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Memória

Morre o cantor Mr. Catra, de câncer no estômago, aos 49 anos

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Wagner Domingues Costa deixa três esposas e 32 filhos.

O cantor Mr. Catra, 49, morreu na tarde deste domingo (9), em decorrência de um câncer no estômago. Ele estava internado no hospital HCor, em São Paulo.

Conhecido pelas frases polêmicas, Catra se formou em direito, mas nunca exerceu a profissão. Além disso, ele dizia falar quatro línguas, inglês, francês, hebraico e alemão.

Wagner Domingues Costa ​deixa três esposas e 32 filhos.

Um dos maiores hits de Catra foram os funks “Uh Papai Chegou”, “Adultério” e “Bonde que Vê”. 

Catra revelou a doença em dezembro do ano passado, mas o tumor havia sido descoberto no início de 2017.

Nos últimos meses, ele havia mudado seus hábitos alimentares e emagrecido mais de 30 quilos.

O músico chegou a afirmar que o câncer pode ter sido desencadeado por seus maus hábitos, como comer errado e ficar muitas noites sem dormir. “Eu adquiri a enfermidade e Deus deu a cura. Isso [o câncer] foi falta de descanso, noites ser dormir, comer errado.”

Em fevereiro, gravou o videoclipe da música  “Me Diga com Carinho”, em Acapulco, no México. 

“Todo mundo trata de mim, minhas filhas, minhas esposas. Tem pouco tempo que normalizei as coisas porque estavam tensas. Para mim, estava tudo bem, mas para elas, até a ficha cair foi difícil. Nesses momentos você vê o tamanho do amor”, afirmou no programa da apresentadora Faa Morena. Folha SP.

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Luto

Advogado que atuou contra o racismo estrutural no Acre morre vítima de câncer

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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José Rodrigues Arimatéia atuou na promoção da igualdade racial no estado. Oab divulgou nota de pesar.

CAPA: Advogado ativista contra o racismo morre vítima de câncer no Acre — Foto: Arquivo pessoal.

Um dos ativistas mais conhecidos na luta contra o racismo estrutural no Acre morreu nesta quarta-feira (24) em Rio Branco. O advogado José Rodrigues Arimatéia, conhecido Ogan Arimatéia, morreu após perder a luta contra o câncer.

Além de advogado, ele foi professor do ensino público e foi chefe do Departamento de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos em outras gestões.

Em nota, à Ordem dos Advogados do Brasil seccional Acre (OAB-AC) lembrou a luta de Arimatéia contra o racismo e também contra as religiões de matrizes africanas.

“Ogan deixa um legado em prol da luta contra o racismo estrutural e pela promoção do empoderamento da população negra”, destacou em nota.

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ACRE

Primeiro cacique Puyanawa de aldeia no AC morre por Covid-19: ‘Legado da luta indígena’, diz filho

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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‘Quero que meu pai seja lembrado como o patriarca do movimento indígena no Acre’, diz cacique. Aldeia fica em Mâncio Lima no interior do Acre.

Mário Cordeiro de Lima Puyanawa, de 77 anos, morreu vítima de Covi-19 neste sábado (20) — Foto: Acervo/Rede Amazônica Acre.

A aldeia Puyanawa, que fica em Mâncio Lima, está de luto. O primeiro indígena ao se tornar cacique depois do contato com os brancos, Mário Cordeiro de Lima Puyanawa, de 77 anos, morreu na manhã deste sábado (20) após perder a batalha contra a Covid-19. A morte da liderança deve constar no boletim deste sábado, segundo informou a Secretaria de Saúde do estado (Sesacre).

Pai de oito filhos, cinco mulheres e três homens, ele deixa um legado de luta pelos direitos indígenas na região. Um dos filhos, que agora é cacique na aldeia onde o pai foi pioneiro, José Ferreira Puyanawa diz que o pai sempre foi sinônimo de luta, honestidade e força para o povo indígena.

“Ele foi o primeiro cacique nomeado na aldeia depois do contato [com o branco] ainda na década de 80. Então, meu pai deixa essa marca, esse legado pela luta, demarcação das nossas terras, tudo com êxito. Esse homem era um grande amigo, que me ensinou a ser honesto e verdadeiro. Então, a vida dele foi muito isso. Nunca vi ele reclamando de nada, era leal e temente a Deus”, relembra.

O indígena deu entrada no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, no dia 6 de junho. O cacique diz que o pai começou a sentir dor no corpo, febre e estava com muita tosse. Ele já havia tido alta da UTI, mas voltou ao apresentar piora.

“Ainda tratamos dele por uns seis dias na aldeia. Mas, foi piorando e quando foi para o Hospital de Mâncio, lá fez o exame e já deu positivo para Covid. Ele tinha muita tosse e cansaço”, conta.

Os indígenas da aldeia Puynawa foram um dos primeiros a fecharem a aldeia proibindo a entrada e saída de pessoas. Em março, com correntes, eles lacraram o acesso à comunidade.

Indígena reorganizou o povo Puynawa ainda na década de 80  — Foto: Acervo/Rede Amazônica Acre

Indígena reorganizou o povo Puynawa ainda na década de 80 — Foto: Acervo/Rede Amazônica Acre.

Porém, o cacique diz que algumas saídas justificadas eram autorizadas. Inclusive, seu pai havia ido até a cidade de Mâncio Lima dias antes de apresentar os sintomas.

A liderança diz que há seis casos confirmados na aldeia, mas todos foram tratados pelas equipes do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e estão recuperados.

“Estamos com a aldeia fechada, mas também temos saídas controladas. Ao todo, temos seis casos da doença, mas estão de alta. O Dsei tem dado uma assistência eficiente a nós. Meu pai morreu porque era a sina dele ir agora”, afirma.

A aldeia é conhecida na região por fazer o festival Atsa Puyanawa, que reúne centenas de turistas. A família de lideranças sempre foi conduzida pelo pai. “Quero que meu pai seja lembrado como o patriarca do movimento indígena no Acre, como patriarca da histórias dos Puyanawas”, finaliza emocionado.

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