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No AC, família vai enviar procuração para liberar corpo de 6ª vítima de explosão de barco que morreu em GO

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Vítima morreu nesta segunda-feira (8). Filho de 4 anos continua internado em estado grave. Acidente com barco ocorreu no dia 7 de junho e vitimou 18 pessoas. Onze vítimas de explosão de barco no AC são transferidas para hospitais especializados fora do estado Divulgação/Secom Jucicleide Ferreira da Silva, de 42 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (8), três dias após ter morte encefálica decretada no hospital de Goiânia (GO), onde estava internada. Ela é uma das 18 vítimas da explosão de uma embarcação que ocorreu no dia 7 de junho, no Rio Juruá, no interior do Acre. A informação foi confirmada na tarde desta terça pela cunhada da vítima, Eliete Rodrigues. Como não há parentes na cidade goiana, a família tenta, por meio de procuração, liberar o corpo para fazer traslado para o Acre. “O rapaz que está com ela [amigo da família] foi para o Instituo Médico Legal (IML) porque precisa de uma procuração da família para poder conseguir liberar. Ela estava em Goiânia e a família ainda não sabe quando o corpo deve chegar. A gente mandou fazer a procuração no cartório para enviar”, disse. Jucilceide era casada com Valdir Torquato da Silva, de 51 anos, que morreu no dia 27 de junho, no hospital no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, Minas Gerais. O casal, que tinha 16 filhos, morava no município de Marechal Thaumaturgo. Além dos dois, também está internado o filho caçula, Paulo Vítor da Silva, de 4 anos, que teve 25% do corpo queimado e apresentou um agravamento no quadro. Segundo a tia, ele precisou passar por cirurgia para colocar dois drenos no pulmão. Internados em estado grave Embarcação explode no Acre e deixa 15 em estado grave, entre elas mãe e bebê de 9 meses Gledisson Albano/Rede Amazônica Acre A coordenadora da Central de Leitos e Cirurgias da Sesacre, Paula Faria, informou que além da criança, seguem internados em Belo Horizonte outros três adultos, todos sem previsão de alta. “Todos estão na UTI, sem previsão de alta, no hospital de BH. Os quatro que voltaram de Brasília, foram os casos menos graves. Eles voltaram e vão continuar fazendo reabilitação em Cruzeiro do Sul”, informou. A médica disse que aguarda um novo boletim das vítimas, mas, de acordo com o último que recebeu, afirma que o tratamento ainda vai demorar. “Quando conseguirem tirar eles da UTI, ainda vão precisar de reabilitação porque a maioria teve queimaduras muito graves”, afirmou Seguem internados em Belo Horizonte: Francisco Luna dos Santos, de 46 anos, José Artemísio Souza da Conceição, de 39 anos, Umberto da Conceição de Oliveira, de 38 anos e a criança Paulo Victor da Silva, de 4 anos. Vítimas fatais Seis pessoas não resistiram e morreram após o acidente. São elas: Jucicleide Ferreira da Silva, de 42 anos, morreu na manhã desta terça-feira (8) após ter morte encefálica decretada na última sexta-feira (5) Valdir Torquato da Silva, de 51 anos, morreu na madrugada do dia 27 de junho no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG). Antônio José de Oliveira da Silva, de 33 anos, morreu no dia 15 de junho, no hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG). Antes dele, já tinha ido a óbito Simone Souza Rocha, de 24 anos, que morreu no dia 9 de junho, ainda em Cruzeiro do Sul. Marluce Silva dos Santos, 38 anos, também seria encaminhada para Minas Gerais, mas também não resistiu e morreu no dia 11 de junho, no Hospital do Juruá. Uma bebê que estava em tratamento em Rio Branco, filha de Marluce, também não resistiu e morreu no dia 15 de junho. Tragédia O acidente ocorreu no início da noite do dia 7 de junho. O barco explodiu quando era abastecido por um caminhão-pipa com 5 mil litros de gasolina que seriam levados em vasilhas para o município acreano de Marechal Thaumaturgo. Além do combustível, a embarcação também levaria os passageiros e outras cargas. A explosão resultou na morte de seis pessoas e deixou mais 12 feridos. A Marinha do Brasil e a Polícia Civil do Acre investigam as causas da explosão. Este foi o segundo acidente com embarcações que transportam combustíveis para cidades mais isoladas do Acre, no Vale do Juruá. Em setembro de 2016, uma balsa de pequeno porte também explodiu com 8 mil litros de combustível e 40 botijas de gás, no porto de Rodrigues Alves. A embarcação levaria o combustível para abastecer a cidade de Porto Walter. A embarcação também explodiu no momento em que era abastecida por um caminhão-pipa. A Marinha ainda não divulgou os resultados do processo de investigação que apura as causas e todas as circunstâncias do acidente.

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Advogado que atuou contra o racismo estrutural no Acre morre vítima de câncer

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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José Rodrigues Arimatéia atuou na promoção da igualdade racial no estado. Oab divulgou nota de pesar.

CAPA: Advogado ativista contra o racismo morre vítima de câncer no Acre — Foto: Arquivo pessoal.

Um dos ativistas mais conhecidos na luta contra o racismo estrutural no Acre morreu nesta quarta-feira (24) em Rio Branco. O advogado José Rodrigues Arimatéia, conhecido Ogan Arimatéia, morreu após perder a luta contra o câncer.

Além de advogado, ele foi professor do ensino público e foi chefe do Departamento de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos em outras gestões.

Em nota, à Ordem dos Advogados do Brasil seccional Acre (OAB-AC) lembrou a luta de Arimatéia contra o racismo e também contra as religiões de matrizes africanas.

“Ogan deixa um legado em prol da luta contra o racismo estrutural e pela promoção do empoderamento da população negra”, destacou em nota.

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ACRE

Primeiro cacique Puyanawa de aldeia no AC morre por Covid-19: ‘Legado da luta indígena’, diz filho

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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‘Quero que meu pai seja lembrado como o patriarca do movimento indígena no Acre’, diz cacique. Aldeia fica em Mâncio Lima no interior do Acre.

Mário Cordeiro de Lima Puyanawa, de 77 anos, morreu vítima de Covi-19 neste sábado (20) — Foto: Acervo/Rede Amazônica Acre.

A aldeia Puyanawa, que fica em Mâncio Lima, está de luto. O primeiro indígena ao se tornar cacique depois do contato com os brancos, Mário Cordeiro de Lima Puyanawa, de 77 anos, morreu na manhã deste sábado (20) após perder a batalha contra a Covid-19. A morte da liderança deve constar no boletim deste sábado, segundo informou a Secretaria de Saúde do estado (Sesacre).

Pai de oito filhos, cinco mulheres e três homens, ele deixa um legado de luta pelos direitos indígenas na região. Um dos filhos, que agora é cacique na aldeia onde o pai foi pioneiro, José Ferreira Puyanawa diz que o pai sempre foi sinônimo de luta, honestidade e força para o povo indígena.

“Ele foi o primeiro cacique nomeado na aldeia depois do contato [com o branco] ainda na década de 80. Então, meu pai deixa essa marca, esse legado pela luta, demarcação das nossas terras, tudo com êxito. Esse homem era um grande amigo, que me ensinou a ser honesto e verdadeiro. Então, a vida dele foi muito isso. Nunca vi ele reclamando de nada, era leal e temente a Deus”, relembra.

O indígena deu entrada no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, no dia 6 de junho. O cacique diz que o pai começou a sentir dor no corpo, febre e estava com muita tosse. Ele já havia tido alta da UTI, mas voltou ao apresentar piora.

“Ainda tratamos dele por uns seis dias na aldeia. Mas, foi piorando e quando foi para o Hospital de Mâncio, lá fez o exame e já deu positivo para Covid. Ele tinha muita tosse e cansaço”, conta.

Os indígenas da aldeia Puynawa foram um dos primeiros a fecharem a aldeia proibindo a entrada e saída de pessoas. Em março, com correntes, eles lacraram o acesso à comunidade.

Indígena reorganizou o povo Puynawa ainda na década de 80  — Foto: Acervo/Rede Amazônica Acre

Indígena reorganizou o povo Puynawa ainda na década de 80 — Foto: Acervo/Rede Amazônica Acre.

Porém, o cacique diz que algumas saídas justificadas eram autorizadas. Inclusive, seu pai havia ido até a cidade de Mâncio Lima dias antes de apresentar os sintomas.

A liderança diz que há seis casos confirmados na aldeia, mas todos foram tratados pelas equipes do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e estão recuperados.

“Estamos com a aldeia fechada, mas também temos saídas controladas. Ao todo, temos seis casos da doença, mas estão de alta. O Dsei tem dado uma assistência eficiente a nós. Meu pai morreu porque era a sina dele ir agora”, afirma.

A aldeia é conhecida na região por fazer o festival Atsa Puyanawa, que reúne centenas de turistas. A família de lideranças sempre foi conduzida pelo pai. “Quero que meu pai seja lembrado como o patriarca do movimento indígena no Acre, como patriarca da histórias dos Puyanawas”, finaliza emocionado.

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