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Fotos inéditas do massacre na Transacreana: Facção Bonde dos 13 assume autoria da chacina
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6 anos atrásem
Com apoio de caminhonete previamente roubada, criminosos eliminam sete homens através de ação criminosa contundente e rápida. As vítimas foram pegas de surpresa.
Fotos: Um dos jovens foi baleado dentro de casa no km 58 da Transacreana (Foto: Reprodução/WhatsApp).
Sete pessoas foram mortas na noite deste sábado, 18, na Estrada Transacreana, rodovia AC-90, em Rio Branco. Os crimes aconteceram em um bar localizado no km 100 da estrada e na Vila Verde, no km 58.
Segundo informações, homens armados, que seriam membros da facção Bonde dos 13, chegaram no bar em uma caminhonete modelo Hilux e atiraram em várias pessoas. Seis homens foram mortos no local.
A chacina da estrada Transacreana, ocorreu na noite deste sábado (18), e foi um dos maiores ataques realizados por uma facção em Rio Branco até o momento, deixando seis mortos e um ferido. Ao todo, em apenas 3 horas, a facção do Bonde dos 13 conseguiu matar sete pessoas.
Segundo informações da polícia, 12 criminosos em uma caminhonete modelo Hilux, de cor branca, foram até o Bar “Dos Anjos”, no km 100 da estrada, onde havia um grupo de amigos bebendo, e de posse de armas de vários calibres, começaram a atirar e contra as pessoas que estavam no estabelecimento.
Seis pessoas foram atingidas e acabaram morrendo no local. As vítimas da chacina são: João Vitor Gomes de Oliveira, de 16 anos; Rosalvo Barroso de Freitas, de 21 anos; Leonardo de Lima Maia, 32 anos; Wilson Macedo Brito, de 35 anos; Marcos Lázaro Gomes de Almeida, 35 anos e Moisés Andrade da Silva, de 42 anos.
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Tiros atingiram janelas, porta e paredes do bar onde houve chacina — Foto: Tálita Sabrina/Rede Amazônica Acre.
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Vítimas estavam em um bar quando foram mortas, na noite de sábado (18), na Rodovia Transacreana — Foto: Tálita Sabrina/Rede Amazônica Acre.


Em seguida, os criminosos fugiram e foram até a Vila Verde, onde tentaram matar um jovem identificado como Railson Silva de Souza, com quatro tiros na cabeça, dentro de uma casa. O rapaz foi socorrido e levado ao pronto-socorro de Rio Branco.
Várias guarnições da Polícia Militar, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o carro do Instituto Médico Legal (IML) foram até os locais dos ocorridos.
APÓS O CRIME
Após a ação, os criminosos fugiram no veículo e pararam no km 58, onde efetuaram vários disparos em direção do jovem do identificado como Railson Silva de Souza, 19 anos, que estava na área da própria residência. Ele foi ferido com 3 tiros na cabeça.
A casa do rapaz ainda foi atingida por outros 20 disparos, possivelmente efetuados com armas de fogo calibre 12. Após a ação, os bandidos entraram no veículo e gritaram que eram membros da facção Bonde dos 13, em seguida, fugiram do local.
Familiares acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que esteve no local, prestou os primeiros atendimentos e encaminhou a vítima para o pronto-socorro de Rio Branco em estado de saúde gravíssimo. O rapaz chegou no PS entubado.
Viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), guarnições da Polícia Militar e agentes da Delegacia de Homicídios e proteção à Pessoa (DHPP) se deslocaram até os locais dos ataques para colher as informações e isolar as áreas para os trabalhos da perícia criminal.
Os policiais militares e as forças de segurança fizeram várias buscas na região em busca de prender os assassinos, mas ninguém foi encontrado até o momento. Os corpos dos homens foram levados ao Instituto Médico Legal (IML), onde serão realizados os exames cadavéricos.
B13 matou jovem na mesma noite
Um jovem de 22 anos também foi morto na noite deste sábado. O crime aconteceu no Ramal Bom Jesus, na região da Vila, uma hora antes da chacina no bar, mas foi efetuado por dois criminosos que, após assassinarem Mateus Vieira Cardoso, gritaram que eram membros do Bonde dos 13.
Em poucas horas, a facção criminosa executou, ao todo, sete pessoas supostos rivais. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) colheu informações e vai investigar todos os casos.
Criminosos roubaram caminhonete e seguiram para bar
O delegado Cristiano Bastos, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, explicou que os criminosos roubaram uma caminhonete na região antes de seguir para o bar. Bastos afirmou que as equipes estão nas ruas em busca de informações e dos suspeitos.
“Teriam praticado o roubo de um veículo e se deslocaram até o quilômetro 100 e lá dispararam. Estamos fazendo todo levantamento. Tem a identificação das vítimas, mas temos que fazer um levantamento da vida pregressa”, reafirmou.
Ainda segundo o delegado, há dificuldade de conseguir informações sobre a quantidade de criminosos que foi ao local porque os sobreviventes fugiram.
“Eram vários que praticaram o roubo e foram até o local. A outra morte não tem ligação com esse caso, a princípio não tem. Estamos em campo em busca de tudo”, informou. Com informações G1AC.
A onda de massacre continuou na estrada Transacreana, onde um bando armado matou seis pessoas e deixou uma gravemente ferida, com quatro tiros na cabeça.
Um gigantesco aparato policial e de socorro se deslocou para a estrada Transacreana.
Foram constatadas as seus mortes por execuções a tiros. Todas as vítimas do sexo masculino, com idades entre 17 e 36 anos.

Até o fechamento dessa matéria as equipes policiais e peritos do Instituto Médico Legal IML estavam nos locais da chacina. Com informações de Ithamar Souza.
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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