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No AC, pescadores tentam sacar seguro defeso e descobrem que dinheiro foi retirado em outro estado; INSS aciona a PF

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Ao menos sete beneficiários do Seguro Defeso em Cruzeiro do Sul foram surpreendidos ao procurar as agências bancárias para efetuar o saque do benefício e ficaram sabendo que o dinheiro já havia sido sacado em outros estados.

O gerente do INSS em Cruzeiro do Sul, Fernando Júnior, acredita que pescadores podem realmente ter sido vítimas de uma quadrilha.

“Recebemos algumas reclamações. Estamos encaminhado os casos para a Polícia Federal. Acredito que tenha uma quadrilha agindo, pois os saques são sempre feitos em Belém. Acredito que a Polícia Federal já esteja investigando estes fatos”, afirmou.

O G1 procurou a Delegacia de Polícia Federal em Cruzeiro do Sul e foi informado que a instituição já recebeu as denúncias feitas pelo INSS e que as informações foram repassadas à Polícia Federal do Pará e Goiás, onde supostamente ocorreram os saques.

Prejuízo

Um dos prejudicados é o pescador José Maria Alves da Silva, de 46 anos, morador da comunidade Boca do Moa. De acordo com ele, quando procurou a agência bancária em que recebe o benefício, ficou sabendo que seu dinheiro havia sido sacado em Goiânia (GO). Alves conta que nunca esteve fora do Acre.

Elenildo Nascimento, presidente da Colônia de Pescadores, acredita que os benefícios podem ter sido fraudados. Ele disse que ao menos quatro vítimas já denunciaram o desvio na colônia e outras três procuraram o local nesta terça(21).

“Eles [pescadores] relataram que quando foram sacar o dinheiro não estava mais na conta. Suspeitamos que temos mais vítimas desse golpe. É estranho o benefício dos pescadores serem cadastrados no Acre e o dinheiro sacado em outros estados. Alguns foram pagos em Belém (PA) e agora estão sacando em Goiás. Estamos tentando resolver com o INSS, pois acreditamos que esteja havendo fraude”, falou Nascimento.

Silva disse que tentou transferir o dinheiro para a conta de uma filha mas foi informado na agência que o cartão dele estava cancelado.

“Sou sócio da colônia desde 1990 e recebo o benefício desde que foi criado. Disseram que iam pedir outro cartão. A funcionária disse que o dinheiro tinha sido sacado em Goiás. O dinheiro está fazendo falta. Fiquei quatro meses sem pescar, dependendo de ajuda dos familiares. Quero saber quem sacou o que é meu”, questiona o pescador.

Ajuda jurídica

A Colônia de Pescadores está oferecendo ajuda jurídica aos pescadores que se sentirem lesados com o possível golpe. O presidente disse que contratou o advogado Wagner Alvares para prestar assistência jurídica aos associados. Ele não descarta a ocorrência de erro na emissão dos benefícios ou fraude.

“Nessa situação, pode ter havido um erro na hora da liberação do benefício, ou homônimos, onde não se observou a data de nascimento ou o nome da mãe ou, na pior das hipóteses, uma fraude. Se o INSS não resolver esse erro, se não ficar comprovado o erro, e sim uma fraude ou o órgão não restituir o direito do beneficiário, entraremos com uma ação na Justiça Federal requerendo o pagamento do benefício”, explicou Alvares.

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Balneários de Brasiléia são fechados por falta de segurança

Ac24horas, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Os balneários Kumarurana e Jarinal, localizados na zona rural do município de Brasiléia, foram fechados no último fim de semana, pelo 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sediado naquele município, por não estarem cumprindo as normas de segurança.

Bastante frequentados pela população da região da fronteira e de outros municípios do estado, os espaços de lazer foram notificados a reabrir somente depois que se adequarem às exigências legais, principalmente contratando o serviço de salva-vidas.

“O local oferece esses banhos e cobram entrada das pessoas. Os municípios de Brasiléia e Epitaciolândia tem esses profissionais devidamente treinados e qualificados que deveriam estar oferecendo segurança aos banhistas”, explicou o sargento Vivian.

A ida do Corpo de Bombeiros aos balneários, com o apoio da Polícia Militar, se deu após denúncia de irregularidades. Nos locais, foi confirmada a falta do Atestado de Funcionamento e os banhistas tiveram que deixar a água por medida de segurança.

Em um dos casos, os militares foram desacatados por um frequentador em visível estado de embriaguez. O homem recebeu voz de prisão foi detido por desacato, sendo levado à delegacia onde foi ouvido e liberado.

Os estabelecimentos poderão responder jurídica e administrativamente caso reabram sem tomar as medidas de segurança exigidas para o seu funcionamento. Entre as possíveis sanções estão multa e perda do alvará de funcionamento.

Com colaboração e fotos do jornalista Alexandre Lima.

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Taxa de ocupação em leitos de UTI para a Covid-19 é de 30% no Acre

Ac24horas, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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A taxa geral de ocupação de leitos de Unidade Tratamento Intensivo (UTI) exclusivos para pacientes com a Covid-19 no Acre está em torno de 30% nesta segunda-feira (14).

Os dados são do Boletim de Assistência ao Enfrentamento da Covid-19, emitido pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O boletim mostra a ocupação de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), por especialidade do leito e por regional.

Segundo dados oficiais, das 126 internações em leitos do SUS, 80 testaram positivo para Covid-19, ou seja, a maioria das pessoas que buscam atendimento médico foram infectadas pelo vírus.

Na região do Baixo Acre, que engloba as cidades de Rio Branco, Sena Madureira, Plácido de Castro e Acrelândia, das 70 Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), 27 estão ocupadas registrando uma taxa de ocupação de 38,6%.

A menor taxa de ocupação está na região do Juruá, que engloba Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Marechal Thaumaturgo, dos 20 leitos de UTI existentes, nenhum está ocupado, registrando 0% de ocupação. Os leitos clínicos somam 95 e 23 estão ocupados, registrando 24,2% de ocupação.

Já regional do Alto Acre, que engloba as cidades de Brasileia e Epitaciolândia, não há registro de uma ocupação de leitos de enfermaria num total de 19 leitos disponíveis. A regional do Alto Acre é a única que não tem leitos de UTI para a Covid-19.

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