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Decisão unilateral da SGA pode levar ao fechamento de terceirizadas e a milhares de desempregos no Acre

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Empresários prometem movimentar trabalhadores para realização de vigílias em frente à Casa Civil na tentativa de sensibilizar o governo e evitar mais demissões. Decisão de Maria Alice traz à tona poderes constituídos ao GPPE.

O Acre figura entre os três estados que mais gerou desemprego no último trimestre. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e, pelo visto, a situação vai piorar. A vontade do governador Gladson Cameli de destravar a economia parece não ter sido combinada com a secretaria de gestão e planejamento, Maria Alice.

Antes de embarcar para Brasília semana passada, onde ainda permanece, Alice deixou determinado através do ofício circular 021/2019 encaminhado as secretarias, a suspensão de qualquer pagamento e o andamento de processos administrativos. Com a determinação unilateral, desde o dia 17 de maio – há oito dias – nenhum centavo foi pago aos credores.

De acordo o documento que a reportagem teve acesso exclusivo, até que sejam reajustados os contratos financeiros com recursos de operações financeiras, não há previsão de pagamento.

A situação caiu como uma bomba para empresários e o setor industrial e comercial do Estado que já vinha pressionando pelo desentrave dos processos que possam contribuir com a geração de emprego e renda.

ac24horas apurou que existem credores com pagamentos retidos desde outubro do ano passado. Se a situação já era vexatória, pode se tornar insustentável, caso o governador Gladson Cameli não faça valer a sua vontade de desburocratizar e liberar recursos para aquecimento da economia como vem deixando claro nas últimas entrevistas concedidas ao próprio sistema público de comunicação.

“Não temos mais como segurar essa situação de travamento econômico. Já estamos com três meses da gestão anterior em análise infinita pela equipe econômica, e agora vem o bloqueio de pagamentos de processos administrativos da atual gestão. A saída é demissão e fechamento de empresas”, disse um dos empresários do setor que pediu para não ter seu nome revelado.

Quem procura as secretarias para pedir socorro recebe cópia do ofício circular enviado aos gestores. Na Casa Civil, segundo empresários, agendamentos de reuniões com objetivos de pagamentos estão suspensos.

A reportagem tentou sem sucesso falar com a secretária de gestão e planejamento, Maria Alice, que cumpre agenda em Brasília, com técnicos do BNDES, junto com a secretária de fazenda, Semírames Plácido e o vice-governador Major Rocha.

Como o ac24horas adiantou, o governo do Acre tenta retomar programas de investimentos junto ao BNDES que estabeleceu a devolução de R$ 98 milhões, depois que ocorreram 39 intervenções dos contratos do PIDS e PROINVESTE pela ex-equipe econômica comandada por Sebastião Viana, situações que geraram inconformidades na execução dos contratos financeiros, onde foram realizados pagamentos com valores superiores aos aprovados, gerando as sanções aplicadas pelo BNDES, uma delas, proibindo novos investimentos ao Estado.

A pauta financeira vem sendo debatida na Assembleia Legislativa do Estado do Acre, onde deputados ligados a grupos empresariais e o setor industrial, expõem as contradições do governo com relação a saúde econômica do Acre. Para Fagner Calegário (sem partido) ao anunciar caixa para pagamento do décimo terceiro, Gladson Cameli coloca por terra o discurso de calamidade financeira. O parlamentar é ligado ao grupo de empresas terceirizadas.

Outra contradição que veio à tona no debate parlamentar são as novas contratações aprovadas pela base do Palácio Rio Branco, que aumentou o número de comissionados para 1.350, aumentando os gastos públicos com a folha de pagamento.

Segundo levantamento encomendado pelo ac24horas junto a Associação Comercial e Empresarial do Acre, mais de 260 empresas já fecharam as suas portas este ano. Grandes grupos empresariais como a Romera no Acre, pediram recuperação judicial. O grupo Gonçalves também fechou as portas.

A nova dama-de-ferro do Palácio Rio Branco

A medida unilateral tomada, traz à baila novamente, a discussão em torno dos poderes constituídos ao chamado Grupo de Planejamento Permanente e Estratégico, o GPPE, que tem agora, Maria Alice como integrante.

Pela retórica, Maria Alice não vai bater de frente com o restante dos integrantes do grupo, especialmente o Chefe da Casa Civil Ribamar Trindade e o controlador-geral Oscar Abrantes, contrários ao destravamento da política econômica.

O último que foi de encontro ao GPPE foi exonerado pelo governador Gladson Cameli. Trata-se de Raphael Bastos, que era uma indicação do DEM. O GPPE não caiu no ajuste da reforma aprovado pelos deputados esta semana.

Com o governador e vice-governador fora do Estado, sem ter a quem recorrer os empresários estão se organizando para promoverem vigílias em frente à Casa Civil. “Vamos chamar as famílias e acampar em frente ao gabinete do governador, no Palácio, na Assembleia, na tentativa de sensibilizar as autoridades e evitar mais demissões, não nos resta outra alternativa”, disse um empresário.

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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