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Cruzeiro do Sul registrou mais de 1,3 mil casos de covid-19
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Com mais de 1,3 mil casos de Covid-19, Cruzeiro do sul tem o maior índice de contaminação do Acre
Índice na cidade é de 154 casos para cada 10 mil habitantes, aponta Sesacre. Unidade de referência está com 46 pacientes internados e com 80% dos leitos de UTI ocupados.
A segunda maior cidade do Acre, Cruzeiro do Sul, registra o maior índice de contaminação por Covid-19, segundo dados do boletim divulgado nesse domingo (8) pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre). São 154 casos para cada 10 mil habitantes.
Com 88,4 mil habitantes, Cruzeiro do Sul tem 1.359 casos confirmados de Covid-19. Foram 377 novos casos em 24 horas. A cidade registra 17 óbitos causados pela doença, uma taxa de letalidade de 1,3.
Em segundo lugar no ranking da taxa de contaminação aparece a capital, Rio Branco, com 112 casos da doença para cada 10 mil habitantes. No Acre a incidência da doença é de 905,2 casos por 100 mil habitantes.
Referência no atendimento de Covid-19 no Vale do Juruá, o Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, está com 43 pacientes internados com suspeita ou confirmação da doença. Segundo a direção, 80% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estão ocupados.
O diretor técnico do Hospital do Juruá, Marcos Lima, disse que dos 44 leitos de clínica médica – enfermarias para Covid – 34 estão ocupados. Além disso, dos 10 leitos de UTI, oito estão com pacientes, sendo que três estão entubados. O pronto-socorro da unidade separado para os casos de Covid também estão com quatro pacientes internados.
“Realmente isso é uma coisa que está preocupando a gente. O Hospital do Juruá é uma unidade de referência no atendimento não só para Cruzeiro do Sul, mas para toda regional do Vale do Juruá, inclusive municípios do estado do Amazonas. Por isso, a gente reitera o pedido sobre a importância dos cuidados no que diz respeito ao distanciamento social. Ainda vemos muito as pessoas na rua e isso preocupa”, disse.
Um hospital de campanha está sendo construído ao lado do Hospital do Juruá para aumentar a capacidade de atendimento dos pacientes com Covid-19 na região.
“O governo está falando em entregar a obra a partir do próximo dia 15, mas a gente está conversando para ver a questão dos insumos, equipamentos e pessoal. São mais 60 leitos de clínica médica, 10 leitos de UTI e 20 de semi-intensivo”, afirmou o diretor.
Coronavírus no Acre
O Acre registrou 458 novos casos de Covid-19 nesse domingo (7), fazendo o número saltar de 7.525 para 7.983. Nas últimas 24 horas, o estado também atestou a morte de mais seis pessoas, passando para 207 vítimas fatais da doença.
Há ainda 550 exames aguardando o resultado no Lacen e Marieux. Já são 4.003 curados da doença em todo o estado. O estado está em contaminação comunitária desde o dia 9 de abril.
A taxa de contaminação em ascendente subida, com índice de 905,2 casos para cada 100 mil habitantes. Todas as 22 cidades do Acre já registram casos da doença.
Os leitos de UTI específicos para Covid-19 estão concentrados em Rio Branco e Cruzeiro do Sul. São, ao todo, 48 leitos para atender pacientes graves no estado. Nesse domingo (7), 44 deles estavam ocupados, uma taxa de ocupação de 91,6%.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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16 horas atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário