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Coronel subsecretário da Saúde nega que estava armado e vai registrar boletim de ocorrência
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7 anos atrásem
O subsecretário da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), coronel da reserva do Exército Brasileiro, Jorge Rezende, divulgou nota de esclarecimento sobre denúncias de que teria agredido o deputado Jenilson Leite e que estaria armado durante o ato grevista que ocorreu neste terça-feira (10) no prédio da Sesacre.
De acordo com Rezende, ele não estava armado como disse o parlamentar e que não agrediu ninguém.
Portanto, não entendia a insistência de querer invadir o prédio, algo que já haviam dito que não fariam, e ainda, ir até a Secretaria, que estava até com entrevistas marcadas. Fui bem recepcionado pelos dois, sem maiores problemas, quando fui abordado pelo Sr Deputado Jenilson Leite, em tom agressivo, exigindo que se abrisse a porta. Avisei novamente que isto não aconteceria, mas não houve a compreensão necessária.
Confira a nota:
Nota
“Informo que estava na manhã de hoje na Casa Civil, onde fui convocado para apanhar um documento que seria entregue ao movimento grevista. Na ocasião, fui avisado por volta das 9:30 horas que haviam invadido o prédio da SESACRE, algo que em reunião ontem disseram que não o fariam. Existe vídeo comprovando isto. Fato é que chegando ao prédio, me dirigi para o saguão dentro do prédio onde estavam os sindicalistas. Ali permaneci em um canto, sendo inclusive cumprimentado pelo Sr Aiache, do SAMU e pelo Sr. Jefferson, do Sindicato dos enfermeiros. Como o movimento dirigir-se para uma porta de vidro de acesso aos andares, resolvi ir ao local, onde conversei com o Aiache e o Jefferson, solicitando a eles que explanassem a verdade aos grevistas que no dia anterior o próprio movimento havia dito que não iria dialogar mais nada.
Portanto, não entendia a insistência de querer invadir o prédio, algo que já haviam dito que não fariam, e ainda, ir até a Secretaria, que estava até com entrevistas marcadas. Fui bem recepcionado pelos dois, sem maiores problemas, quando fui abordado pelo Sr Deputado Jenilson Leite, em tom agressivo, exigindo que se abrisse a porta. Avisei novamente que isto não aconteceria, mas não houve a compreensão necessária. Inclusive ele me disse que estava com o dedo em riste, mas vídeos mostram que estava apenas gesticulando, e que após esta solicitação abaixei os braços. Mas o deputado continuou veementemente com o dedo em riste a minha pessoa. E de repente fui puxado para trás, ocasionando inclusive marcas em meu pescoço, tive meu cordão arrebentado, tudo comprovado em vídeo, e ainda, ao tentar me apoiar no deputado para não cair, fui empurrado por ele. Após isto tratei de recolher o meu cordão e coloquei as mãos para o alto, no intuito de mostrar que não estava de acordo com aquele ato covarde. Fui retirado do local pelos policiais, para um local mais seguro, tendo em vista a preocupação deles com a minha integridade física, face a vilencia de pessoas que me rodeavam e sendo eu apenas um. Isto tudo está sendo registrado em um Boletim de Ocorrência.
Não estava armado, como já veiculado, tampouco agredi ninguém, muito menos o deputado. Houve apenas uma discussão acalorada, até o momento que fui literalmente agredido. Afirmo aqui meu compromisso com a saúde, demostrado inclusive em atos como este onde respeitei um movimento, mas não fui respeitado. Como não venho sido já por um bom tempo, sendo a todo tempo sendo atacado, chegando inclusive a ser chamado de ladrão pelo Sr. Adailton, presidente do SINTESAC. E mais uma vez estão sendo deturpados os fatos em meu desfavor…..mas jamais me desmotivei, pois sempre acreditei que juntos estamos fazendo um bom trabalho. E por acreditar nisto e ter ido até pessoas do sindicato com quem posso dizer que tenho um bom relacionamento para buscar uma solução para algo que vi que seria muito ruim, acabei sendo agredido. Fica aqui o registro de uma pessoa íntegra, que só quer o bem comum. Grato”.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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