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Mistério da origem do esqueleto é finalmente desvendado

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Está finalmente explicada a origem dos esqueletos dos vertebrados, graças a raios-X superpotentes que permitiram resolver um mistério com 160 anos, em uma parceria de pesquisa entre cientistas britânicos e suíços.

Foto de capa: Primeiros vertebrados com esqueletos mineralizados eram uma espécie de peixes como o Anglaspis heintzi, um tipo de heterostracan.

Pesquisadores das Universidades de Manchester e de Bristol, no Reino Unido, e do Instituto Paul Scherrer, na Suíça, conseguiram resolver o mistério da origem dos esqueletos dos vertebrados, onde se incluem os humanos.

Os cientistas tiveram como ponto de partida um grupo de fósseis de peixes chamados heterostracans, que viveram há cerca de 400 milhões de anos, e que revelam evidências da evolução primitiva dos esqueletos vertebrados.

Os vertebrados atuais têm esqueletos construídos em osso e cartilagem, e em dentina e esmalte, que compõem os dentes. Estes tecidos são “únicos porque se tornam mineralizados à medida que se desenvolvem, conferindo ao esqueleto força e rigidez”, explica a Universidade de Manchester em comunicado.

Os heterostracans incluem “alguns dos mais antigos vertebrados com esqueletos mineralizados já descobertos”, informa a instituição.

Mas até agora, não se sabia que tipo de tecido formava os esqueletos dos heterostracans. O enigma foi finalmente resolvido com recurso à tecnologia de ponta baseada na Luz Síncrotron. Os cientistas usaram uma técnica inovadora de tomografia computorizada que recorre a raios-X de alta potência, produzidos por um acelerador de partículas, para “ver” o interior dos esqueletos dos heterostracans.

Foi assim que descobriram que “os esqueletos dos heterostracans são feitos de um tecido muito estranho chamado aspidina” que “é atravessado por pequenos tubos e não se assemelha a nenhum dos tecidos encontrados nos vertebrados atuais”, como explica o pesquisador que liderou a pesquisa, Joseph Keating, da Universidade de Manchester.

Keating et al. 2018

Fóssil de heterostracan (Errivaspis waynensis) com cerca de 419 milhões de anos.

“Durante 160 anos, os cientistas se perguntaram se a aspidina é uma fase de transição na evolução dos tecidos mineralizados”, acrescenta Keating citado no comunicado da Universidade.

No estudo, publicado na Nature Ecology and Evolution, os cientistas relevam que os pequenos tubos que formam a aspidina “são vácuos que originalmente abrigavam feixes de fibras de colágeno, uma proteína encontrada na nossa pele e nos ossos”.

Keating nota, assim, que a aspidina é a evidência mais primitiva de osso nos registros fósseis.

“As descobertas mudam a nossa perspectiva sobre a evolução do esqueleto”, acrescenta o coautor do estudo, Phil Donoghue, professor da Universidade de Bristol.

“Acreditava-se que a aspidina era o percursor dos tecidos vertebrados mineralizados”, sustenta, concluindo que a pesquisa mostra que, de fato, “é um tipo de osso, e que todos esses tecidos devem ter evoluído há milhões de anos”. Ciberia // ZAP

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Balneários de Brasiléia são fechados por falta de segurança

Ac24horas, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Os balneários Kumarurana e Jarinal, localizados na zona rural do município de Brasiléia, foram fechados no último fim de semana, pelo 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sediado naquele município, por não estarem cumprindo as normas de segurança.

Bastante frequentados pela população da região da fronteira e de outros municípios do estado, os espaços de lazer foram notificados a reabrir somente depois que se adequarem às exigências legais, principalmente contratando o serviço de salva-vidas.

“O local oferece esses banhos e cobram entrada das pessoas. Os municípios de Brasiléia e Epitaciolândia tem esses profissionais devidamente treinados e qualificados que deveriam estar oferecendo segurança aos banhistas”, explicou o sargento Vivian.

A ida do Corpo de Bombeiros aos balneários, com o apoio da Polícia Militar, se deu após denúncia de irregularidades. Nos locais, foi confirmada a falta do Atestado de Funcionamento e os banhistas tiveram que deixar a água por medida de segurança.

Em um dos casos, os militares foram desacatados por um frequentador em visível estado de embriaguez. O homem recebeu voz de prisão foi detido por desacato, sendo levado à delegacia onde foi ouvido e liberado.

Os estabelecimentos poderão responder jurídica e administrativamente caso reabram sem tomar as medidas de segurança exigidas para o seu funcionamento. Entre as possíveis sanções estão multa e perda do alvará de funcionamento.

Com colaboração e fotos do jornalista Alexandre Lima.

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Taxa de ocupação em leitos de UTI para a Covid-19 é de 30% no Acre

Ac24horas, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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A taxa geral de ocupação de leitos de Unidade Tratamento Intensivo (UTI) exclusivos para pacientes com a Covid-19 no Acre está em torno de 30% nesta segunda-feira (14).

Os dados são do Boletim de Assistência ao Enfrentamento da Covid-19, emitido pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O boletim mostra a ocupação de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), por especialidade do leito e por regional.

Segundo dados oficiais, das 126 internações em leitos do SUS, 80 testaram positivo para Covid-19, ou seja, a maioria das pessoas que buscam atendimento médico foram infectadas pelo vírus.

Na região do Baixo Acre, que engloba as cidades de Rio Branco, Sena Madureira, Plácido de Castro e Acrelândia, das 70 Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), 27 estão ocupadas registrando uma taxa de ocupação de 38,6%.

A menor taxa de ocupação está na região do Juruá, que engloba Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Marechal Thaumaturgo, dos 20 leitos de UTI existentes, nenhum está ocupado, registrando 0% de ocupação. Os leitos clínicos somam 95 e 23 estão ocupados, registrando 24,2% de ocupação.

Já regional do Alto Acre, que engloba as cidades de Brasileia e Epitaciolândia, não há registro de uma ocupação de leitos de enfermaria num total de 19 leitos disponíveis. A regional do Alto Acre é a única que não tem leitos de UTI para a Covid-19.

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