bolívia.
Uma operação conjunta entre as Policiais Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal tentar localizar e prender os criminosos. “Foram montadas barreiras rodoviárias e estão sendo realizadas abordagens em pessoas e veículos, buscas em vias urbanas e rurais e cooperação com as forças de segurança da Bolívia”, explica o órgão.
Uma operação envolvendo o Grupamento Especializado em Fronteiras (Gefron) está prevista para começar no próximo dia 7 de setembro na região.
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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre
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6 de março de 2026A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).
A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.
Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.
Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável.
Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas. No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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