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Criança que perdeu olho após rojão explodir ganha indenização na Justiça do AC: ‘ficou com trauma’, diz pai

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Uma mercearia em Rio Branco foi condenada a indenizar por danos morais, estéticos e materiais a família de uma criança de 6 anos que quase sofreu amputação de dois dedos da mão e perdeu o olho esquerdo, após explosão de um rojão conhecido como ‘treme terra’. A indenização é no valor de pouco mais de R$ 10 mil.

A Justiça do Acre responsabilizou o estabelecimento pela venda do produto ao irmão da criança, que tinha de 12 anos na época. O acidente ocorreu em outubro de 2017.

A dona da mercearia, Elizanilda de Melo, achou a decisão injusta e negou que vendeu o artefato explosivo a uma criança. Ela disse que vai recorrer da decisão.

“Nunca faríamos uma coisa dessas. Desde 1997 que estamos lá e a gente trabalha com dignidade, com seriedade. Quando comprei as bombinhas, já deixei o aviso em todas as prateleiras. E disse que os riscos são grandes e o lucro é insignificante, então, não vendemos nada para menores de idade”, garantiu.

‘Escutei o estrondo e corri’, diz pai

O G1 conversou com pai da criança, João Pereira Barbosa, de 50 anos, que relembrou o dia do acidente.

“Meu menino foi no mercado comprar shampoo para mãe dele, não tinha o shampoo e ele comprou essa bomba, porque era final de ano. Ele trouxe e escondeu, só que o outro menino viu e quando demos as costas acendeu no fogão”, relata.

O rojão explodiu nas mãos do garotinho e atingiu também o rosto. “O olho saiu para fora, ficou no meio do rosto dele. Escutei o estrondo e corri achando que era marginal. Quando cheguei ele estava chorando. Machucou a mão esquerda, a carne de dois dedos rasgou, mas o médico conseguiu arrumar. Sarou e ficou normal, só é um pouco amassada a ponta do dedo. Mas ele não pode ouvir barulho, ficou com trauma”, acrescenta.

Hoje, a criança tem 8 anos e usa uma prótese ocular. O pai explica a decisão de processar a mercearia. “Ela errou, o menino é de menor, não era para vender a caixa para o menino”, lamenta.

Com a condenação, a mercearia deve ressarcir a mãe pelos danos. Mas, o advogado da família, Gersey Silva de Souza, disse que deve recorrer do valor da condenação.

“A gente não está satisfeito porque valor foi muito baixo levando em consideração o tamanho do prejuízo. A juíza entendeu que houve negligência de empresa, que houve danos, mas na hora de dar uma proporção ao dano foi muito baixo”, avaliou.

A condenação foi de R$ 5 mil por danos morais, R$ 5 mil por danos estéticos e R$ 129,50 pelos danos materiais – gastos com remédios.

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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