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No dia em que Lei Maria da Penha fez 13 anos, delegacia no AC tem aumento de 98% nas denúncias

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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A Lei Maria da Penha completou 13 anos, na quarta-feira (7) e sua proposta é dar mais segurança às vítimas de violência doméstica no país. Em Rio Branco, 8 casos de violência contra a mulher foram registrados na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), apenas nesta data.

Por dia, a delegacia recebe cerca de cinco registros em Rio Branco, mas, nesta quarta esse número saltou pra oito – um aumento de 98% nos casos de denúncias.

A maioria dos casos foi lesão corporal e ameaça e todas elas pediram medida protetiva, segundo informou a delegada Juliana de Angelis.

Ainda de acordo com a delegada, o número de medidas protetivas concedidas teve um registro acima da média.

“Ontem [quarta,8] nós fizemos sete inquéritos. Então oito mulheres procuraram para gerar ocorrência aqui por violência doméstica, só que um não virou inquérito”, explica a delegada.

A delegada diz que dois fatores podem ter influenciado esse aumento na procura para fazer a denúncia contra os agressores: a mídia veicular informações sobre a Lei Maria da Penha e também fruto do trabalho da Rede de Atendimento à Mulher.

“Acredito que, além dessa situação do movimento de publicidade da lei nos meios de comunicação, redes sociais, há também um fator que, aqui em Rio Branco, considero preponderante que é a atuação da rede de atendimento à mulher, que vem gerando frutos”, disse.

A delegada explica que a rede dá conhecimento às mulheres não só da lei, mas de todos os mecanismos que existem na cidade para resguardar a integridade delas durante o procedimento e todos os outros encaminhamentos, e, com isso, as encoraja a denunciar os agressores

Aumento das denúncias

Fruto dessa confiança gerada nas mulheres, é o crescimento no número de denúncias que cresceu, comparando os primeiros seis meses de 2018, com o mesmo período de 2019.

Nos primeiros seis meses do ano, a Deam instaurou 1.038 mil inquéritos de violência contra a mulher. O dado é 14% maior do número registrado no mesmo período em 2018, que foi 910 processos.

A capital acreana é a que mais registra casos de violência contra mulher no estado. A delegada, responsável pela delegacia, acredita que o aumento dos registro está ligado ao fato de as mulheres estarem denunciando mais.

“É temerário dizer que a violência aumentou. São muitos números não notificados, existe uma cifra negra de muitas mulheres que sofrem violência e nunca procuraram nenhuma ajuda”, pontua.

A rede de atendimento, além de levar informações, também faz um trabalho de acompanhamento às vítimas, através do Centro Integrado de Atendimento A Mulher (CIAM), que conta com psicólogo e assistente social.

“Então, a gente verifica a necessidade desse atendimento, encaminha e, se precisar de atendimento terapêutico e psicossocial, são encaminhadas ao Creas e à Casa Rosa Mulher. No caso de cursos profissionalizantes, Casa Abrigos”, pontua a delegada sobre os encaminhamentos que fazem conforme a necessidade de cada mulher.

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Balneários de Brasiléia são fechados por falta de segurança

Ac24horas, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Os balneários Kumarurana e Jarinal, localizados na zona rural do município de Brasiléia, foram fechados no último fim de semana, pelo 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sediado naquele município, por não estarem cumprindo as normas de segurança.

Bastante frequentados pela população da região da fronteira e de outros municípios do estado, os espaços de lazer foram notificados a reabrir somente depois que se adequarem às exigências legais, principalmente contratando o serviço de salva-vidas.

“O local oferece esses banhos e cobram entrada das pessoas. Os municípios de Brasiléia e Epitaciolândia tem esses profissionais devidamente treinados e qualificados que deveriam estar oferecendo segurança aos banhistas”, explicou o sargento Vivian.

A ida do Corpo de Bombeiros aos balneários, com o apoio da Polícia Militar, se deu após denúncia de irregularidades. Nos locais, foi confirmada a falta do Atestado de Funcionamento e os banhistas tiveram que deixar a água por medida de segurança.

Em um dos casos, os militares foram desacatados por um frequentador em visível estado de embriaguez. O homem recebeu voz de prisão foi detido por desacato, sendo levado à delegacia onde foi ouvido e liberado.

Os estabelecimentos poderão responder jurídica e administrativamente caso reabram sem tomar as medidas de segurança exigidas para o seu funcionamento. Entre as possíveis sanções estão multa e perda do alvará de funcionamento.

Com colaboração e fotos do jornalista Alexandre Lima.

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Taxa de ocupação em leitos de UTI para a Covid-19 é de 30% no Acre

Ac24horas, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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A taxa geral de ocupação de leitos de Unidade Tratamento Intensivo (UTI) exclusivos para pacientes com a Covid-19 no Acre está em torno de 30% nesta segunda-feira (14).

Os dados são do Boletim de Assistência ao Enfrentamento da Covid-19, emitido pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O boletim mostra a ocupação de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), por especialidade do leito e por regional.

Segundo dados oficiais, das 126 internações em leitos do SUS, 80 testaram positivo para Covid-19, ou seja, a maioria das pessoas que buscam atendimento médico foram infectadas pelo vírus.

Na região do Baixo Acre, que engloba as cidades de Rio Branco, Sena Madureira, Plácido de Castro e Acrelândia, das 70 Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), 27 estão ocupadas registrando uma taxa de ocupação de 38,6%.

A menor taxa de ocupação está na região do Juruá, que engloba Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Marechal Thaumaturgo, dos 20 leitos de UTI existentes, nenhum está ocupado, registrando 0% de ocupação. Os leitos clínicos somam 95 e 23 estão ocupados, registrando 24,2% de ocupação.

Já regional do Alto Acre, que engloba as cidades de Brasileia e Epitaciolândia, não há registro de uma ocupação de leitos de enfermaria num total de 19 leitos disponíveis. A regional do Alto Acre é a única que não tem leitos de UTI para a Covid-19.

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