Economia e Negócios
Comissão de Serviço Público da Aleac debate aumento de tarifa de ônibus em audiência pública
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A pedido do deputado Eber Machado (PDT), foi realizada na tarde desta quarta-feira (23), no plenário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), uma audiência pública para tratar do aumento na tarifa de transporte coletivo na capital. O encontro contou com a presença dos vereadores Emerson Jarude (sem partido) e Roberto Duarte (MDB).
O deputado Eber Machado, presidente da Comissão de Serviço Público da Aleac, destacou o motivo que levou o Poder Legislativo a levantar o debate acerca do tema, uma vez que o mesmo seria de responsabilidade da câmara municipal. O parlamentar também lamentou a ausência de representantes de órgãos competentes como a RBTrans, Procon e o Ministério Público do Estado.
“Este é um debate de grande interesse da população, sobretudo dos mais sofridos, que têm condições mais restritas. Deixo claro que a Comissão está cumprindo com a sua obrigação, fazendo seu trabalho. Nossa ação de entrar no debate se deu porque no final do ano passado, infelizmente, a Câmara de Vereadores de Rio Branco tirou seu poder de votar o valor das passagens, passando-o para o conselho tarifário. Com isso, a população acabou ficando à mercê do posicionamento de quem integra o conselho”, justificou.
Fernando Barbosa, presidente do Sindicato dos Urbanitários, disse que a sociedade é quem paga o preço pela falta de diálogo entre as entidades responsáveis pelo transporte. Disse ainda que repudia um aumento no valor da passagem sem que sequer se apresentem nas planilhas as justificativas de tal medida.
“Lamentavelmente a câmara de vereadores passou a responsabilidade de votação desse aumento para o conselho tarifário, que na prática deveria representar os interesses da sociedade, mas só defende os interesses dos empresários. Lamento e repudio a ausência dos representantes da RBTrans, Sindcol e Procon. Aumentaram o valor sem apresentar uma justificativa na planilha dos custos. Isso é inaceitável! ” Afirmou.
Leoneide Oliveira, presidente da Associação de Moradores do Calafate, afirmou que não há justificativa para tal aumento, uma vez que os transportes públicos não oferecem condições adequadas aos passageiros e Rio Branco é uma cidade pequena.
“Não podemos aceitar esse absurdo. Os ônibus estão em péssimas condições. A região do Calafate tem uma população muito grande, e as pessoas aguardam de 45 minutos a uma hora na parada, às vezes o transporte nem para. Alunos perdem aula, trabalhadores chegam atrasados, então não tem justificativa. Não podemos ficar de mãos atadas, até mesmo por conta do salário que a maioria dos pais de família recebem, que dá condições precárias de sobrevivência”, lamentou.
Edberto Gomes, representante do Conselho Regional de Contabilidade e que também faz parte da câmara técnica do conselho tarifário, destacou que o custo do diesel representa 40% do valor cobrado na passagem de ônibus. Salientou ainda que rotineiramente os transportes precisam de reparos devido às péssimas condições das ruas. Afirmou ainda que ao analisar as planilhas de custos apresentadas pelas empresas, não observou nenhuma irregularidade.
“Por que os parlamentares então não pedem a diminuição dos impostos? Existe a comissão formada há anos, mas só trazem o debate em época de eleição. O custo do diesel representa mais de 40% do valor da passagem. Todas as notas fiscais e planilhas foram encaminhadas pelas empresas. Analisando as mesmas, verificamos que todas são verídicas e isso qualquer cidadão acreano pode consultar. Não existe empresa não ter lucro, mesmo que a responsabilidade social delas seja menor que as outras, de alguma forma tem que haver algum ganho. ”
Eber Machado rebateu o discurso de Edberto, apresentando dados referentes aos gastos das empresas de transportes e o abatimento que estas têm em impostos. Disse ainda que o representante do Conselho de Contabilidade foi infeliz em sua colocação e avidez ao defender o aumento e afirmou que nem mesmo as ameaças que ele vem recebendo irão fazê-lo parar com essa luta.
“O senhor Edberto Gomes foi infeliz em suas colocações. Foi infeliz ao afirmar que fazemos política em período eleitoral. Quem fez política foi vossa excelência, falando de ruas esburacadas. Hoje comprovamos aqui a covardia dos representantes da RBtrans e do Sindcol, que sequer tiveram coragem de vir debater cara a cara com o povo. Se eu tiver que perder meu mandato para impedir o aumento das passagens de ônibus, eu perco, porque já estou sendo ameaçado por conta desse debate. Não vou recuar! Tenho contra esses empresários do transporte público o fato de que eles estão enchendo os bolsos com o dinheiro dos acreanos e levando embora daqui”, rebateu.
Ao final da audiência, o deputado Eber Machado informou que irá protocolar um requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar o Conselho Tarifário de Transportes. Destacou também as instituições que foram convidadas para a audiência, mas não enviaram representantes: Procon, Fieac, Sindcol, UNE, MPE, UBES, CREA, RBtrans, OAB e Prefeitura de Rio Branco.
Como se posicionaram as autoridades presentes:
Deputado Chagas Romão (MDB)
“É importante que o Poder Legislativo abrace essa causa. Em 22 anos de mandato nunca votei contra a população. Hoje vejo parlamentares sofrendo por não ter maioria. Temos um defeito muito grande no Parlamento, a maioria quer ter patrão, vota de acordo com partido e esquece que foi a população que colocou eles lá. Se for preciso faremos uma audiência na praça pública, vamos pressionar, vamos fechar ruas. Não podemos deixar que essa situação fique assim. ”
Vereador Emerson Jarude (sem partido)
“Fico feliz em ver os jovens se manifestando contra o aumento da tarifa e com o debate que foi feito. Nos sentimos muito solitários na Câmara Municipal, pois muitas vezes somos vencidos por um sistema corrupto. Sabíamos que íamos ter maioria na CPI que ia investigar o transporte público, mas, infelizmente, me retiraram de forma arbitrária. O resultado dessa CPI foi pizza e eu espero que o mesmo não ocorra aqui no Poder Legislativo estadual. Fico triste em ver o pronunciamento do senhor Edberto Gomes, que em vez de um posicionamento técnico, fez um discurso político, buscando culpados e não apresentando soluções. Uma total defesa em favor das empresas. ”
Vereador Roberto Duarte (MDB)
“Parabenizo desde já o deputado Eber Machado por essa iniciativa. Fiz um histórico das leis de Rio Branco e a primeira lei que tratou do transporte coletivo é de 1991. Essa lei regulamenta o Conselho de Transporte Público, conhecido como Conselho Tarifário, pois é só isso que eles fazem, aumentam tarifas e em nenhum momento se preocupam com a qualidade do serviço oferecido. Apenas cinco de 17 vereadores votaram contra o aumento da passagem no ano passado. No momento em que a maioria votou para que o conselho tomasse esse tipo de decisão, retiraram seus próprios direitos como representantes legítimos do povo”. Por Andressa Oliveira.
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Barnes & Noble Education (BNED) avança na transformação do ensino superior e reacende o interesse do mercado
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10 horas atrásem
16 de abril de 2026Em um cenário global marcado por disrupções tecnológicas e pela reconfiguração do modelo educacional, a Barnes & Noble Education (BNED) emerge como uma das protagonistas silenciosas de uma transformação estrutural no ensino superior norte-americano.
Longe de ser apenas uma operadora de livrarias universitárias, a companhia vem consolidando uma estratégia robusta baseada em soluções integradas de conteúdo acadêmico, com destaque para o programa “First Day”, que já apresenta crescimento expressivo e sinaliza uma mudança definitiva na forma como estudantes acessam materiais educacionais.
Barnes & Noble Education (BNED) – 16/04/2026 (https://br.tradingview.com/)
O modelo é simples na aparência, mas disruptivo na essência: garantir acesso imediato e padronizado ao conteúdo desde o primeiro dia de aula. Na prática, trata-se de uma reconfiguração do fluxo de receita e da experiência acadêmica, com impacto direto na previsibilidade financeira da empresa e na retenção de contratos institucionais.
Os números mais recentes confirmam esse movimento. A receita segue em expansão consistente, impulsionada pela adoção crescente das soluções digitais e pela ampliação de parcerias estratégicas com universidades de grande porte. Ainda que o lucro tenha sofrido compressão no curto prazo — reflexo de investimentos e ajustes operacionais —, o mercado começa a identificar um padrão recorrente em empresas em fase de transição: sacrificar margens no presente para capturar escala e eficiência no médio prazo.
Essa leitura é reforçada pela agenda corporativa. A companhia já anunciou a realização de um Investor Day, evento tradicionalmente utilizado para reposicionar narrativas estratégicas, apresentar projeções e alinhar expectativas com o mercado institucional. Historicamente, movimentos dessa natureza funcionam como catalisadores relevantes para reprecificação de ativos.
Outro vetor que sustenta a tese de crescimento está na expansão do portfólio de contratos. Ao firmar novas parcerias com instituições acadêmicas de destaque, a BNED não apenas amplia sua base de clientes, mas fortalece barreiras de entrada em um segmento altamente especializado, onde escala, logística e integração tecnológica são determinantes.
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No pano de fundo, há ainda um fator estrutural frequentemente subestimado: o ensino superior segue sendo um dos setores mais resilientes da economia, especialmente em momentos de transição econômica. A digitalização desse ecossistema, aliada à necessidade crescente de qualificação profissional, cria um ambiente favorável para empresas que consigam oferecer soluções eficientes e escaláveis — exatamente o espaço que a BNED vem ocupando.
O mercado, por sua vez, mantém uma leitura cautelosamente otimista. A volatilidade recente das ações reflete não uma deterioração estrutural, mas sim o ajuste natural entre expectativas de curto prazo e o tempo necessário para maturação da estratégia. Para investidores atentos, esse descompasso entre preço e narrativa pode representar um ponto de inflexão relevante.
A trajetória da Barnes & Noble Education, portanto, não é a de uma empresa em declínio, mas a de uma organização em processo ativo de reinvenção — migrando de um modelo tradicional para uma plataforma educacional integrada, com potencial de captura de valor ainda em desenvolvimento.
Em um mercado cada vez mais orientado por inovação, dados e escala, a pergunta que se impõe não é se o setor educacional será transformado, mas quem liderará esse processo. E, neste contexto, a BNED já deixou de ser coadjuvante.
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Economia e Negócios
Sambaex apresenta plano estratégico no Brasil e projeta crescimento com foco em inovação e responsabilidade social até 2028
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15 de abril de 2026Com a expansão contínua da economia digital em escala global, o setor de criptomoedas vem abrindo novas oportunidades de desenvolvimento. Nesse contexto, a Sambaex, plataforma digital que tem registrado rápido crescimento no mercado brasileiro, anunciou recentemente seu plano estratégico de médio e longo prazo, definindo metas claras para 2027 e 2028, com foco em inovação tecnológica, expansão de usuários e fortalecimento de iniciativas sociais.
Desde sua entrada no Brasil, a Sambaex tem consolidado sua presença por meio de operações eficientes e estratégias localizadas, conquistando rapidamente uma base sólida de usuários. Além disso, a empresa tem investido em eventos presenciais e ações educativas, contribuindo para ampliar o conhecimento da população sobre ativos digitais e fortalecer a confiança no setor.
De acordo com o planejamento divulgado, até 2027 a Sambaex pretende alcançar um novo patamar em termos de crescimento de usuários, otimização de produtos e ampliação da cobertura de mercado. A empresa planeja aprimorar continuamente a experiência da plataforma, reforçar seus sistemas de segurança e avançar no cumprimento de exigências regulatórias, acompanhando a evolução do ambiente normativo.
Outro ponto estratégico será o aumento dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias baseadas em blockchain, com o objetivo de oferecer soluções financeiras mais diversificadas e inovadoras para seus usuários.
No âmbito da expansão, a Sambaex pretende fortalecer sua presença em diversas cidades brasileiras, ampliando sua rede de atuação por meio da integração entre iniciativas online e offline. A empresa também planeja intensificar seus programas de educação financeira, promovendo maior transparência e incentivando o uso responsável das tecnologias digitais.
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Olhando para 2028, a Sambaex busca não apenas crescimento operacional, mas também a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável e de impacto social. A empresa projeta consolidar sua atuação no Brasil e expandir gradualmente sua presença em outros países da América Latina, tornando-se uma plataforma de referência na região.
Paralelamente ao crescimento do negócio, a Sambaex também estruturou um plano de responsabilidade social de longo prazo. Com foco nas áreas de educação e meio ambiente, a empresa anunciou a criação de um Fundo Educacional e um Fundo Ambiental, com ações previstas até 2028.
O Fundo Educacional terá como objetivo apoiar estudantes de baixa renda, por meio da doação de materiais escolares, acesso a recursos educacionais e programas de capacitação para jovens. A iniciativa visa ampliar oportunidades e contribuir para a redução das desigualdades no acesso à educação.
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Já o Fundo Ambiental será voltado ao apoio de projetos sustentáveis, incluindo campanhas de conscientização, ações de limpeza urbana e iniciativas comunitárias ligadas à preservação ambiental, promovendo uma cultura de responsabilidade ecológica.
Especialistas do setor destacam que a integração entre crescimento empresarial e responsabilidade social representa uma tendência cada vez mais forte entre empresas da economia digital, fortalecendo a relação de confiança com a sociedade.
A Sambaex reforçou que continuará avançando com base no princípio de equilibrar inovação tecnológica e impacto social positivo, buscando construir um modelo de desenvolvimento que beneficie tanto seus usuários quanto as comunidades em que atua.
Com metas claras para 2027 e 2028, a empresa pretende consolidar sua posição no mercado e, ao mesmo tempo, contribuir de forma ativa para o desenvolvimento sustentável da sociedade, estabelecendo uma conexão sólida entre tecnologia, inclusão e progresso social.
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Economia e Negócios
Sambaex amplia eventos presenciais no Brasil, promove educação em criptomoedas e lança fundos sociais de educação e meio ambiente
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10 de abril de 2026Com o rápido desenvolvimento da economia digital e da tecnologia blockchain, as criptomoedas vêm ganhando cada vez mais espaço no cotidiano das pessoas. Com o objetivo de ajudar o público a compreender melhor os ativos digitais e seu funcionamento, a Sambaex tem promovido uma série de eventos presenciais em diversas cidades brasileiras, fortalecendo a educação financeira e o diálogo direto com as comunidades locais.
De acordo com a empresa, diversos encontros já foram realizados em grandes centros urbanos, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo, atraindo a participação ativa de usuários e moradores locais. Durante os eventos, especialistas apresentaram conteúdos sobre conceitos básicos de criptomoedas, tendências do setor e o modelo operacional da plataforma, combinando palestras educativas com sessões interativas de perguntas e respostas.
Participantes destacaram que a experiência presencial proporcionou maior clareza sobre o funcionamento do mercado cripto em comparação às informações obtidas apenas online. Muitos afirmaram que o contato direto com a equipe ajudou a compreender melhor tanto as oportunidades quanto os riscos do setor, aumentando a confiança e o conhecimento sobre o tema.
Segundo representantes da Sambaex, o principal objetivo das atividades presenciais não é apenas apresentar a plataforma, mas criar canais de comunicação transparentes e de longo prazo com os usuários, incentivando a educação financeira e o uso responsável das novas tecnologias.
Com o rápido crescimento de suas operações no mercado local, a empresa também anunciou o fortalecimento de suas iniciativas de responsabilidade social. Como forma de retribuir o apoio dos usuários e em alinhamento com políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável, a Sambaex lançou oficialmente um Fundo Educacional e um Fundo Ambiental.
O Fundo Educacional será direcionado ao apoio de estudantes em situação econômica vulnerável, incluindo doação de materiais escolares, acesso a recursos educacionais e futuros programas de capacitação para jovens. Já o Fundo Ambiental pretende apoiar ações comunitárias voltadas à preservação ambiental, como campanhas de conscientização, mutirões de limpeza urbana e projetos conduzidos por voluntários.
Especialistas do setor apontam que iniciativas sociais integradas ao crescimento empresarial fortalecem a confiança entre empresas e comunidades, refletindo uma tendência crescente de empresas digitais assumirem papéis mais ativos no desenvolvimento social sustentável.
A Sambaex afirmou que continuará expandindo seus eventos presenciais para novas cidades, ampliando o alcance das ações educativas e consolidando projetos sociais de longo prazo. A empresa acredita que a combinação entre inovação tecnológica e responsabilidade social pode gerar impactos positivos duradouros para a sociedade.
Com a continuidade dessas iniciativas, a Sambaex busca construir uma ponte sólida entre tecnologia, comunidade e desenvolvimento social, promovendo educação, inclusão e sustentabilidade como pilares essenciais para o futuro.
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