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Falta de transporte escolar na Ponta do Abunã é a causa do fechamento de BR-364
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O Acre e sua população devem pagar o pato por um um protesto a ser deflagrado a partir da manhã desta segunda-feira (08) na chamada “Ponta do Abunã”, na divisa entre o Acre e o estado de Rondônia, na localidade conhecida como Extrema. Lideranças de pais e alunos de escolas públicas daquele estado devem fechar a BR-364 a altura da localidade, impedindo o trânsito de veículos nos dois sentidos.
Isso significa que o Acre, totalmente dependente da ligação rodoviária com o restante do país, deve ficar isolado enquanto durar o protesto, cuja data final não foi informada pelos organizadores da manifestação. A Polícia Rodoviária Federal informou que está monitorando informações sobre o protesto e que deve intermediar em busca de uma solução que cause o menor transtorno possível.
O protesto é contra o Governo de Rondônia pela falta de transporte escolar rural para a comunidade local. Os dirigentes do movimento informaram que vão deflagrar o fechamento da rodovia a partir de duas assembleias, uma audiência pública e duas reunião com as comunidades prejudicadas pela falta do transporte escolar rural, sem que providências sejam tomadas.
No último final de semana, foi formada uma comissão com motoristas, mecânicos e outros profissionais da área para que haja fiscalização nos veículos enviados para o transporte escolar na região conhecida como Ponta do Abunã. De acordo com membros da comissão, os veículos que não estiverem em perfeitas condições serão retidos pela comissão e entregues à Polícia Rodoviária Federal. Vão ser examinados até a data de validade dos extintores de incêndios e a documentação dos veículos.
Os líderes do movimento emitiram uma nota de esclarecimento sobre as razões do movimento. Representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Porto Velho, um dos articuladores do fechamento da estrada, denunciaram que falta de transporte escolar, prometida pelo governo rondoniense, não foi resolvida. “Essa pendenga vem se arrastando há anos e é a causa das preocupações que envolve a todos nós referente ao ano letivo dos nossos Alunos na Ponta do Abuna”, diz a nota. “Pedimos a compreensão dos professores, diretores e representantes regional da rede de ensino público da Ponta do Abunã, a esses sugerimos que respeitem a vontade dos pais de alunos de interditarem as escolas e a BR 364 até chegar os ônibus escolar para toda a rede de Ensino na Região”, acrescentou.
Além da estrada, escolas ao longo da BR 364 também serão. “Só vamos sair depois que o Prefeito de Porto Velho, Câmara de Vereadores, Assembleia Legislativa e o Governo do Estado de Rondônia, venham resolver de vez esta situação”, advertem os manifestantes.
Lideranças da região de Extrema decidiram deflagrar o movimento contra o governo de Rondônia e deve sobrar para o Acre
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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Ações de projeto da Ufac previnem violência sexual contra crianças — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026O projeto de extensão Infância Segura: Prevenção à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, da Ufac, realizado na Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Flaviano Flavio Batista, marcou oficialmente a realização de suas ações no local com a solenidade de descerramento de uma placa-selo, ocorrida na sexta-feira, 6.
O objetivo do projeto é promover a proteção integral da infância por meio de ações educativas, formativas e preventivas junto a escolas, famílias e comunidades. O evento contou com a presença do pró-reitor de Extensão e Cultura em exercício, Francisco Gilvan Martins do Nascimento, professores da escola e uma manhã de recreação com os estudantes.
Entre setembro e dezembro de 2024, o projeto, coordenado pela professora Alcione Maria Groff, desenvolveu sua experiência-piloto na escola, com resultados positivos. A partir disso, recebeu apoio do senador Sérgio Peteção (PSD-AC), que abraçou a causa e garantiu recursos para que mais cinco escolas de Rio Branco sejam contempladas com ações do Infância Segura.
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