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Médico Eduardo Veloso é indiciado por homicídio culposo na morte de Maicline Borges
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7 anos atrásem
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte da jovem Maicline Borges. A jovem morreu durante um acidente no Riozinho do Rola, envolvendo dois jet skis, no mês de janeiro deste ano.
Segundo Karlesso Nespoli, delegado responsável pelo caso, o médico Eduardo Veloso foi indiciado por homicídio culposo, quando não ha intenção de matar.
O fato aconteceu no dia 12 de janeiro, no Riozinho do Rola, afluente do Rio Acre. Para a jovem Maicline Borges, 26 anos, era apenas um final de semana de lazer, mas a diversão terminou em tragédia.
Conforme investigação da Polícia Civil, Maicline estava na garupa do jet sky pilotado pelo empresário Otávio. Em outra moto aquática, o médico Eduardo Veloso vinha com a irmã da vítima, quando os veículos se chocaram e Maicline Borges perdeu a pena no acidente. Ela ainda chegou a ser socorrida, mas morreu momentos depois de dar entrada na UTI do Pronto Socorro de Rio Branco.
“Concluímos o inquérito, fizemos inclusive uma pericia complementar, fomos ao local do fato, observamos as dimensões do rio, as curvas. Ouvimos uma testemunha que mora praticamente em frente ao local do fato, que explicou para nós, um pouco, como se deu a dinâmica. E com o laudo complementar, aliado com as provas testemunhais, ao laudo de danos dos veículos, conseguimos finalizar o inquérito”, explicou o delegado.
De acordo com o laudo da perícia criminal, foram descumpridas as regras de tráfego fluvial. A Polícia Civil concluiu que o médico Eduardo Veloso foi o causador do acidente que vitimou a jovem. Ele foi indiciado pelo crime de homicídio culposo, quando não ha intenção de matar. “A Marinha inclusive por tratado internacional nós temos regras de condução de embarcações, então, como nós conseguimos constatar que o acidente teria ocorrido pelo lado a bombordo do rio, nós conseguimos constatar que não foi cumprida essa regra, como um acidente de transito que alguém entra na contramão e colide com outra pessoa”.
Para o delegado, que esteve no local do crime, tudo não passou de um acidente lamentável e o empresário Otávio não teve culpa da tragédia. O inquérito já foi remetido à justiça. “O que nós conseguimos constatar é que não houve intenção de matar. Foi uma fatalidade.”
Dona Rosenilda Costa, mãe de Maicline, vive até hoje sob efeito de medicamentos. Ela não aceita a ideia de a filha tão jovem tenha tido um fim tão trágico e precoce. “Eu sei que minha filha não volta nunca mais, mas eu quero que eles paguem pelo que eles fizeram, o delegado tem que responsabilizar esse homem. Não pode ficar assim. Uma pessoa morre e fica desse jeito?”.
A equipe do site Agazeta.net ligou para o médico Eduardo Veloso, mas ele disse que não poderia dar declaração sobre a acusação ainda.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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16 horas atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário