OPINIÃO
Pesquisa mostra que “Estudo” é o maior motivo para brasileiros mudarem de casa
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6 anos atrásem
Você sabe qual é o maior motivo para um brasileiro mudar de casa? Casamento, divórcio, trabalho? Nada disso. Uma pesquisa contratada por uma empresa de mudanças (Ferreira Mudanças) revelou que o motivo que mais induz o brasileiro a se mudar, é o estudo.
A pesquisa surpreende. Não pelo fato de “estudos” ser o maior motivo para se mudar, e sim pela porcentagem de respostas. Para você ter uma ideia, o motivo que ficou em segundo lugar foi “trabalho”, com menos da metade das opiniões em relação a “estudos”.
Por que os brasileiros se mudam tanto por conta de estudo? A resposta não foi abordada na pesquisa, mas podemos ter algumas ideias do pode induzir a isso. A vontade de estudar no exterior, uma faculdade bem melhor que a perto da sua casa ou até mesmo uma bolsa de estudos.
A pesquisa conta com 500 participantes e quase 50% (232 pessoas) deles tiveram, ou terão, que se mudar por conta de escola, faculdade, pós-graduação ou algo do tipo. Em seguida vêm: trabalho (98), Divórcio (68), Casamento (46), Melhor Vizinhança (35) e Reforma (21). Outro fato que surpreende é “divórcio” estar na frente de “casamento”.
Além de “Quais motivos levam o brasileiro a se mudar mais?”, a pesquisa também abordou outras perguntas bem interessantes. Veja:
Qual o Melhor dia Para Mudar?
Resposta: “Sexta-feira”, com mais de 50% das opiniões.
Qual o tipo de moradia?
Resposta: “Casa Própria”, com quase 50% das respostas.
Qual o melhor mês para mudar?
Resposta: “Dezembro”, com 22% das opiniões. Em seguida vem novembro, outubro e setembro, respectivamente.
Você muda por conta própria ou contrata uma empresa?
Resposta: “Eu mesmo faço a mudança”, com quase 60% das respostas.
Você já mudou quantas vezes ao longo da vida?
Resposta: “Mais de 6 vezes”, com mais de 30% das respostas.
Enfim, uma mudança é bem cansativa. Imagina para quem já se mudou mais de 6 vezes durante a vida? Infelizmente essa é a realidade da maioria das pessoas que moram de aluguel. E infelizmente, morar de aluguel, nem sempre é uma opção, principalmente para estudantes, afinal, não dá para ficar comprando casa em todo lugar que você for morar para estudar, não é?
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OPINIÃO
Opinião: Uma parlamentar trans como presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara Federal
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4 semanas atrásem
28 de março de 2026O caso da deputada federal trans Erika Hilton (SP), eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Federal e contestada por algumas parlamentares de origem biológica feminina, merece reflexão.
Há distinção entre condição biológica e identidade de gênero. O sexo biológico refere-se a características naturais como cromossomos, órgãos reprodutivos e hormônios. Já a identidade de gênero diz respeito à forma como a pessoa se reconhece e se apresenta socialmente.
No campo jurídico, o Brasil assegura às pessoas trans o direito de serem tratadas conforme sua autopercepção de gênero. Isso significa que, legalmente, uma mulher trans é reconhecida como mulher — embora essa definição não corresponda à esfera biológica.
É legítimo — e não proibido — que algumas pessoas não se sintam representadas por indivíduos trans, como demonstrou a deputada federal Chris Tonietto (RJ).
O bom senso sugere que cargos de representação feminina sejam ocupados por mulheres de origem biológica feminina, e o mesmo princípio poderia valer para os homens. A identidade de gênero, embora deva ser respeitada, não pode se sobrepor à maioria formada por homens e mulheres em sua essência biológica.
A sociedade avançou ou retrocedeu ao acolher pessoas trans em espaços de destaque? Eis a questão. É fato que hoje há maior visibilidade de indivíduos trans, mas isso ainda constitui uma situação particular, não uma regra. Por outro lado, é compreensível que muitas mulheres se sintam desconfortáveis em dividir espaços íntimos, como banheiros, com pessoas trans.
Representantes do movimento LGBTQIA+ afirmam que os seres humanos são complexos. Outros, porém, questionam se não seria mais complexo o pensamento de quem rejeita sua própria condição biológica. É evidente que psicologicamente ninguém é igual.
A sociedade brasileira, composta por mais de 221 milhões de habitantes, não foi consultada sobre o reconhecimento das mulheres trans. O que existe é uma construção jurídica que garante seus direitos. Trata-se, portanto, de uma minoria socialmente reconhecida.
Se alguém se identificar psicologicamente como uma loba, por exemplo, não há obrigação de aceitarmos essa identidade no convívio social. O argumento filosófico de que “tudo muda”, inspirado em Heráclito, é apenas uma perspectiva entre tantas. Ou seja, um ponto de vista.
Mudanças de paradigmas sociais não podem ignorar o equilíbrio e a natureza humana: para muitos, homem continua sendo homem e mulher continua sendo mulher. Ou seja, a base biológica deve ser considerada.
Filosofar como se houvesse obrigação de aceitar todas as transformações comportamentais propostas por grupos minoritários é um equívoco diante da maioria que se posiciona contrária à equiparação plena das pessoas trans.
Não se trata de nostalgia por tecnologias antigas, como a máquina de escrever, visto que ela permanece útil quando falta energia elétrica, mas de rejeitar a ideia de que uma exceção possa ser transformada em regra.
Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC
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