ACRE
Igreja no México utiliza Coca-Cola para “purificar a alma”
PUBLICADO
8 anos atrásem
Existe uma igreja no México que usa aquela que é provavelmente a bebida mais famosa do mundo para as suas cerimônias religiosas.
Parece brincadeira, mas no estado de Chiapas, no México, existe uma igreja já batizada de “Igreja da Coca-Cola”. Na realidade, o edifício religioso se chama Igreja de São João Batista e fica localizada no município de San Juan Chamula.
De acordo com o Business Insider, a congregação mistura o Catolicismo com uma religião local, em que os fiéis acreditam que o arroto expurga o mal da alma. Não é preciso dizer mais nada, certo? Não há nada melhor do que uma bebida gaseificada para isso.
Há algumas décadas, o líderes da igreja substituíram uma bebida alcoólica tradicional pela famosa bebida norte-americana durante a realização de cerimônias religiosas. Agora, a Coca-Cola também já é usada como decoração (e para fazer curas) na igreja.
A bebida com gás, que gostamos ou odiamos, já faz parte da cultura mexicana de muitas maneiras. O icônico logotipo vermelho com as letras brancas inspira várias coisas no país, tanto seja em sinais de boas-vindas quanto em sinais de fontes escolares. Os pais até dizem aos filhos para beberem Coca-Cola quando estão doentes.
No entanto, nem sempre foi assim, como explica o site norte-americano. A Coca-Cola foi se tornando mais popular no país de forma lenta, sobretudo depois de um dos trabalhadores da empresa no país – Vicente Fox – ter subido nas fileiras corporativas para se tornar presidente da Coca-Cola México e, um dia até, presidente do país.
Fox começou a trabalhar na Coca-Cola em 1964 na parte das entregas. A empresa estava no México há décadas antes de a sua popularidade explodir.
No início dos anos 70, uma campanha internacional a levou às casas de todo o país. Na mesma época, a marca também decidiu patrocinar os Jogos Olímpicos, realizados na Cidade do México, e a Copa do Mundo de Futebol.
Além disso, o México se uniu ao Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) em 1994, o que fez com que comprar Coca-Cola se tornasse muito mais barato.
Em algumas partes do país, chegou a ser mais fácil e barato comprar a bebida do que água mineral. Muitas comunidades pobres precisavam ingerir calorias, por isso, começaram a beber mais Coca-Cola.
Apesar de ter deixado a empresa em 1979, Fox afirmou que algumas das primeiras doações que recebeu durante sua campanha presidencial foi da empresa norte-americana.
O ex-funcionário foi eleito presidente em 2000 e seu trabalho à frente da presidência deixou muitos mexicanos desapontados (por sua vez, a Coca-Cola “bombou” durante o período).
Atualmente, segundo o Business Insider, um mexicano médio bebe mais de 700 copos de Coca-Cola por ano – quase o dobro do que os americanos bebem. E isso traz pontos negativos: as taxas de diabetes duplicaram no país entre 2000 e 2007. Ciberia // ZAP. Foto: poperotico / Flickr.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR

Life for Relief and Development é classificada como a terceira melhor organização humanitária do mundo
Como é viver na Finlândia, o país mais feliz do mundo
“Os rentistas estão promovendo a morte da economia no mundo inteiro, em especial no caso brasileiro”. Entrevista especial com Luiz Gonzaga Belluzzo – Instituto Humanitas Unisinos
ACRE
PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
21 de setembro de 2026O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.
Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.
As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.
“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”
A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Painel do Inova Amazônia aborda empreendedorismo feminino — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
5 dias atrásem
18 de setembro de 2026O painel “Empreendedorismo Feminino: Mulheres que Movem a Amazônia” ocorreu no âmbito da programação do Inova Amazônia Summit-2026, nessa quinta-feira, 17, no auditório Curupira, campus-sede da Ufac. Empreendedoras e pesquisadoras debateram inovação, perspectivas de mercado na Amazônia, superação de barreiras estruturais e liderança feminina na consolidação de negócios sustentáveis.
A discussão foi moderada pela analista Valéria Vidal, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional. Participaram do painel Mareílde Freire (Saboaria Rondônia), Pâmela Pimentel (Amazonzyme), Márcia Werle (Bioassu Bioindústria), Valda Gonçalves (Engenho), Clarice Maia (Antibiose) e Ana Euler (diretora da Embrapa).
O Summit-2026 é promovido pelo Sebrae-AC, com palestras e oficinas em diversos espaços do campus-sede. O evento começou na quinta-feira, 17, e prossegue até sábado, 19.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Do Luto à Luta’ em 22/10 — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 dias atrásem
17 de setembro de 2026O programa “Mãepeutas: Vozes Plurais, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Ufac, lança, em 22 de outubro, às 18h, na Biblioteca Pública Estadual, o documentário “Autismo: Do Luto à Luta”, dirigido por Felipe Almeida.
O filme foi feito a partir da coleta de depoimentos de histórias reais de luta, dor e superação. Pretende dar voz a mães atípicas do contexto acreano e mostrar seus desafios em meio à luta que é cuidar e educar uma criança com transtorno do espectro autista.