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“Discórdia” entre delegados pode por fim à Secretaria da Polícia Civil, diz Gladson Cameli
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7 anos atrásem
O governador Gladson Cameli confirmou que tem interesse em retirar o status de secretaria da Polícia Civil do Acre, passando a instituição a ser apenas um Departamento da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira, dia 1º.
O boato de que a secretaria viraria apenas um departamento do setor de Segurança não agradou a classe, que procurou os deputados estaduais na manhã desta segunda. De lá, saíram para a Casa Civil, onde pretendem conversar com o governador acreano. Cameli se disse aberto ao diálogo.
“Vou debater. Agora, o que eu quero que eles me provem é que vão trabalhar unidos. O que eu não vou admitir, o que eu não vou aceitar é que essa situação continue. Estou pronto a ouvir e para volta atrás, sem nenhum problema”, pontuou Gladson Cameli.
Ainda segundo o governador, o secretário da pasta, Rêmulo Diniz, tem tido dificuldade para trabalhar. “Eu não posso ter um secretário que tem problemas com a equipe por problemas internos. Agora, se permanecerem com essa discórdia, nós vamos, sim, acabar com essa secretaria de Polícia Civil”, ameaçou o governador.
Cameli deve enviar a proposta de minirreforma administrativa à Assembleia Legislativa na próxima semana. O governador já teria solicitado à Procuradoria-Geral do Estado a preparação da proposta legislativa de alteração da legislação atual sobre a instituição.
No domingo, dia 31, o secretário Rêmulo Diniz retrucou a informação, alertando que isso seria apenas um boato, e que o governo não faria isso porque estaria caminhando contra a Polícia Nacional de Segurança Pública desenvolvida em território nacional.
Extinção da SEPC pode causar intervenção política
Os delegados de Polícia Civil do Acre reagiram mal à decisão do governador Gladson Cameli de por fim à secretaria. Em nota, a Associação dos Delegados (Adepol) alertou que o ato do governante pode causar problemas maiores, incluindo a “ingerência política” nas ações policiais.
“Qualquer ato atentatório à autonomia e imparcialidade da Polícia Civil é um enorme retrocesso, e a possibilidade de extinção da SEPC vai na contramão de todos os movimentos nacionais de combate a corrupção e independência das Polícias Judiciárias., já adotados em vários Estados, que se inspiraram no modelo acreano”, escreveu a associação, em nota.
Os delegados destacaram que “as dificuldades enfrentadas na Segurança Pública, que vem sofrendo com o descaso governamental há anos, não se resolvem diminuindo a autonomia administrativa da Polícia Civil, ou subordinando-a a uma Secretaria política”, e destacou a importância do diálogo com o Palácio Rio Branco.
Sobre o assunto, o governador Gladson Cameli se disse aberto a conversar, mas que as “discórdias” dentro da instituição estão causando o problema. “Vou debater. Agora, o que eu quero que eles me provem é que vão trabalhar unidos. O que eu não vou admitir, o que eu não vou aceitar é que essa situação continue. Estou pronto a ouvir e para volta atrás, sem nenhum problema”, pontuou Gladson Cameli.
Ainda segundo o governador, o secretário da pasta, Rêmulo Diniz, tem tido dificuldade para trabalhar. “Eu não posso ter um secretário que tem problemas com a equipe por problemas internos. Agora, se permanecerem com essa discórdia, nós vamos, sim, acabar com essa secretaria de Polícia Civil”, ameaçou o governador.
Cameli deve enviar a proposta de minirreforma administrativa à Assembleia Legislativa na próxima semana. O governador já teria solicitado à Procuradoria-Geral do Estado a preparação da proposta legislativa de alteração da legislação atual sobre a instituição.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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3 dias atrásem
6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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