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Em Tarauacá, Promotora da Justiça Eleitoral opina contra extinção de urna instalada em zona rural

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O autor da ação pede o remanejamento da seção eleitoral instalada dentro de uma localidade rural. Segundo o autor, durante vários e vários anos, a urna vem servindo de meio de barganha eleitoral, cujas lideranças locais negociam os votos da comunidade. O autor juntou um conjunto farto de provas que demonstram as possíveis fraudes praticadas nas eleições de anos anteriores.

Nesse sentido, o autor da ação pede o remanejamento da seção eleitoral (localizada em comunidade rural) para dentro do perímetro urbano, para fins de evitar fraudes durante o pleito eleitoral de 2020. Ele  afirma que “há anos são praticadas várias condutas questionáveis por parte das lideranças locais durante o pleito eleitoral“.

Nesta segunda-feira, 16, a magistrada eleitoral de Tarauacá, Excelentíssima Juíza Joelma Rodrigues Nogueira determinou que a Promotora Eleitoral Dra. Manuela Canuto de Santana Farhat emitisse parecer no prazo de cinco dias. 

No mesmo dia, a Promotora Eleitoral emitiu parecer opinando contrária ao remanejamento da seção, ou seja, para manter a seção eleitoral dentro da comunidade rural, mesmo diante dos possíveis ilícitos eleitorais praticados em anos anteriores, conforme afirma o autor.

“[…] Noutro espeque, consigna-se, por fim, que o petitório foi apresentado em ano eleitoral, período no qual, conquanto inexista vedação legal para implementação de rezoneamento, é consabido que é deveras tumultuado, com um calendário exíguo implantado pela Justiça Eleitoral, e uma alteração dessa envergadura geraria diversos transtornos aos eleitores da localidade. […] Ante o exposto, o Ministério Público Eleitoral opina pelo indeferimento do pedido (…), sem prejuízo de o mesmo ser analisado por equipe técnica do Tribunal Regional Eleitoral do Acre, em momento eleitoral diverso“, afirmou a promotora. 

À reportagem, o advogado do autor afirmou que “as evidências das possíveis ilicitudes que ocorrem dentro da comunidade rural em períodos eleitorais são incontroversas, causa-nos estranheza o Ministério Público Eleitoral de Tarauacá opinar desfavorável, sem ao menos requerer dados ou cotejar analiticamente estatísticas de pleitos anteriores. Foi um parecer veloz, até precipitado esse do MP. O tema será pleiteado junto ao Egrégio Tribunal Regional Eleitoral“, afirmou o advogado. 

O processo aguarda decisão do Juízo Eleitoral de Tarauacá. 

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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