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Falta de médicos pode causar colapso na saúde e dezenas de mortes no Acre
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7 anos atrásem
O Hospital Geral de Feijó (HGF) e a Maternidade de Feijó podem entrar em colapso, resultando em mortes de pacientes. O motivo é a falta de médicos para atender as duas unidades em pleno estado de emergência decretado pela prefeitura de Feijó em virtude de uma epidemia de dengue.
A possibilidade de mais óbitos por falta de profissionais também ameaça o funcionamento do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) e Maternidade Bárbara Heliodora (MBH), Hospital da Criança e a Maternidade de Cruzeiro do Sul.
Em Feijó, as unidades de saúde podem ter que dividir a atenção de apenas um médico de plantão que será obrigado a correr do Pronto Socorro (PS) ou do setor de internação do HFG para a maternidade, sendo forçado a escolher quais pessoas que precisam de atendimento, podendo agravar o estado de saúde de outros cidadãos.
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“A situação é gravíssima e pode resultar em interdição ética, porque um médico sozinho não pode ser responsável por um parto. No PS, o médico também precisa do apoio de um anestesista. Se ele passar mal, não há quem assuma a cirurgia ou o parto por falta de um médico assistente. É um verdadeiro caos porque os gestores da Secretaria de Saúde viraram as costas para as necessidades de planejamento, manutenção de contratos e a realização de novas contratações”, protestou o presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC), Ribamar Costa.
Em Rio Branco, as demissões ameaçam o atendimento das grávidas que precisarão esperar que um único médico de plantão possa atender a todos os casos. Se uma criança nascer de forma prematura ou necessitar de apoio de pediatras, apenas um médico deverá escolher qual bebê deverá receber atendimento. A situação poderá ficar ainda mais grave, porque existem 14 leitos na UTI neonatal e quase sempre estão lotadas.
O Huerb, local em que também existem constantes denúncias por falta de médicos, poderá contar com poucos profissionais, chegando a existir apenas dois anestesistas nos finais de semana, quando a procura por atendimento é redobrada, podendo resultar em mortes. Atualmente, existe uma superlotação da área crítica, em que pacientes estão sendo obrigados a esperar cerca de dez horas por atendimento. Essa espera deveria ocorrer em macas, mas a falta delas obrigam os servidores a colocar as pessoas em cadeiras de plástico e os acompanhantes forçados a ficar segurando o soro por falta de suporte. Das 30 vagas no setor, na quinta-feira (1º), existiam 47 pacientes, além dos acompanhantes, tornando o ambiente propício para a circulação de bactérias e vírus.
“A situação é desesperadora, porque seriam necessários quatro anestesistas no Huerb, além de obstetras e pediatras na MBH, mas a Sesacre vem tratando o caso com ironia ao chamar de ‘Fake News’ os problemas denunciados pelo Sindmed e pela população. Esses gestores deveriam ser processados”, protestou o sindicalista.
No Huerb, os carrinhos de anestesias são da década de 1980, não possuem regulação para o exato peso e idade dos pacientes, prejudicando a operação em crianças e adultos obesos. Ainda há o relato da falta de anestésicos e agulhas para a realização das cirurgias.
Cruzeiro do Sul afetado
A falta de médicos na Maternidade de Cruzeiro do Sul obriga a MBH a fornecer profissionais, mas a falta de especialistas em Rio Branco poderá causar um buraco na escala ainda maior na unidade que fica na segunda maior cidade do Acre.
“Todos os casos estão sendo registrados. Estamos realizando visitas, registrando todos os problemas e encaminhando os casos para o Ministério Público Estadual e para o Conselho Regional de Medicina”, finalizou Ribamar Costa.
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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre
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6 horas atrásem
30 de abril de 2026O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.
O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.
A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.
“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.
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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
23 de abril de 2026O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.
A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.
Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.
Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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2 semanas atrásem
16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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