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Friale diz que fumaça que afeta o Acre vem de países e estados vizinhos e prevê fortes chuvas

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Há mais de 30 anos pesquisando diariamente o comportamento da atmosfera no Acre e em toda a América do Sul, o pesquisador meteorológico Davi Friale resolveu expor a sua opinião a respeito do fumaceiro que vem tomando contato do ambiente Acre na tarde desta sexta-feira, 23.

“Temos conhecimento suficiente dos fenômenos meteorológicos observados e estudados por nós, o que nos permite ter uma boa base para discorrer sobre o assunto. Nosso objetivo é mostrar e ensinar a verdade à população, tal qual Galileu fez, quando afirmou que a Terra não era o centro do sistema solar, como se acreditava naquela época, mas que girava em torno do Sol”, disse Friale.

O estudioso afirmou que tem a absoluta convicção de que a maior parte da fumaça que atinge o Acre, cerca de 90%, tem origem nas queimadas em território da Bolívia, do Peru e de Rondônia. “As imagens de satélite nos mostram os focos de incêndio concentrados nas planícies bolivianas e ao longo da rodovia peruana que liga Inapari, na fronteira com o Brasil, ao sopé dos Andes, passando pela cidade de Porto Maldonado. Outra concentração de incêndios ocorre em Rondônia”, revela.

Friale destaca que é fundamentalmente necessário conhecer as leis da Física, que regem a dinâmica da atmosfera. A fumaça, assim que ocorre a combustão, sobe rapidamente por convecção do ar quente, e, na sequência, conduzida para lugares distantes, antes de esfriar e, consequentemente, baixar até a superfície onde nos encontramos.

“Portanto, a fumaça ocorrida, por exemplo, em Rio Branco, eleva-se e é conduzida pelos ventos até cerca de 500km/h distantes, antes de começar a descer e chegar à superfície. Essa distância pode variar entre 300 e 700km/h ou mais, dependendo da velocidade do vento acima de 100m de altura. Assim, quando os ventos sopram do sul, com suas variações sudeste e sudoeste, a fumaça oriunda da Bolívia, do Peru e de Rondônia atinge o Acre, principalmente o leste e o sul do estado. Quando os ventos mudam de direção e passam a soprar de oeste, de noroeste ou do norte, ou seja, do interior do Acre e do Amazonas, o ar fica quase limpo, após 48 horas. Todos os anos observamos esse fenômeno”, frisa.

Nesta sexta-feira (23, a incursão de ar polar vai trazer muita fumaça da Bolívia, deixando o céu da capital acreana bastante poluído. No entanto, a partir da tarde de sábado, os ventos mudam de direção e passam a soprar de noroeste e do norte. Assim, no domingo e, principalmente, na segunda-feira, quase toda a fumaça que estará sobre o Acre será devolvida para a Bolívia.

“No entanto, deve-se combater veementemente qualquer queimada, seja urbana ou de áreas agrícolas e florestais, principalmente no inverno, a estação da seca no Acre. Nosso objetivo é, tão somente, mostrar a verdade científica sobre a dinâmica da fumaça”, ressalva o pesquisador.

Chuvas intensas entre domingo e quarta-feira
Apesar do cenário complicado, Friale afirma que a situação vai melhorar no começo da próxima semana, pois deverão ocorrer chuvas, que podem ser intensas e acompanhadas de raios e ventanias, na maior parte do Acre e regiões próximas, inclusive em Rondônia, no Amazonas, na Bolívia e no Peru.

A causa dessas chuvas são a formação de um centro de baixa pressão atmosférica no norte de Rondônia, a chegada de ar úmido do oceano Atlântico e a aproximação de uma fraca frente fria. No entanto, a incursão de ar polar será fraca, não provocando queda significativa da temperatura.

Em Rio Branco, neste mês de agosto de 2019, choveu 4,7mm, no útlimo dia 10, segundo dados oficiais, registrados pelo Instituto Nacional de Meteorologia. Choveu bastante, também, em vários bairros da capital acreana, assim como em todos os municípios do Acre, no último dia 20, quando foram registrados os maiores volumes de chuva de todo o Brasil nas cidades de Feijó e Tarauacá, com 70,8mm e 51,6mm, respectivamente. Neste dia, choveu forte também no município de Sena Madureira, principalmente, no alto curso do rio Iaco.

Portanto, na próxima semana, a umidade do ar ficará mais elevada e, consequentemente, a qualidade do ar também.

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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre

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O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.

Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.

As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.

“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”

A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Painel do Inova Amazônia aborda empreendedorismo feminino — Universidade Federal do Acre

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O painel “Empreendedorismo Feminino: Mulheres que Movem a Amazônia” ocorreu no âmbito da programação do  Inova Amazônia Summit-2026, nessa quinta-feira, 17, no auditório Curupira, campus-sede da Ufac. Empreendedoras e pesquisadoras debateram inovação, perspectivas de mercado na Amazônia, superação de barreiras estruturais e liderança feminina na consolidação de negócios sustentáveis.

A discussão foi moderada pela analista Valéria Vidal, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional. Participaram do painel Mareílde Freire (Saboaria Rondônia), Pâmela Pimentel (Amazonzyme), Márcia Werle (Bioassu Bioindústria), Valda Gonçalves (Engenho), Clarice Maia (Antibiose) e Ana Euler (diretora da Embrapa).

O Summit-2026 é promovido pelo Sebrae-AC, com palestras e oficinas em diversos espaços do campus-sede. O evento começou na quinta-feira, 17, e prossegue até sábado, 19.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Do Luto à Luta’ em 22/10 — Universidade Federal do Acre

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O programa “Mãepeutas: Vozes Plurais, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Ufac, lança, em 22 de outubro, às 18h, na Biblioteca Pública Estadual, o documentário “Autismo: Do Luto à Luta”, dirigido por Felipe Almeida.

O filme foi feito a partir da coleta de depoimentos de histórias reais de luta, dor e superação. Pretende dar voz a mães atípicas do contexto acreano e mostrar seus desafios em meio à luta que é cuidar e educar uma criança com transtorno do espectro autista.



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