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Dois meses depois de açaí contaminado no Acre, Saúde ainda não entregou 218 exames
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7 anos atrásem
População foi convocada a fazer exames para doença de chagas depois que Saúde atestou contaminação no açaí vendido no Mercado Elias Mansour, em Rio Branco. Mais de 4 mil pessoas fizeram o exame.
Dos 4.150 consumidores que fizeram exames, 3.934 deram negativo e mais de 200 ainda aguardam análise — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Já se passaram dois meses e a Secretaria de Saúde de Rio Branco ainda não divulgou os resultados dos mais de 200 exames feitos para diagnosticar doença de chagas nos consumidores do Mercado Elias Mansour.
Segundo o secretário Oteniel Almeida, a previsão é de que, até esta sexta-feira (5), sejam apresentados os dados.
“As nossas equipes agora estão tabulando as informações para amanhã, na sexta [5], divulgar o boletim sobre isso. Em torno de 218 restavam para essa avaliação e precisaram passar por uma avaliação mais criteriosa do laboratório”, afirmou o secretário.
A Saúde anunciou a contaminação no açaí vendido no Mercado Elias Mansour, em Rio Branco, e convocou a população para fazer exame no Centro de Apoio e Diagnóstico (CAD), ao lado Laboratório de Saúde do Estado (Lacen).
Os exames começaram a ser feitos no último dia 4 de fevereiro e se estenderam até o dia 18 de fevereiro. O anúncio de contaminação no açaí vendido no mercado afetou produtores e chegou a fechar pontos de vendasna capital acreana.
Ao todo foram feitos 4.150 exames na população que consumiu o açaí do mercado de Rio Branco entre novembro do ano passado e janeiro deste ano. Desses, 3.934 deram negativos e os demais ainda estão em análise.
Anúncio de contaminação
A Secretaria de Saúde de Rio Branco convocou, no dia 1º de fevereiro, a população de Rio Branco, que tomou açaí dos fornecedores do Mercado Elias Mansour, para fazer o exame de diagnóstico para doença de chagas.
A convocação ocorreu após fiscalização nos boxes do mercado, onde as amostras do local deram positivas para a doença.
A prefeitura de Rio Branco, através Vigilância Sanitária, fez inspeção, no final do ano nos mercados Elias Mansour, do Quinze, Ceasa e pontos de comércio popular do Manoel Julião. Nestes pontos foram levantadas as amostras do açaí e foi identificado qual a procedência do processamento.
As amostras foram satisfatórias na maioria dos estabelecimentos, com exceção dos pontos de vendas do mercado Elias Mansour, que fica na área central da cidade. Então, quem tomou açaí desse local entre novembro do ano passado e janeiro desse ano, precisou fazer os exames.
Decreto regulamenta produção
Após contaminação, a Prefeitura de Rio Branco assinou um decreto que regulamenta a produção do açaívendido na capital acreana. O documento foi assinado nesta quarta-feira (13), pela prefeita Socorro Neri e representantes do Ministério Público do Acre (MP-AC), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e vereadores.
O responsável pela Secretaria municipal de agricultura familiar e desenvolvimento econômico (Safra), secretário Elyson Ferreira, falou que o decreto estipula alguns pontos de higiene desde a colheita até o processamento em vinho.
“Estipula que os produtores devem se cadastrar e se certificar para que possam, através das instituições responsáveis dos estabelecimentos, trabalhar com mais segurança”, explicou o secretário da Secretaria municipal de agricultura familiar e desenvolvimento econômico (Safra), Elyson Ferreira.
Ainda segundo Ferreira, os batedores – pessoal responsável por transformar o caroço na bebida – vão ser submetidos a um curso com técnicas de higienização e boas práticas para evitar que passe alguma fruta contaminada no processo.
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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