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Delegado diz que vai indiciar várias pessoas criminalmente pela explosão do barco no Rio Juruá

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O delegado Lindomar Ventura, responsável pelo inquérito policial que apura a explosão do barco no dia 7 de junho, em Cruzeiro do Sul, disse que vai indiciar criminalmente vários envolvidos no incêndio que matou 6 pessoas e deixou 12 feridas. Ele não adianta ainda, quantas pessoas serão indiciadas por crime culposo ( quando não há intenção de matar) e quantas pelo doloso ( com intenção de causar o dolo).
É no Relatório Final do inquérito que ele vai apontar a responsabilidade criminal de cada envolvido. Mesmo em caso de conclusão de crime culposo , há possibilidade de prisões.
A tipificação vai depender do grau de risco que cada envolvido assumiu ao fornecer, transportar e abastecer com 5 mil litros de gasolina, ao barco com 18 pessoas a bordo, incluindo crianças e um bebê. O batelão era abastecido por um caminhão pipa por meio de uma mangueira que foi descida vários metros no barranco até alcançar os tambores plásticos na embarcação, o que era feito há anos no Rio Juruá.
O inquérito já foi enviado à justiça e de acordo com o delegado, deverá retornar para ele, que pediu mais prazo para a conclusão . O Ministério Público também deverá se manifestar sobre o que foi apurado até agora.
O inquérito já tem mais de 300 páginas e segundo Lindomar deverá ultrapassar as 400. Ele já ouviu 32 pessoas, incluindo os sobreviventes da explosão, que retornaram à Cruzeiro do Sul depois do tratamento em Goiânia e Belo Horizonte e poderá ouvir mais gente e fazer novas diligências.
Ventura afirma que todos os fatos já resultaram em mudanças no modo de abastecimento das embarcações, que ficou suspenso por mais de um mês. Agora as embarcações que seguem para Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e outras cidades, só podem ser abastecidas no Porto do governo, sob supervisão do Corpo de Bombeiros e Imac.
” Em outras tragédias assim na Amazônia, os resultados foram negativos do ponto de vista das punições e das mudanças para evitar novos casos. Aqui, já houve mudança quanto ao abastecimento e nós e o Ministério Público vamos até o final para que a justiça possa fazer a parte dela”, conclui o delegado Lindomar Ventura.

Tragédia

A explosão matou seis pessoas, deixou órfãos e separou famílias. Dois casos envolvem crianças: A pequena Iohana, de oito meses, e a mãe dela, Marluce Silva, morreram nos hospitais onde ficaram internadas. José Ortenisio, o pai da menina e marido de Marluce, segue internado. Outros dois filhos do casal, que sobreviveram, estão com familiares.
Outra família que estava no barco era a de Vardir Torquato, Jocicleia Ferreira da Silva e o filho, Paulo Vitor Ferreira da Silva, de 4 anos. O casal morreu com diferença de dias e o menino está internado no Hospital João XIII em Belo Horizonte, onde apresenta melhora, mas ainda não sabe da morte dos pais. Quem também segue em tratamento é o dono do barco, Francisco Luna, de 65 anos.

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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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