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Deputado afirma que “Quem manda no transporte público do Estado são os empresários”

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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O 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Eber Machado (PDT), lamentou na sessão desta quarta-feira (6) a aprovação do reajuste da tarifa de ônibus de R$ 3,50 para R$ 4. O aumento foi aprovado pelo Conselho de Transportes de Rio Branco, na última terça-feira (5), em reunião na rodoviária da capital acreana, por 7 votos a favor e 4 contrários. Na bilhetagem eletrônica, a passagem passará a custar R$ 3, 80. Já a tarifa estudantil continua um real.

Pela proposta apresentada há 15 dias, o preço da passagem sairia de R$ 3,50 para R$ 4,03. Porém, após um pedido de readequação da planilha, por causa da redução de 46 centavos no valor do litro do diesel, feito pela prefeita Socorro Neri, a tarifa foi para R$ 4. Para o deputado, que vem lutando contra o aumento desde que o mesmo foi anunciado, o reajuste é injusto e não poderia ter sido aprovado.

“É com muita tristeza que hoje venho a esta tribuna para falar desse aumento. Manaus e Porto Velho, duas capitais industrializadas, nossos vizinhos, não aceitaram o reajuste, mas infelizmente não aconteceu o mesmo no Acre. Mesmo com a queda do óleo diesel o aumento foi aprovado. Isso é um absurdo”, afirmou.

O pedetista seguiu afirmando que quem manda no transporte público do Estado são os empresários. “De hoje em diante a RBTrans deveria se chamar Sindcol, porque hoje infelizmente quem está comandando o transporte público do Acre são os empresários. Ontem, depois desse aumento a RBTrans com certeza cumpriu a missão dela”, complementou.

O deputado questionou ainda a justificativa dos empresários. “Os empresários diziam que o maior vilão do aumento da passagem de ônibus era o elevado preço dos combustíveis, mas se óleo diesel baixou como a passagem aumentou? Não dá para entender”, salientou.

Eber Machado fez um apelo à prefeita de Rio Branco, Socorro Nery. “Acredito de verdade que ela não sancionará essa lei, que ela não compactuará com esse aumento. Com toda admiração e carinho que tenho por você prefeita Socorro eu lhe peço: não aprove esse aumento. Não seja a favor dessa maldade que a RBTrans está fazendo com a população. Se a senhora sancionar esta lei estará validando algo que mais lá na frente será totalmente prejudicial para a sua história. Não faça isso”, pediu o parlamentar.

O deputado frisou ainda que em estados com mais de três milhões de habitantes a passagem estaria custando em média R$ 3 – enquanto em Rio Branco, uma capital com pouco mais de 300 mil habitante e linhas mais curtas vai custar R$ 4. Eber Machado também solicitou que a Mesa Diretora da Aleac indique os membros da CPI dos Transportes Públicos.

“Nós temos que escolher os membros e começar os trabalhos o mais rápido possível. Vamos conduzir essa CPI com muita responsabilidade e cautela. Nós precisamos tirar todas as dúvidas em relação a essas planilhas apresentadas pelas empresas. Com muita responsabilidade, sem abrir mãos dos direitos da população vamos fazer essa análise”, finalizou. Por Mircléia Magalhães.

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Balneários de Brasiléia são fechados por falta de segurança

Ac24horas, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Os balneários Kumarurana e Jarinal, localizados na zona rural do município de Brasiléia, foram fechados no último fim de semana, pelo 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sediado naquele município, por não estarem cumprindo as normas de segurança.

Bastante frequentados pela população da região da fronteira e de outros municípios do estado, os espaços de lazer foram notificados a reabrir somente depois que se adequarem às exigências legais, principalmente contratando o serviço de salva-vidas.

“O local oferece esses banhos e cobram entrada das pessoas. Os municípios de Brasiléia e Epitaciolândia tem esses profissionais devidamente treinados e qualificados que deveriam estar oferecendo segurança aos banhistas”, explicou o sargento Vivian.

A ida do Corpo de Bombeiros aos balneários, com o apoio da Polícia Militar, se deu após denúncia de irregularidades. Nos locais, foi confirmada a falta do Atestado de Funcionamento e os banhistas tiveram que deixar a água por medida de segurança.

Em um dos casos, os militares foram desacatados por um frequentador em visível estado de embriaguez. O homem recebeu voz de prisão foi detido por desacato, sendo levado à delegacia onde foi ouvido e liberado.

Os estabelecimentos poderão responder jurídica e administrativamente caso reabram sem tomar as medidas de segurança exigidas para o seu funcionamento. Entre as possíveis sanções estão multa e perda do alvará de funcionamento.

Com colaboração e fotos do jornalista Alexandre Lima.

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Taxa de ocupação em leitos de UTI para a Covid-19 é de 30% no Acre

Ac24horas, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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A taxa geral de ocupação de leitos de Unidade Tratamento Intensivo (UTI) exclusivos para pacientes com a Covid-19 no Acre está em torno de 30% nesta segunda-feira (14).

Os dados são do Boletim de Assistência ao Enfrentamento da Covid-19, emitido pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O boletim mostra a ocupação de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), por especialidade do leito e por regional.

Segundo dados oficiais, das 126 internações em leitos do SUS, 80 testaram positivo para Covid-19, ou seja, a maioria das pessoas que buscam atendimento médico foram infectadas pelo vírus.

Na região do Baixo Acre, que engloba as cidades de Rio Branco, Sena Madureira, Plácido de Castro e Acrelândia, das 70 Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), 27 estão ocupadas registrando uma taxa de ocupação de 38,6%.

A menor taxa de ocupação está na região do Juruá, que engloba Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Marechal Thaumaturgo, dos 20 leitos de UTI existentes, nenhum está ocupado, registrando 0% de ocupação. Os leitos clínicos somam 95 e 23 estão ocupados, registrando 24,2% de ocupação.

Já regional do Alto Acre, que engloba as cidades de Brasileia e Epitaciolândia, não há registro de uma ocupação de leitos de enfermaria num total de 19 leitos disponíveis. A regional do Alto Acre é a única que não tem leitos de UTI para a Covid-19.

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