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Em Rio Branco, Restaurante Popular completa 10 anos de atividade

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Equipamento integra política de segurança alimentar que alcança trabalhadores, idosos e crianças.

Moradora do bairro Aeroporto Velho, Socorro Miranda é mãe de dois filhos. Aos 71 anos, esbanjando saúde, lucidez, e em plena atividade profissional, Socorro é frequentadora assídua do Restaurante Popular de Rio Branco. “Moro com meus dois filhos, mas como trabalho aqui perto, prefiro vir almoçar aqui, onde o almoço é muito bom e barato. Eu almoço e já volto por trabalho”.
O Restaurante Popular José Marques de Souza (Matias) integra a Rede de Segurança Alimentar e Nutricional implantada pelo município de Rio Branco há 10 anos, resultado da parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social. O principal objetivo é garantir o direito a uma refeição de qualidade ao preço de R$ 2,50 (Dois Reais e cinquenta centavos).
A alimentação balanceada inclui arroz, feijão, carnes, guarnição, salada, sobremesa e suco, numa combinação de 1800 calorias por prato. Grande parte dos produtos é adquirida de produtores locais e hortas comunitárias. “Ao longo desses dez anos, sempre tivemos o cuidado de elaborar um cardápio que atenda a necessidade nutricional de nossos clientes, elaborar um alimentação saudável e saborosa, e o que é melhor, a um preço bem acessível ”, informa a nutricionista Cláudia Sena.
Os frequentadores mais assíduos do Restaurante Popular são idosos, trabalhadores “Aqui vem pessoas de toda a cidade. Principalmente idosos, pessoas com quadro de desnutrição “, informa a secretária de municipal de Assistência Social, Dôra Araújo ao destacar que a unidade é aberta a todos, atendendo todas as classes sociais.
Na avaliação do empresário Janildo Moura, “o Restaurante Popular è muito bom para a população e deveria se estender a todos os demais bairros”, diz o empresário, apreciador de feijoada que, sempre que pode, almoça no Restaurante Popular.
Subsídio
Parte de uma política de segurança alimentar que, além do Restaurante Popular, integra o Banco de Alimentos, hortas comunitárias e todo um conjunto de ações da coordenadoria Municipal do Trabalho e Ação Solidária (COMTES), o equipamento é mantido com recursos próprios da Prefeitura. “O custo total da alimentação, com sete preparações, é de R$ 11,40 (Onze Reais e quarenta centavos). A Prefeitura subsidia R$ 8,90 (Oito Reais e noventa centavos. O usuário arca com o valor simbólico de R$ 2,50 (Dois reais e cinquenta centavos).
“A implantação e manutenção do equipamento é resultado de uma grande esforço da gestão. Mas o investimento vale o benefício de ter famílias melhor alimentadas, crianças bem nutridas – muitos almoçam aqui e têm alimentação reforçada na escola- e menos pessoas nas unidades de saúde”, destaca a Prefeita Socorro Neri, ao se referir ao impacto da ação no resultado das políticas sociais do Município.
Espaço para aprendizagem
Na data em que o município comemora 10 anos de inauguração o Restaurante Popular foi o espaço escolhido para divulgação dos trabalho produzidos pelos alunos do curso de Nutrição da Universidade Federal do Acre. Por meio da parceria com a instituição de ensino superior, o equipamento funciona como laboratório para realização de pesquisas e estágio. “Nessa oportunidade trazemos aqui o resultado estudo sobre o trabalho e biografia do nutrólogo José de Castro que estuda a questão da fome, e tem relação com a política de segurança alimentar que trata o Restaurante Popular. A gente conta muito com esse local como um espaço para vivências e práticas”, explica a professora do curso de Nutrição da UFAC, Eline Messias.
“A gente descobriu a importância de uma unidade como essa para adquirir conhecimento para nossa formação profissional, conhecer melhor a proposta nutricional para usuários de uma unidade como essa, por exemplo”, destaca a estudante do 4º período de Nutrição da UFAC, Isadora Batista, uma das alunas que também acompanha o estudo da situação nutricional dos clientes do Restaurante Popular.
Reforma
Inaugurado durante a gestão do ex-prefeito Raimundo Angelim, o Restaurante Popular foi reformado na gestão do então prefeito, Marcus Alexandre. A reforma promoveu intervenções importantes que resultaram num ambiente maior, mais confortável e iluminado.
O Restaurante Popular Funciona de segunda a sexta-feira, exceto feriados, no horário das 10h30 às 14h. Por Assessoria. Fotos Assis Lima/DECOM

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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