CRIME
Justiça Militar nega julgar tenente do Bope preso no AC por ter contato com facção
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7 anos atrásem
O caso do tenente do Batalhão de Operações Especias (Bope), Josemar Farias, preso há quase cinco meses, ganhou um novo episódio. A Justiça Militar devolveu o inquérito e solicitou que a Câmara Criminal de Rio Branco decida qual Vara Criminal deve julgar o caso.
Farias foi preso no dia 27 de dezembro de 2018, na Operação Sicário da Polícia Civil do Acre, suspeito de manter contato com membros de facções criminosas.
A Justiça já negou um pedido de liberdade feito pela defesa do tenente. O militar é denunciado pelos crime de peculato, prevaricação, organização criminosa e corrupção passiva. Farias segue preso no Batalhão Ambiental, em Rio Branco.
Na decisão, o juiz da Auditoria Militar, Alesson José Braz, destaca que os crimes supostamente praticados pelo tenente não se enquadram no Código Penal Militar. Em fevereiro deste ano, a defesa e o Ministério Público solicitaram que o caso fosse julgado pela Justiça Militar.
“Para tipificar a conduta do acusado como crime militar é necessário uma análise detida do art.9º do Código Penal Militar, o qual define o conceito de crime militar em tempo de paz. Os crimes imputados ao acusado Josemar Barbosa Farias não se adequam às hipóteses previstas no art.9º do Código Penal Militar”, frisa o magistrado.
Ao G1, o advogado de Farias, Mário Rosas, explicou que o juiz suscitou o conflito de competência, ao solicitar que a Câmara Criminal decida quem deve julgar o caso. Segundo Rosas, o impasse atrapalha as ações da defesa, que ainda não conseguiu a soltura do tenente.
“Nessa questão temos o pedido de revogação de prisão. A defesa quer que tramite com urgência, qual dos juízes vai decidir sobre as medidas cautelares, principalmente sobre a revogação da prisão, tendo em vista que já tem 148 dias que o acusado está preso”, lamenta.
Rosas relembrou ainda que um dos argumentos usados para que a Justiça Militar julgue o caso é que três, dos quatro crimes atribuídos a Farias, são de competência da Auditoria Militar. Ele diz que o processo ganhou uma dimensão complexa e já identificou irregularidades nos procedimentos.
“A defesa quer, primeiramente, a soltura dele para depois analisar essas questões mais complexas que vão levar um tempo razoável, sendo que a instrução processual sequer teve início. Isso está trazendo um prejuízo enorme para a defesa”, critica.
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CRIME
Tarauacá: após espancamento, idoso de 80 anos participa de audiência na Justiça
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2 anos atrásem
22 de novembro de 2024A agressão a um idoso de 80 anos na zona rural de Tarauacá, no Acre, causou indignação entre os moradores da região. A vítima é FRANCISCO WALTER CAETANO DA FROTA. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que já ouviu o suspeito do ataque. O idoso sofreu um corte profundo na cabeça e várias lesões nos braços, mas, segundo informações, recebeu atendimento médico e está com o estado de saúde estável.
A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento e, por isso, detalhes do caso não podem ser divulgados no momento. O objetivo é evitar que a apuração dos fatos seja prejudicada, enquanto novos desdobramentos são esperados nas próximas horas para esclarecer as motivações do crime.
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O episódio gerou revolta na comunidade, que exige respostas e justiça para o idoso. A violência contra pessoas da terceira idade, especialmente em áreas mais isoladas, é motivo de preocupação, e o caso reforça o apelo por mais segurança e proteção para os grupos mais vulneráveis.
As autoridades locais garantem empenho na investigação para que os responsáveis sejam responsabilizados. A população de Tarauacá aguarda o desfecho do caso com expectativa de justiça.
Mesmo com fortes dores e graves lesões corporais, a vítima ainda participou de audiência no Juizado Especial Cível de Tarauacá, referente ao Processo nº. 0001195-37.2024.8.01.0014, onde é reclamante (processo público).
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CRIME
Homem é morto a tiros em frente a borracharia em Rio Branco
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2 anos atrásem
31 de outubro de 2024Capa: Morte ocorreu em uma borracharia em frente à Fundhacre, em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal.
Um homem foi morto a tiros em frente a uma borracharia na BR-364, em Rio Branco, em frente a Fundação Hospitalar (Fundhacre), por volta das 11h20 desta quarta-feira (30).
Conforme apurado pela Rede Amazônica Acre, trata-se de Júlio Cesar Moreira Lima, ainda sem idade divulgada.
De acordo como Centro de Operações Policiais Militares (Copom), dois homens em uma motocicleta pararam na frente do estabelecimento, e um deles alvejou a vítima.
A Polícia Militar foi acionada e isolou o local. O Instituto Médico Legal (IML) e equipes de perícia também foram acionados.
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Crime ocorreu na manhã desta quarta-feira (30) — Foto: Reprodução/Google Street View
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CRIME
Jovem de 18 anos esfaqueada pelo ex vai passar por cirurgia no AC: ‘minha filha não merecia isso’, diz mãe
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2 anos atrásem
31 de outubro de 2024De acordo com a família, o estado de saúde da jovem é estável, mas uma das facadas perfurou o pulmão dela e vai ser preciso uma operação em Cruzeiro do Sul. Mãe de Adriely Araújo Silva disse que testemunhas relataram a ela que o suspeito, ex da jovem, estava com ciúmes dela.
Capa: Adriely Araújo Silva, de 18 anos, levou 15 facadas do ex-namorado — Foto: Arquivo pessoal.
A jovem Adriely Araújo Silva, de 18 anos, que foi esfaqueada 15 vezes pelo ex-namorado dentro de um comércio em Tarauacá, no interior do Acre, na manhã dessa terça-feira (30), vai precisar passar por uma cirurgia pois um dos golpes perfurou um pulmão.
O estado de saúde da jovem é estável, e ela aguarda o procedimento no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul.
A mãe de Adriely, que pediu para não ser identificada, disse que não estava no local quando a filha foi atacada, mas que testemunhas relataram a ela que o suspeito, Vandernilson Rosas da Silva, de 25 anos, ex-namorado da vítima, agiu motivado por ciúmes.
De acordo com a mãe, eles não estavam mais juntos, mas dividem os cuidados com o filho deles, de 4 anos. Nessa terça, Silva pediu à irmã dele para que ligasse para Adriely e pedisse que ela levasse a criança à casa dele.
Ela atendeu o pedido e foi levar a criança. Nesse momento, o suspeito começou a questioná-la.
“Quando ela chegou lá, ele começou a falar várias perguntas pra ela. Que tinham dito pra ele que ela estava ficando com outro, e pedindo pra ela voltar pra ele. Ela dizia que não queria mais ele, porque já estava com tantos meses separados e não dava mais certo. Aí ele começou a dizer que ela estava ficando com outro, que tinham dito pra ele. E aí ela disse que não, que não ficava com ninguém, não saia nem de casa. E aí ele disse: ‘eu vou te matar, sua desgraçada, porque se tu não for minha não é mais de ninguém’. […] Então, o que ele fez foi muito errado com a minha filha, a minha filha não merecia isso”, relatou.
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Adriely foi vítima de tentativa de feminicídio no interior do Acre — Foto: Arquivo pessoal
Agora, segundo a mãe da jovem, a família espera por justiça. Nesta quarta-feira (30), o suspeito ainda é procurado pela polícia. Ela espera que Silva seja encontrado e pague pelo crime que quase tirou a vida da jovem.
“Eu quero justiça, eu quero que a justiça seja feita, porque eu quero que ele pague por isso. Porque a minha filha é tudo na minha vida, o que seria de mim se ela tivesse morrido? Eu amo a minha filha, eu quero justiça. Ela foi socorrida, então, rapidamente, trazida aqui para o Próximo Socorro de Cruzeiro do Sul, em um avião, em uma UTI. A polícia já está à procura dele, né, e já andaram por vários cantos atrás dele, já espalharam fotos dele nas redes sociais. E eu creio que em breve ele vai ser preso. Ele vai pagar por tudo isso que ele fez lá dentro da cadeia, porque é isso que ele merece”, acrescentou.
Vítima lutou com suspeito
A filha do comerciante, que também não quis se identificar, disse que o pai ficou sem reação ao ver o homem esfaqueando a vítima no local. Ainda de acordo com o relato do homem, a jovem lutou muito para sobreviver ao ataque.
“Ela lutou com ele. O pai disse que se ela tivesse sido ‘mais mole’, ele teria matado ela. Ela lutou com ele mesmo, ela se defendia do jeito que podia das facadas. Meu pai disse que nunca tinha visto uma coisa daquela. Foi muito triste, ela pedindo socorro, e meu pai só podia pedir pra ele não matar ela. Era a única coisa que ele podia fazer, porque ele não ia se agarrar com ele”, explica ela.
Ao g1, a polícia disse que foi notificada do crime através de um grupo de mensagens por celular. Conforme o boletim de ocorrência, os policiais decidiram ir ao local informado e ao chegarem, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), tinha acabado de sair do local com a vítima que estava em estado crítico.
Os agentes foram informados pela equipe médica que a vítima estava na sala de emergência passando por cirurgia. Adriely sofreu perfurações nas costas, braços e pescoço e o suspeito teria tentado decapitá-la.
Os investigadores em conversa com a irmã do suspeito, receberam a informação de que ele possivelmente teria ido à casa de outra irmã que mora no bairro Ipepaconha, após pular no rio.
Os policiais procuraram Silva no local apontado pela irmã, porém não conseguiram encontrá-lo. O delegado Ronério Silva, responsável pela delegacia do município afirmou que a busca pelo homem continua na tentativa de prendê-lo ainda nesta terça (29), em flagrante.
Já a jovem deve ser encaminhada ao Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul. A administração confirmou a ida de Adriely, porém não soube precisar a hora que ela deve chegar.
CANAIS DE AJUDA PARA CASOS DE VIOLÊNCIA
A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para que a mulher peça ajuda:
- (68) 99609-3901
- (68) 99611-3224
- (68) 99610-4372
- (68) 99614-2935
Veja outras formas de denunciar:
- Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato;
- Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes;
- Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
- Qualquer delegacia de polícia;
- Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
- Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
- WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;
- Ministério Público;
- Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) (https://atendelibras.mdh.gov.br/acesso)
Colaborou o vídeorrepórter Mazinho Rogério, da Rede Amazônica Acre.
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