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Memória

Morre ex-desembargador Feliciano Vasconcelos; veja Nota de Pesar

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Nota de pesar pelo falecimento do desembargador Feliciano Vasconcelos

A presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC), desembargadora Denise Bonfim, comunica à classe forense e à comunidade em geral o falecimento do desembargador aposentado Feliciano Vasconcelos de Oliveira.

O magistrado estava com tratamento de saúde em andamento, contudo, faleceu por volta das 6h da manhã desta terça-feira-feira, 13, em sua residência, em Rio Branco.

O velório será realizado na Capela São João Batista, localizada na Avenida Antônio da Rocha Viana, na capital acreana. O sepultamento ocorrerá na quarta-feira, 14, às 16h, no Cemitério São João Batista.

Acreano, o desembargador Feliciano Vasconcelos de Oliveira nasceu em 26 de julho de 1942, no município de Cruzeiro do Sul. Concluiu seu bacharelado na Universidade Federal do Acre (UFAC), no ano de 1972.

Sua história na magistratura iniciou quando foi empossado no cargo de Juiz de Direito Substituto, em 1986. No ano seguinte, foi promovido pelo critério de merecimento ao cargo de Juiz de Direito da Comarca de Xapuri. Durante esse período também respondia pela Comarca de Brasileia.

Em 1988, foi promovido por merecimento ao cargo de Juiz de Direito da 4ª Vara Cível (à época Cível-Família) da Comarca de Rio Branco. Na Capital, respondeu por diversas unidades cíveis, de família, criminais, além de ter composto a Turma Recursal dos Juizados Especiais.

Em 1990, foi empossado no cargo de Juiz Substituto do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AC) e seguiu como membro efetivo até 1995. Alcança, por merecimento, o cargo de desembargador e passa a compor a Corte Acreana em 1999.

Foi corregedor-geral da Justiça no biênio 2001-2003. Já no biênio 2009-2011, presidiu a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Aposentou-se no ano de 2012.

Feliciano Vasconcelos era casado, pai de três filhos e tinha cinco netos.

A Administração do TJAC, em nome de todo o Poder Judiciário do Estado do Acre, solidariza-se com a família enlutada e pede a Deus o consolo necessário neste momento de tristeza e dor.

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Des.ª Denise BonfimDes. Francisco DjalmaDes.ª Waldirene Cordeiro
Presidente do TJACVice-Presidente do TJACCorregedora-Geral da Justiça

Presidente do TJAC decreta Luto Oficial em razão do falecimento do desembargador Feliciano Vasconcelos

Bandeira Nacional e demais pavilhões, em todas as Unidades do Poder Judiciário do Estado do Acre, durante três dias, permanecerão hasteadas a meio mastro.

A presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC), desembargadora Denise Bonfim, considerando os relevantes serviços prestados ao Poder Judiciário Acreano pelo desembargador Feliciano Vasconcelos, que faleceu na manhã de hoje, na cidade de Rio Branco, decretou Luto Oficial, por três dias, a partir desta terça-feira, 13, em sinal de pesar.

No Decreto Nº 0497889/2018, a desembargadora-presidente determina, ainda, que a Bandeira Nacional e demais pavilhões, na sede do Tribunal de Justiça e nas demais Unidades do Poder Judiciário do Estado do Acre, fossem hasteadas a meio mastro.

Para a expedição do Decreto, a presidente do TJAC seguiu, especialmente, o disposto no art. 18,  III, da Lei Federal nº 5.700/1971, no art. 16, II, da Lei Complementar Estadual nº 221/2010, no art. 18, da Resolução n. 68/95, deste Tribunal Pleno Administrativo, e no art. 51, I do Regimento Interno. Gecom TJAc.

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Luto

Advogado que atuou contra o racismo estrutural no Acre morre vítima de câncer

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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José Rodrigues Arimatéia atuou na promoção da igualdade racial no estado. Oab divulgou nota de pesar.

CAPA: Advogado ativista contra o racismo morre vítima de câncer no Acre — Foto: Arquivo pessoal.

Um dos ativistas mais conhecidos na luta contra o racismo estrutural no Acre morreu nesta quarta-feira (24) em Rio Branco. O advogado José Rodrigues Arimatéia, conhecido Ogan Arimatéia, morreu após perder a luta contra o câncer.

Além de advogado, ele foi professor do ensino público e foi chefe do Departamento de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos em outras gestões.

Em nota, à Ordem dos Advogados do Brasil seccional Acre (OAB-AC) lembrou a luta de Arimatéia contra o racismo e também contra as religiões de matrizes africanas.

“Ogan deixa um legado em prol da luta contra o racismo estrutural e pela promoção do empoderamento da população negra”, destacou em nota.

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ACRE

Primeiro cacique Puyanawa de aldeia no AC morre por Covid-19: ‘Legado da luta indígena’, diz filho

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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‘Quero que meu pai seja lembrado como o patriarca do movimento indígena no Acre’, diz cacique. Aldeia fica em Mâncio Lima no interior do Acre.

Mário Cordeiro de Lima Puyanawa, de 77 anos, morreu vítima de Covi-19 neste sábado (20) — Foto: Acervo/Rede Amazônica Acre.

A aldeia Puyanawa, que fica em Mâncio Lima, está de luto. O primeiro indígena ao se tornar cacique depois do contato com os brancos, Mário Cordeiro de Lima Puyanawa, de 77 anos, morreu na manhã deste sábado (20) após perder a batalha contra a Covid-19. A morte da liderança deve constar no boletim deste sábado, segundo informou a Secretaria de Saúde do estado (Sesacre).

Pai de oito filhos, cinco mulheres e três homens, ele deixa um legado de luta pelos direitos indígenas na região. Um dos filhos, que agora é cacique na aldeia onde o pai foi pioneiro, José Ferreira Puyanawa diz que o pai sempre foi sinônimo de luta, honestidade e força para o povo indígena.

“Ele foi o primeiro cacique nomeado na aldeia depois do contato [com o branco] ainda na década de 80. Então, meu pai deixa essa marca, esse legado pela luta, demarcação das nossas terras, tudo com êxito. Esse homem era um grande amigo, que me ensinou a ser honesto e verdadeiro. Então, a vida dele foi muito isso. Nunca vi ele reclamando de nada, era leal e temente a Deus”, relembra.

O indígena deu entrada no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, no dia 6 de junho. O cacique diz que o pai começou a sentir dor no corpo, febre e estava com muita tosse. Ele já havia tido alta da UTI, mas voltou ao apresentar piora.

“Ainda tratamos dele por uns seis dias na aldeia. Mas, foi piorando e quando foi para o Hospital de Mâncio, lá fez o exame e já deu positivo para Covid. Ele tinha muita tosse e cansaço”, conta.

Os indígenas da aldeia Puynawa foram um dos primeiros a fecharem a aldeia proibindo a entrada e saída de pessoas. Em março, com correntes, eles lacraram o acesso à comunidade.

Indígena reorganizou o povo Puynawa ainda na década de 80  — Foto: Acervo/Rede Amazônica Acre

Indígena reorganizou o povo Puynawa ainda na década de 80 — Foto: Acervo/Rede Amazônica Acre.

Porém, o cacique diz que algumas saídas justificadas eram autorizadas. Inclusive, seu pai havia ido até a cidade de Mâncio Lima dias antes de apresentar os sintomas.

A liderança diz que há seis casos confirmados na aldeia, mas todos foram tratados pelas equipes do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e estão recuperados.

“Estamos com a aldeia fechada, mas também temos saídas controladas. Ao todo, temos seis casos da doença, mas estão de alta. O Dsei tem dado uma assistência eficiente a nós. Meu pai morreu porque era a sina dele ir agora”, afirma.

A aldeia é conhecida na região por fazer o festival Atsa Puyanawa, que reúne centenas de turistas. A família de lideranças sempre foi conduzida pelo pai. “Quero que meu pai seja lembrado como o patriarca do movimento indígena no Acre, como patriarca da histórias dos Puyanawas”, finaliza emocionado.

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