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Mais de 180 quilos de cocaína foram apreendidos nos primeiros 45 dias do ano, aponta PRF-AC

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Balanço mostra que já foram apreendidos quase 40% do total de drogas apreendidas nas rodovias do Acre em 2018.

Nos primeiros 45 dias do ano, a Polícia Rodoviária Federal do Acre (PRF-AC) já apreendeu aproximadamente de 185 quilos de cocaína nas rodovias do Acre. O número representa quase 40% de toda droga apreendida ano passado no Acre.

Em entrevista ao Jornal do Acre 2ª desta quinta-feira (12), o assessor de comunicação da PRF-AC, Wilse Filho, falou que as apreensões ocorreram durante abordagens de rotina nas BRs 364 e 317, rodovias federais do estado acreano.

“A polícia trabalha 24 horas e nesse período fazemos várias fiscalizações. Temos logrado êxito nessas abordagens. Nesse 45 dias já são seis apreensões, inclusive, com números expressivos de drogas. Isso reflete nosso trabalho na área de fronteira, que merece atenção e esse tipo de abordagem”, explicou Filho.

Em apenas duas apreensões, a PRF-AC flagrou duas pessoas transportando mais de 100 quilos de cocaína. O primeiro flagrante foi último dia 3, quando um homem de 31 anos foi preso após os policiais encontrarem 50 quilos da droga escondidos na carroceira do veículo. A ação ocorreu na BR-364.

Nesta terça-feira (12), houve outra apreensão de mais de 50 quilos de cocaína. Desta vez, o flagrante ocorreu na BR-317, no posto de fiscalização de Senador Guiomard, interior do Acre. Um boliviano trazia, segundo a polícia, 51 pacotes de cocaína escondidos na lataria interna do carro.

O assessor da PRF-AC destacou ainda que a polícia investe nas ações na fronteira para impedir o transporte de drogas para Rio Branco e, posteriormente, a distribuição para outros estados brasileiros.

“A nossa intenção é combater o crime e isso é consequência da fiscalização. Temos conseguido evitar que essa droga chegue em Rio Branco e se espalhe para o restante do país. Nossa intenção é combater o crime ou qualquer tipo de ilícito que possa transcorrer nas nossas rodovias federais”, ressaltou.

Apreensões em 45 dias

No dia 9 de janeiro, um homem foi flagrado enquanto carregava 12 quilos de cocaína escondidos em um fundo falso de um carro. O suspeito havia saído da Bolívia, país vizinho do Acre, e seguia viagem para o estado de Rondônia. Esse caso também foi registrado na BR-317, interior do estado.

Após o flagrante, o homem foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, em Rio Branco.

No dia 17 de janeiro, a equipe encontrou 20 quilos de cocaína escondidos em um fundo falso da carroceira também de um caminhão.

A droga estava embalada em 12 barras e, segundo a polícia, foi feito um teste preliminar e a substância reagiu positivamente para o entorpecente.

Em apenas um fim de semana de fevereiro, a PRF-AC conseguiu flagrar duas pessoas tentando passar nas abordagens com droga escondida na carroceira do carro. No sábado (2), foram encontrados cerca de 40 quilos de cocaína com um caminhoneiro, na BR-317, em Senador Guiomard.

O motorista ficou nervoso durante a abordagem, falou que estava a caminho de uma cidade que não existe no Acre e foi preso. Ainda segundo a polícia, o motorista saía da fronteira da Bolívia com o Acre e seguia Rio Branco.

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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