ACRE
Justiça do Acre bloqueia R$ 9.245,54 da Igreja Mundial, de Valdemiro Lopes
PUBLICADO
8 anos atrásem
A Igreja Mundial do Poder de Deus é liderada nacionalmente pelo apóstolo Valdemiro Lopes, e no Acre tem vínculo com a ex-deputada Antônia Lúcia Câmara.
Entenda o caso:
Segundo o processo nº. 0604953-45.2017.8.01.0070, protocolado em 21/09/2017, que tramita perante o 2º Juizado Especial Cível de Rio Branco, o qual não tramita em segredo de justiça, tendo acesso liberado ao público em geral, podendo ser acessado por qualquer cidadão, através do site http://esaj.tjac.jus.br/cpopg/open.do, ou https://www.tjac.jus.br/, a reclamante Sra. F. A. da S. processou a Igreja Mundial do Poder de Deus, com uma AÇÃO DE EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL, em decorrência de locação de um imóvel, cujas taxas de IPTUs não foram pagas pela igreja, totalizando um débito de R$ 8.613,39.
Ao término do contrato de locação, a igreja devolveu o imóvel à proprietária-locadora, porém, não pagou o débito de IPTU junto a Prefeitura do Município de Rio Branco, Acre.
A Reportagem do Acre.com.br apurou que em “07 de Junho de 2016, a proprietária do imóvel e a igreja celebraram uma renovação de Contrato de locação de imóvel comercial, haja vista que a relação contratual existia desde 2014″ – afirmou a proprietária do imóvel.
Afirmou ainda que a igreja “desocupou o imóvel em 07 de Junho de 2017, deixando débitos de IPTU, como rege o Parágrafo Quarto, do referido contrato, de responsabilidade do Locatário (…) . Assim, o débito da Igreja totaliza R$ 8.613,39 (oito mil reais, seiscentos e treze reais e trinta e nove centavos)”.
A Reportagem do Acre.com.br apurou ainda que a autora, proprietária do imóvel locado à igreja, disse que “Embora a Exequente tenha buscado, por diversas vezes, a composição amigável com o Executado, suas tentativas resultaram infrutíferas, ainda, o Executado buscou junto a Prefeitura do Município de Rio Branco, parcelamento do débito, algumas parcelas pagas em anexo, que descumpriu gerando mais juros e multa encarecendo ainda mais o débito”.
O Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito Doutor Marcos Thadeu, titular do 2º Jecível, determinou o bloqueio de R$ 9.245,54 (nove mil, duzentos e quarenta e cinco reais, cinquenta e quatro centavos), via BACENJUD.
A Igreja Mundial do Poder de Deus, cuja sede fica na Travessa Guaporé, no Centro de Rio Branco, não contestou a ação de execução, em gesto simbólico de “assim seja” ou “amém”; e no dia 20/04/2018, em audiência de conciliação, a igreja aceitou o desbloqueio do dinheiro bloqueado pela Justiça, e o consequente pagamento à autora do processo, proprietária do imóvel locado à igreja.
A Reportagem do Acre.com.br apurou que o valor de R$ 9.245,54 refere-se à inadimplência atualizada de IPTUs não pagos junto a Prefeitura de Rio Branco, no período em que a igreja locou o imóvel.
O processo ainda tramita perante o 2º Juizado Especial Cível de Rio Branco.
A Redação do Acre.com.br verificou que, no Acre, a Igreja Mundial do Poder de Deus é representada pela Sra. Katiana Bispo Rodrigues e Cassiomar Camilo Menezes (Bispo Evangélico), os quais atuam em nome de Mateus Machado de Oliveira (Diretor Presidente) e Roberto Santana da Silva (Vice-Presidente). Entretanto, é público em todo Brasil, que o fundador da igreja é o polêmico Sr. Valdemiro Lopes.
Relacionado
ACRE
Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
10 horas atrásem
26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
Relacionado
ACRE
Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
Relacionado
ACRE
Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.