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Operação flagra derrubada de castanheiras com mais de mil anos em reserva no Acre

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Ação durou três semanas e foi deflagrada pelo ICMBio e a polícia florestal. Foram aplicados R$ 3 milhões em multa e 15 autuações.

Em uma operação no Acre, que durou três semanas, fiscais flagraram a derrubada de castanheiras milenares com mais de 40 metros na Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex). A ação foi deflagrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a polícia florestal.

Ao todo, foram aplicados R$ 3 milhões em multas por 600 hectares de mata destruídos e 15 autuações. A reserva ocupa uma área de 970 mil hectares da floresta. Uma equipe da Rede Amazônica Acre acompanhou a ação e logo na chegada já era possível ver os estragos causados pelo desmatamento.

Os fiscais encontraram um caminhão carregado com toras de castanheira que ficou atolado e quebrou. Dois homens foram detidos e os policiais destruíram a madeira no próprio local.

Cem metros à frente estava o que sobrou das castanheiras, árvores milenares. Uma delas tinha um tronco com mais de dois metros de diâmetro. A árvore deveria ter de 30 a 40 metros de altura.

Fonte de renda

O coordenador da operação, Aécio Silva dos Santos, afirmou que a comercialização da castanheira tem sido a maior fonte de renda para os extrativistas.

“A castanheira é uma espécie protegida por lei. E hoje, dentro do estado, tem sido a maior fonte de renda para os extrativistas, moradores aqui da reserva extrativista. Nessa operação, a gente identificou a destruição de duas árvores com bastante tempo de vida que certamente, deveria produzir bastante castanha e hoje não vai poder ser mais coletada pelos extrativistas”, disse Santos.

O produtor rural Francisco de Almeida fala porque resolveu desmatar a área em que vive e afirma que sabia que era proibido fazer o desmate na região. “Desmatei para fazer um plantio e morar mais perto da saída. O pessoal fala que é proibido, mas a gente não pode viver sem que desmate um pouquinho em um lugar desse”, afirmou.

Operação flagra derrubada de castanheiras milenares com mais de 40 metros em reserva no AC — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Operação flagra derrubada de castanheiras milenares com mais de 40 metros em reserva no AC — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

O chefe do núcleo da Reserva Chico Mendes, Fluvio Mascarenhas, disse que na operação foram encontrados todos os crimes que envolvem o desmatamento. Desde o corte seletivo, a retirada de madeira ilegal até o corte raso.

“As operações de fiscalizações do ICMBio vão ocorrer mesmo no inverno. Temos que desmistificar que o desmatamento só ocorre no verão. Na verdade, ele ocorre durante todo o ano e de todas as formas. As pessoas precisam entender que trabalham na área rural e que, se forem pegos em um flagrante ou em alerta de desmatamento, vão ser autuados e processados criminalmente pelo desmatamento”, concluiu Mascarenhas.

Área desmatada cresce 82% no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Área desmatada cresce 82% no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Área desmatada cresce 82% no Acre

O desmatamento da floresta amazônica aumentou. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área desmatada do Acre é de mais de 470 quilômetros quadrados.

O monitoramento da floresta é feito por satélite. Segundo dados do Inpe, a área desmatada no Acre apresentou crescimento de 82% na comparação com o ano passado.  Jefson Dourado, Jornal do Acre 1ª Edição.

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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