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Família autoriza desligamento de aparelhos que mantinha viva mulher baleada

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Os aparelhos que mantinham as funções vitais, ainda que com apenas dez por cento de batidas de seu coração, de Jacilene Farias de Lima, de 40 anos, acabaram de ser desligado após uma dura reunião dos médicos com a família, incluindo seu pai, oito irmãos e o filho de 16 anos. Ela teve morte cerebral neste domingo (05) no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) e foi declarada morte nesta segunda-feira (06) às 12h40min. A família não autorizou a doação de seus órgãos.

Jacilene Farias foi oficialmente declarada sem vida às 12h40min desta segunda-feira (06) após constatação de morte cerebral ainda no domingo

A dificuldade da reunião dos familiares se deu porque uma parte era contra o desligamento das máquinas que a mantinham parcialmente viva, e outra parte, inconformada, era contra. “Foi terrível essa tomada de decisão’, disse, chorando, um dos irmãos da vítima, Jean Farias, de 38 anos, ao ContilNet.
Jacilene Farias, divorciada e atendente de enfermagem numa clínica médica particular de Rio Branco, foi baleada na cabeça durante uma festa na noite do último sábado (4) numa chácara localizada no antigo Top-15, na Vila Acre, nos arredores da Capital. Ela estava na festa em companhia de um namorado recente, de nome Sérgio, e havia saído para a porta de entrada do local em busca de comprar algo para comer. Foi quando os bandidos – dois homens, em uma moto – pararam na frente do local e começaram a atirar. A vendedora ambulante, que estava próxima a Jacilene, foi alveja da com um tiro sem maior gravidade.
“Minha irmã perdeu massa encefálica e dificilmente sobreviveria”, disse Jean Farias, que junto com a família agora está providenciando o velório e o enterro da irmã, que era atendeente num consultório médico de Rio Branco.
A família e os amigos já têm informações de que os homens que chegaram atirando pertencem à facção do Comando Vermelho e cometeram o crime como forma de avisar a facção rival, o Comando dos 13, de que ali quem manda são eles. O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e já há informações capazes de levar à identidade dos assassinos. Marcela Morais, que era sobrinha do namorado de Jacilene, continua internada no Huerb, e não corre risco de morrer. O depoimento dela já foi colhido, e deve ajudar os investigadores a solucionar este assassinato.
“Até quando esse drama vai acontecer ás famílias acreanas?”, indagou Jean, visivelmente desesperado. “Apelamos ao nosso governador, ao vice-governador que se diz tão preocupado com a segurança e ao secretário da área para que nos devolvam a alegria de viver no Acre, porque do jeito que está não vale à pena nem se dizer que somos acreanos, quando mais viver aqui”, disse.

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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