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ELEIÇÕES 2018

Em carta, Lula oficializa troca no PT e pede que votem em Haddad

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Desafio da campanha petista é conquistar espólio do ex-presidente; foco inicial será eleitorado que migrou para Ciro.

Fernando Haddad (PT) realiza discurso na Vigila Lula Livre em frente à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Ele foi anunciado oficialmente como candidato do PT à Presidência, tendo Manuela D'Ávila (PC do B) como vice
Fernando Haddad (PT) realiza discurso na Vigíla Lula Livre em frente à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Ele foi anunciado oficialmente como candidato do PT à Presidência, tendo Manuela D’Ávila (PC do B) como vice – Heuler Andrey/Folhapress
De dentro de sua cela em Curitiba, onde está preso há 159 dias, Luiz Inácio Lula da Silva autorizou que Fernando Haddad fosse oficializado nesta terça-feira (11) o candidato do PT ao Planalto.

Em mensagem à militância lida em ato em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba, Lula deu seu recado mais explícito ao afilhado político.

“Quero pedir, de coração, a todos os que votariam em mim, que votem no companheiro Fernando Haddad para presidente da República”, escreveu. “De hoje em diante, Haddad será Lula para milhões de brasileiros”, disse o petista, em carta lida por Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado e fundador do PT.

Lula usou a mensagem, novamente intitulada “Carta ao Povo Brasileiro”, como a que marcou sua campanha de 2002, para dizer que é vítima de um processo injusto e que vai voltar para “estar junto com Haddad e fazer o governo da esperança”.

Em seguida, Haddad, chancelado pela executiva nacional do PT, fez seu pronunciamento de menos de dez minutos.

Ladeado por integrantes da cúpula petista, que haviam chancelado sua candidatura em reunião mais cedo, na capital paranaense, o agora candidato afirmou que sentia a dor “daqueles que não vão poder votar em quem queriam que subisse a rampa do Planalto”.

Pediu o apoio da militância para a “tarefa monumental” que se abriu diante dele.

Com a renúncia do ex-presidente à candidatura, a chapa do PT, agora formada por Haddad e Manuela D’Ávila (PC do B), sairá em marcha com o desafio de, em menos de um mês, herdar o espólio de Lula —que registrava 39% nas pesquisas de intenção de voto.

Segundo dirigentes petistas, Haddad, de saída, centrará esforços na conquista do eleitorado lulista que, sem definição sobre a candidatura, migrou para outros candidatos de esquerda, e se instalou principalmente na órbita de Ciro Gomes (PDT).

Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda (10) mostrou Haddad e Ciro tecnicamente empatados em segundo, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), com 9% e 13%, respectivamente.

O pedetista, por sua vez, ganhou seis pontos no Nordeste, reduto eleitoral mais fiel de Lula, e chegou a 20% na região. Haddad cresceu oito pontos, mas ainda fica em 13%.

A cúpula da campanha avalia que, agora oficializado, Haddad sofrerá ataques de adversários como Ciro e Geraldo Alckmin (PSDB), que tentarão conter um possível crescimento do petista.

Os dirigentes do PT, porém, acreditam que, ao informar o eleitor de que é o indicado de Lula, Haddad crescerá “naturalmente” entre os apoiadores cativos do ex-presidente.

Pesquisas internas feitas pela sigla mostram que o eleitorado lulista se divide em três: os que não votam em ninguém com a saída do ex-presidente da disputa, os que votam em um indicado por ele sem ressalvas e os que votam em seu herdeiro, mas querem conhecê-lo melhor antes.

A 26 dias do primeiro turno, a transmutação de Lula para Haddad será cercada do apelo ao “vote 13”, número do PT, para tentar driblar o desconhecimento do ex-prefeito de SP em regiões como o Nordeste.

Haddad também terá que lidar com grupos do próprio PT que foram resistentes à escolha dele para substituir Lula —embora tenha havido discurso de unidade e pacificação após as disputas internas.

A presidente da sigla, Gleisi Hoffmann (PR), e alguns de seus aliados insistiam em adiar a troca da candidatura de Lula até o limite —a Justiça Eleitoral fixou o prazo de 11 de setembro, mas o partido tentou prorrogá-lo ainda mais com recurso no STF (Supremo Tribunal Federal).

Haddad, que temia não ter tempo suficiente para conseguir a transferência de votos do padrinho político em tão pouco tempo, acompanhou diretamente a elaboração da estratégia pelo partido.

Na segunda (10), cancelou presença em evento em São Paulo para evitar sua aclamação como candidato, seguindo o roteiro de Lula de fazer o anúncio em Curitiba.

O ex-presidente pediu sugestão de seus principais auxiliares, por carta, sobre como a troca deveria ser feita.

Nesta terça, com a decisão do ministro do STF Celso de Mello, que negou liminar para suspender a decisão da Justiça Eleitoral, Lula colocou o plano em marcha. Reuniu-se por horas com Haddad e advogados e orientou o até então vice sobre o pronunciamento que deveria fazer. Por Marina Dias. Folha SP.

ACRE

DEPUTADO JOSA DA FARMÁCIA TEM MANDATO CASSADO POR COMPRA DE VOTOS

Folha do Acre, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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O deputado estadual pelo Podemos do Acre, Josa da Farmácia, teve o seu mandato cassado por decisão da Justiça Eleitoral. Josa foi reeleito na última eleição com 6.412 votos.

O Tribunal Regional Eleitoral decidiu cassar o mandato do deputado por 4 votos a 2 dos desenbargadores.

Josa da Farmácia é acusado de comprar de votos na eleição de 2018.

Apesar de votarem pela cassação, o TRE do Acre decidiu que não irá fastar o deputado imediatamente, dando assim, prazo para que Josa se defenda das acusações ainda no cargo de deputado.

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ELEIÇÕES 2018

Trabalho de Moro me ajudou a crescer politicamente, diz Bolsonaro

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Indicação de juiz é criticada por petistas, que veem politização da Justiça.

Em entrevista a alguns veículos de imprensa, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) elogiou o trabalho de Sergio Moro como juiz ao falar de sua nomeação como Ministro da Justiça.

“O trabalho dele muito bem feito. Em função do combate à corrupção, da Operação Lava Jato, as questões do mensalão, entre outros, me ajudou a crescer politicamente falando”, disse Bolsonaro.

Moro foi quem assinou a ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e decisões causaram polêmica como a divulgação da conversa do petista com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e da delação de Antonio Palocci pouco antes da eleição.

“Se eles estão reclamando, é porque fiz a coisa certa”, disse o presidente eleito.

Segundo ele, o economista Paulo Guedes, que assumirá a Fazenda, foi quem fez a ponte com Moro. Bolsonaro afirmou desconhecer em qual momento a sondagem teria sido feita.

“Mas isso daí não tem nada a ver. Se foi umas semanas, um dia antes da eleição, não tem nada  a ver”, disse.

Segundo seu vice, Hamilton Mourão, o convite ocorreu ainda durante a campanha, o que suscitou críticas, por sugerir que a atuação do magistrado tenha sido pautada pela disputa eleitoral.

“Ah, não sei, não sei. Tenho pouco contato com o Mourão, estou aprofundando o contato agora com ele”, respondeu o presidente eleito.

Bolsonaro afirmou ter concordado em dar autonomia a Moro para nomear e conduzir as atividades da pasta. Ele não detalhou como ocorrerá a ampliação do Ministério da Justiça em seu governo. Confirmou a incorporação da pasta de Segurança Pública.

“Uma parte do Coaf [estará] lá também, porque ele [Moro] tem que ter informações. A CGU não iria para lá dessa forma aqui, carece de estudo. Temos que ver se não estamos incorrendo em nenhuma inconstitucionalidade”, disse. 

“Mas parcelas desses órgãos a gente vai ter dentro da Justica para que possa trabalhar com velocidade que essa questão merece.”

Para o presidente eleito, a violência cresce “via crime organizado” e “o caminho para combater isso é seguir o dinheiro e você tem que ter meios para tal. O Ministério da Justiça daria todos os meios para Sergio Moro perseguir esse objetivo”.

Bolsonaro afirmou que não acertou um prazo de trabalho para o juiz no governo ou para vir a indicá-lo ao Supremo Tribunal Federal. 

“Não ficou combinado, mas o coração meu lá na frente… ele tendo um bom sucessor, isso está aberto para ele”, disse.

“A decisão dele é difícil, vai abrir mão da carreira, tem 22 anos de serviço, para enfrentar um desafio. Chamo ele de soldado, que está indo para a guerra sem medo de morrer. Vai ter muito mais poderes do que estando à frente da Vara da Justiça Federal em Curitiba

Bolsonaro disse que se um membro de seu governo for investigado ou denunciado, “vai pro pau, pô. Não tem essa história, não. Quem for por ventura denunciado, vai responder”.

​O presidente eleito foi questionado sobre a sua relação com a imprensa e o motivo de ter dado a entrevista apenas para emissoras de televisão, sem incluir jornais.

“A imprensa está muito diversificada, eu cheguei aqui graças às mídias sociais. Quem vai fazer a seleção de qual imprensa vai sobreviver ou não é a própria população”, respondeu. “A imprensa que não entrega a verdade vai ficar para trás.”

Segundo ele, a exclusão de veículos se deu por conta de “espaço físico, não mandei restringir ninguém, não”.

Folha SP

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