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Comissão de deputados visita presídio Francisco d’Oliveira Conde
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8 anos atrásem

Comissão de Serviço Público da Aleac volta ao presídio Francisco d’Oliveira Conde
Após receberem denúncias da Associação dos Agentes Penitenciários do Acre, em abril deste ano, os deputados que integram a Comissão de Serviço Público da Aleac realizaram uma visita à unidade penitenciária Francisco d’Oliveira Conde. Na ocasião, os parlamentares Eber Machado (PDT) – presidente da Comissão, Doutora Juliana (PRB) e Luiz Gonzaga (PSDB) constataram as péssimas condições de trabalho dos agentes e a precariedade da estrutura do complexo prisional na capital.
Na última terça-feira (15), deputados da Comissão de Serviço Público retornaram ao presídio, desta vez acompanhados do Secretário de Segurança Pública, Vanderlei Thomas; do coordenador do núcleo criminal da Defensoria Pública do Estado do Acre, Cássio Tavares; do diretor do Instituto de Administração Penitenciária do Acre, Aberson Carvalho; e do gerente do Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador, Rossy da Silva; para confirmar se as reivindicações feitas pelos agentes no mês passado foram atendidas pelos gestores do Iapen. Durante as andanças pelo local, eles puderam constatar que as solicitações aos poucos estão sendo acatadas.
“Fiquei satisfeito com o que vi. Estão construindo alojamentos novos para os agentes, eles não vão mais ficar naquelas condições precárias que encontramos. Também estão construindo a parte do parlatório, local onde vão ser realizadas as audiências com os advogados. Outra boa notícia é que em 35 dias serão entregues as novas unidades com dormitórios, pois o que eles estão utilizando não tem estrutura alguma”, informou o presidente da comissão, Eber Machado.
O parlamentar confirmou ainda a construção de novas unidades para abrigar detentos. “Vão construir novas unidades para abrigar mais detentos, uma das alas já está sendo concluída. Aproveitamos para também reforçar as reivindicações feitas pelos funcionários da área administrativa do presídio, os servidores sofrem com a falta de material como cadeiras, papel, sem falar no serviço de internet que é muito lento e dificulta o trabalho”, disse.
A deputada Doutora Juliana disse ter ficado satisfeita com as mudanças que estão sendo feitas na unidade penitenciária. “Quando fizemos a primeira visita ficamos assustados com o que vimos. Confirmamos a precariedade do local, das condições de trabalho dos agentes. Através da Comissão de Serviço Público do Poder Legislativo nós conseguimos fazer as reivindicações necessárias para a melhoria do local e aos poucos estamos sendo atendidos. Podemos constatar que mudanças importantes estão sendo feitas para garantir melhores condições para os nossos agentes. Estou feliz”, enfatizou.
Sobre a defasagem do quadro de agentes penitenciários, a Comissão também recebeu boas notícias. “Durante a nossa primeira visita também constatamos que apenas dois agentes ficavam responsáveis para cuidar de 200 presos. Em outro pavilhão, sete agentes para cuidar de 700 presos. A média recomendável é de um agente para cada grupo de 100 reeducandos. A boa notícia é que o Iapen informou que 100 agentes serão contratados para reforçar a segurança no presídio”, comemorou Eber Machado. Por Mircléia Magalhães
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ACRE
Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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22 horas atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário