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Incêndio em lixão de Rio Branco dura 16 dias e bombeiros já usaram mais de 750 mil litros de água em combate

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Incêndio em aterro de resíduos sólidos da Rodovia Transacreana começou no último dia 24. Bombeiros trabalham diariamente no local para tentar controlar chamas.

capa: Incêndio em lixão de Rio Branco já dura 16 dias e bombeiros usaram mais de 750 mil litros de água — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros do Acre.

O incêndio no aterro de resíduos sólidos da Rodovia Transacreana, em Rio Branco, ainda não foi controlado e já dura 16 dias. Diariamente, equipes do Corpo de Bombeiros do Acre e da prefeitura seguem no local fazendo o combate.

O fogo começou no último dia 24 de agosto. Em média, são usados de 50 a 60 mil litros por dia e, segundo os bombeiros, até esta terça-feira (8) já foram usados mais de 750 mil litros de água no combate. A quantidade de água é suficiente para abastecer cerca de 750 famílias acreanas.

Esse é o terceiro ano consecutivo que ocorre o incêndio no aterro sanitário. Em 2018, o fogo começou em julho e levou mais de 50 dias para ser combatido. Já em 2019, o incêndio iniciou no final do mês de agosto e só foi controlado 47 dias depois por bombeiros e equipes da prefeitura.

Em 2020, mesmo com os esforços, os bombeiros avaliam que o combate deve durar mais de 40 dias também.

“A gente espera que seja controlado em menos tempo do que nos anos anteriores, mas a média é em torno de 50 dias de combate. Acontece que o incêndio no lixão fica em profundidade, ou seja, o fogo é subterrâneo e na superfície fica apenas a fumaça intensa. Então, a dificuldade é justamente porque a gente não consegue chegar ao fundo, já que são várias e várias camadas de entulho e elas vão firmando na terra”, explicou a cadete Laiza Mendonça, da assessoria do Corpo de Bombeiros do Acre.

O serralheiro Paulo Oliveira é um dos que se arrisca em meio à fumaça tóxica do incêndio. “A gente fica meio indeciso, mas a necessidade exige”, disse.

Leandro Silva Oliveira também estava no local para conseguir algo para vender e garantir o sustento da família. “A gente fica [com receio], mas tenho família e não vão dar dinheiro se não for atrás. Vendo com um preço básico e dá para viver”, falou.

Carros-pipas da prefeitura também auxiliam no combate com os bombeiros — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros do Acre

Carros-pipas da prefeitura também auxiliam no combate com os bombeiros — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros do Acre.

Fumaça tóxica

O pior problema desse incêndio é a fumaça com resíduos químicos que sai do aterro e chega até os moradores e também atinge os trabalhadores. O químico Alcides Santos explicou os riscos de respirar essa fumaça.

“A queima de lixo libera substâncias perigosas para a saúde humana. Todo aterro sanitário e lixão vai liberar gases que são produzidos pela decomposição da matéria orgânica. No entanto, o que está acontecendo na [Rodovia] Transacreana é uma queima não só de biogás que é produzido, mas estão sendo queimados plásticos, resíduos de eletrônicos, que liberam substâncias perigosas, cancerígenas, e que podem, com o tempo de exposição prolongado, causar doenças graves na população”, destacou.

Ainda segundo o especialista, a queima de lixo em aterros como o da rodovia deve ocorrer por décadas caso não seja feito um planejamento para o tratamento adequado para os resíduos.

O químico explicou que um dos caminhos para o fim desse problema seria a utilização de incineradores. Contudo, no aterro é difícil implantar a medida porque o lixo está soterrado em várias camadas. Por G1Ac. 

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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Cerimônia do Jaleco marca início de jornada da turma XVII de Nutrição — Universidade Federal do Acre

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No dia 28 de março de 2026, foi realizada a Cerimônia do Jaleco da turma XVII do curso de Nutrição da Universidade Federal do Acre. O evento simbolizou o início da trajetória acadêmica dos estudantes, marcando um momento de compromisso com a ética, a responsabilidade e o cuidado com a saúde.

 

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Ufac realiza aula inaugural do MPCIM em Epitaciolândia — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza aula inaugural do MPCIM em Epitaciolândia — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a aula inaugural da turma especial do mestrado profissional em Ensino de Ciência e Matemática (MPCIM) no município de Epitaciolândia (AC), também atendendo moradores de Brasileia (AC) e Assis Brasil (AC). A oferta dessa turma e outras iniciativas de interiorização contam com apoio de emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri (PP-AC). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 27.

O evento reuniu professores, estudantes e representantes da comunidade local. O objetivo da ação é expandir e democratizar o acesso à pós-graduação no interior do Estado, contribuindo para o desenvolvimento regional e promovendo a formação de recursos humanos qualificados, além de fortalecer a universidade para além da capital. 

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho, ressaltou que a oferta da turma nasceu de histórias, compromissos e valores ao longo do tempo. “Hoje não estamos apenas abrindo uma turma. Estamos abrindo caminhos, sonhos e futuros para o interior do Acre, porque quando o compromisso atravessa gerações, ele se transforma em legado. E o legado transforma vidas.”

 



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