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No Acre, detento de 51 anos morre após complicações respiratórias e Iapen suspeita de Covid-19
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6 anos atrásem
Preso foi diagnosticado com pneumonia, mas apresentou sintomas de Covid-19 e passou por exame que deve comprovar a causa da morte.
Capa: Preso José Raimundo Rodrigues Nunes, de 51 anos, morreu na noite dessa sexta-feira (1º) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito — Foto: Google Street View/Reprodução.
O preso José Raimundo Rodrigues Nunes, de 51 anos, morreu na noite dessa sexta-feira (1º) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito de Rio Branco. Em nota, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) informou que existe a suspeita de Nunes ter sido vítima de contaminação pelo novo coronavírus.
Isso porque a morte ocorreu por complicações respiratórias decorridas de uma pneumonia. O Iapen aguarda o resultado de exames laboratoriais para confirmar se o detento havia ou não contraído a Covid-19.
O último boletim da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), divulgado nessa sexta, aponta que o Acre registrou 19 mortes por complicações da Covid-19. A última morte foi a de um idoso de 83 anos no pronto-socorro de Rio Branco. Em apenas um dia, 83 novos testes positivos para a doença foram confirmados e o número saltou de 404 para 487.
O detento era da Unidade Penitenciária de Senador Guiomard, no interior do Acre. De acordo com a nota, ele trabalhava e cumpria pena na Unidade Básica de Saúde do presídio.
Pela parte da manhã desta sexta (1º), Nunes informou a uma técnica em enfermagem que não estava se sentindo bem e estava com tosse, dificuldade para respirar e mal-estar.
O preso José Raimundo Rodrigues Nunes, de 51 anos, morreu na noite dessa sexta-feira (1º) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito de Rio Branco. Em nota, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) informou que existe a suspeita de Nunes ter sido vítima de contaminação pelo novo coronavírus.
Isso porque a morte ocorreu por complicações respiratórias decorridas de uma pneumonia. O Iapen aguarda o resultado de exames laboratoriais para confirmar se o detento havia ou não contraído a Covid-19.
O último boletim da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), divulgado nessa sexta, aponta que o Acre registrou 19 mortes por complicações da Covid-19. A última morte foi a de um idoso de 83 anos no pronto-socorro de Rio Branco. Em apenas um dia, 83 novos testes positivos para a doença foram confirmados e o número saltou de 404 para 487.
O detento era da Unidade Penitenciária de Senador Guiomard, no interior do Acre. De acordo com a nota, ele trabalhava e cumpria pena na Unidade Básica de Saúde do presídio.
Pela parte da manhã desta sexta (1º), Nunes informou a uma técnica em enfermagem que não estava se sentindo bem e estava com tosse, dificuldade para respirar e mal-estar.
Saúde confirma mais três mortes por Covid-19 e número sobe para 22 no Acre.
Casos devem ser publicados no boletim da Sesacre deste sábado (2). Entre as vítimas estão um homem de 41 anos, uma técnica de enfermagem de 56 e um autônomo de 65.
Mais três mortes pela Covid-19 no Acre foram confirmadas, neste sábado (2), pela Secretaria de Saúde do estado (Sesacre). As vítimas são um homem de 41 anos, uma servidora pública de 56 e um autônomo de 65 anos.
Os dados atualizados vão sair no boletim da Sesacre deste sábado (2). A Saúde emitiu uma nota com a confirmação das mortes. Com essas três mortes, sobe para 22 o número de óbitos no estado.
O homem de 41 anos deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco no dia 23 de abril e morreu na noite de sexta (1º).
A servidora pública do município de Plácido de Castro, no interior do Acre, também morreu na noite de sexta (1º). Jeize Marçal dos Santos, de 56 anos, deu entrada no pronto-socorro da capital no dia 18 de abril.
O prefeito da cidade, Gedeon Barros, lamentou a morte da servidora em uma publicação no seu perfil do Facebook. “É com profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento da nossa funcionária Jeize Marçal, um ser humano extraordinário e profissional exemplar. Que Deus conforte os familiares, amigos e admiradores, pois era amada por todos”, publicou.
A Universidade Federal do Acre (Ufac) publicou uma nota de pesar pela morte de Jeize, que era acadêmica do curso de especialização em Saúde Pública. “A Ufac presta suas condolências aos familiares e roga que tenham conforto neste momento de dor”.
Já o autônomo de 65 anos deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no dia 29 de abril pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e morreu no último dia 30.
A morte do preso José Raimundo Rodrigues Nunes, de 51 anos, está sendo investigada por suspeita de Covid-19. Ele morreu na noite dessa sexta-feira (1º) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito de Rio Branco.
Em nota, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) informou que aguarda o resultado de exames laboratoriais para confirmar se o detento havia ou não contraído a Covid-19.
Covid-19 no Acre
O Acre tem 487 casos confirmados de Covid-19, segundo último boletim da Sesacre divulgado nessa sexta (1º). Outros 655 exames ainda aguardam o resultado. Foram 83 novos testes positivos para a doença em 24 horas, saltando de 404 para 487.
Do total de casos, 408 são em Rio Branco; 13 em Acrelândia; dois no Bujari; 34 em Plácido de Castro; dois em Porto Acre, quatro em Senador Guiomard,12 em Cruzeiro do Sul, nove em Xapuri, um em Assis Brasil e dois em Mâncio Lima.
O número de óbitos registrados no último boletim era 19. O último caso confirmado tinha sido de um idoso de 83 anos que morreu na noite de quarta (29) no pronto-socorro da capital.
Segundo a Sesacre, ele estava internado desde o dia 21 e era do grupo de risco por ter doença respiratória. O caso já estava entre os casos confirmados no estado anteriormente.
Leia a nota da Saúde:
Subiu para 22 o número de mortos pelo novo coronavírus no Acre. A informação é da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre). As vítimas são dois homens, F. L. V. L., de 41 anos e J. W. H. N., de 65 anos; e uma mulher, J. M. S., de 56 anos.
O homem de 41 anos e a mulher de 56 estavam internados na UTI Covid do Pronto-Socorro de Rio Branco e faleceram na noite de sexta-feira, 1º. O homem havia dado entrada na UTI, no dia 23 de abril, enquanto que a mullher entrou no dia 18 de abril.
Já o idoso J. W. havia sido internado na UPA do Segundo Distrito e morreu no último dia 30 de abril, tendo, no entanto, o seu exame atestado positivo para a doença somente na manhã deste sábado, 2.
Mais informações logo mais no boletim completo da Sesacre.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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17 horas atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário