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ECONOMIA

Juros futuros registram forte alta sob pressão da cena eleitoral

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Taxa real para um ano volta ao nível de junho de 2017; destino das reformas é outro ingrediente para instabilidade.

Os juros básicos do mercado financeiro estão nos níveis mais altos desde meados do ano passado. A taxa real de juros para um ano voltou ao patamar de junho de 2017. A diferença entre taxas de negócios com vencimento mais curto (2020, por exemplo) e mais longo (2024) é crescente.

Economistas atribuem parte do aperto financeiro a fatores domésticos. “No caso da curva de juros, estimamos que dois terços da elevação da inclinação são por fatores domésticos e um terço de fatores externos. O risco doméstico está ligado à incerteza eleitoral e futuro das reformas, especialmente previdência”, diz Carlos Kawall, economista-chefe do Banco Safra e ex-secretário do Tesouro no final do primeiro governo de Lula da Silva.

Kawall refere-se aqui ao aumento relativamente mais pronunciado de taxas de juros futuras (vide gráfico ao lado). 

O custo do dinheiro estaria subindo, portanto, quando se leva em consideração o que pode acontecer no próximo governo, dizem economistas. Taxas mais altas elevam os custos de financiamento das empresas, tanto nos bancos como no mercado de capitais.

A deterioração ficou evidente desde o começo de agosto e ganha ritmo no início de setembro. Trata-se de aqui de taxas de negócios entre bancos e de empréstimos para o governo, uma espécie de “atacado” do mercado de dinheiro, que estabelecem um piso para as demais operações de empréstimo e financiamento.

Os economistas do departamento de análise macroeconômica do Safra preveem que a economia brasileira cresça 1,5% neste ano. Mas “as condições financeiras mais apertadas sinalizam um PIB este ano abaixo de 1%, se perdurarem. O aumento da inclinação [juros subindo mais no futuro do que agora], portanto, é um problema para a atividade”, diz Kawall.

Em abril, a taxa real de juros para um ano estava em 2,2% ao ano (taxa DI para um ano, descontada a inflação esperada para o mesmo período). Subiu em especial depois da greve dos caminhoneiros, com um pico de pânico no início de junho, quanto ficou na média em 3,1% ano. Neste setembro, flutua em torno de 4,4%. 

A alta recente dos juros é paralela à onda recente de desvalorização do real, que recomeçou em agosto. A alta do dólar foi associada a tumultos no mercado financeiro mundial. Mas o peso dos problemas domésticos amplifica os efeitos do fator externo, dizem economistas. 

“A possibilidade de Fernando Haddad (PT) ou Ciro Gomes (PDT), de um lado, e Jair Bolsonaro (PSL), de outro, é para deixar qualquer curva de juros em alta… a percepção é de que a situação de crise fiscal não melhorará e, portanto, as curvas de juros necessariamente começariam a subir. Mas se a escolha da população é entre posições tão extremadas, será o preço a se pagar”, diz Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados. Vinicius Torres Freire. Folha SP.

ACRE

Agências promovem curso sobre eleições na pandemia e doam recursos para entidades filantrópicas

Assessoria, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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As agências Arawá e Comuni+Ação promovem nos dias 12, 13 e 14 de agosto o curso “Comunicação para a Eleição 2020”. Voltada para auxiliar os pré-candidatos a elaborar estratégias de vários aspectos da área com foco no processo eleitoral durante a pandemia do novo coronavírus, a atividade será realizada de forma virtual pela plataforma Zoom das 19h às 21h e destinará 30% do valor total arrecadado para uma entidade filantrópica com atuação em Rio Branco.

As inscrições devem ser feitas por meio do endereço eletrônico https://www.eleicao20.com/ e custam R$ 100. O pagamento pode ser feito por meio de boleto bancário, cartão de crédito ou débito e transferência, os dados bancários para a última opção estão disponíveis no site do evento. Os interessados também podem entrar em contato pelo número 68 99913-6763. Temas como dinâmica da mídia, cuidado com a imagem do candidato, gestão de crise de imagem, administração das redes sociais, forma correta de produção de vídeos e artes serão discutidos.

De acordo com Paulo Santiago, jornalista das duas empresas, o conteúdo elaborado foi pensado a partir das limitações que a campanha eleitoral terá de forma presencial devido às medidas de distanciamento social. Ele afirma que as redes sociais terão um papel ainda maior no pleito deste ano, superando o pleito eleitoral de 2018, e que serão um dos principais meios de contato direto com as pessoas. Aspectos técnicos como Calendário Eleitoral também serão tratados.

“Temos uma inesperada pandemia que impôs uma realidade jamais pensada por qualquer pessoa. Com a mudança de data da pré-campanha, campanha e o dia de votação os pré-candidatos precisam se reorganizar, e muitos ainda não trabalham a comunicação com o público-alvo. Durante três dias vamos ensinar os participantes a atuar com as ferramentas disponíveis e fazer uma boa relação com as pessoas que eles pretendem alcançar neste período”, explica o jornalista.

Com mais de 20 anos de atuação no mercado, o também jornalista Freud Antunes, sócio da Comunic+Ação, destaca que uma comunicação eficiente é essencial para que os pretensos candidatos alcancem sucesso. “Comunicar da forma correta é imprescindível para que as ideias que você tem sejam incorporadas por outras pessoas. Nossa proposta é dar o caminho para que as pessoas sejam entendidas de forma clara e objetiva nos grupos que pretendem chegar”.

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ACRE

Acre teve 55 mil pessoas afastadas do trabalho por causa da pandemia no mês de junho, diz IBGE

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Estudo aponta que esse número corresponde a 21% da população ocupada no estado.

capa: Acre teve 55 mil pessoas afastadas do trabalho por causa da pandemia no mês de junho, diz IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo.

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o número de pessoas afastadas do trabalho por causa da pandemia do novo coronavírus diminuiu em 21% no mês de junho no Acre, comparando com o mês de maio.

Os dados foram divulgados na última sexta-feira (24) e mostram que o estado teve pelo menos 55 mil pessoas afastadas no mês de junho por causa do isolamento social. O número caiu em comparação com o mês de maio, quando foram afastadas 61 mil pessoas, de acordo com o estudo.

Além disso, o levantamento aponta que a população ocupada do estado é de 257 mil pessoas.

O número de pessoas trabalhando de forma remota também caiu comparando entre um mês e outro. Em maio, 17 mil pessoas estavam em home office. Já em junho, o número reduziu para 15 mil.

O levantamento é uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), feito em parceria com o Ministério da Saúde desde o início de maio para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal.

No boletim divulgado nesse domingo (26) pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), o de casos mortes por Covid-19 saiu de 483 para 486. A Saúde também confirmou mais 88 casos de contaminação da doença, subindo de 18.657 para 18.745.

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