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Com quatro mortes, sobe para 101 o número de casos confirmados de Covid-19 no AC

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João Faustino, de 79 anos, foi a quarta morte registrada no estado pela doença. Saúde diz que 51 estão recuperados.

Subiu para 101 o número de casos de Covid-19 registrados no estado. Os dados são do boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) desta quarta-feira (15), que aponta também o aumento no número de mortes, saindo de três para quatro.

O vírus já circula em seis das 22 cidades do estado. De acordo com a Saúde, 51 pacientes não têm mais o vírus no organismo, sendo considerados recuperados. Assim, 50 pessoas seguem em tratamento e a taxa de recuperação é de 50%. Cinco pessoas seguem internadas.

No último boletim, de terça-feira (14), os casos eram 99 em todo o estado.

Com quatro mortes, sobe para 101 o número de casos confirmados de Covid-19 no AC — Foto: Junior Aguiar/Secom-AC

Novos casos

Os novos caso são de uma mulher de 27 anos, que trabalha com serviços gerais e que teve contato com uma pessoa suspeita de estar infectada. O outro é também de uma mulher, de 22 anos, dona de casa e que também teve contato com um caso suspeito. Os dois casos foram registrados em Rio Branco.

Números

No novo boletim, a Saúde informou que recebeu 1.089 casos suspeitos, descartou 831, confirmou 101 e mais 157 seguem em análise. Todos os casos confirmados estão sendo acompanhados de perto pela equipe da Vigilância Epidemiológica no âmbito estadual e municipal.

Mortes

A quarta vítima da doença foi o aposentado João Faustino Gadelha, de 79 anos. Ele estava internado na UTI do PS em Rio Branco desde o dia 6 de abril, quando chegou já em estado grave. Esta foi a primeira morte registrada em Plácido de Castro, tendo em vista que a vítima morava lá.

A terceira vítima do vírus, Andre Avelino, de 82 anos, morreu no Lar Vicentino, no sábado (11), e o exame que comprovou a causa da morte como Covid-19 saiu na noite de domingo (12).

Além deles, Antônia Holanda, de 79 anos, e Maria Lúcia Pismel de Paula, de 75, morreram na segunda (6) e terça-feira (9), respectivamente, por complicações após serem diagnosticadas com Covid-19.

Depois da morte de Avelino, mais dois idosos do abrigo tiveram que ser levados à Unidade de Pronto-Atendimento em Rio Branco para avaliação e acompanhamento médico. Uma higienização também foi feia no local.

Alunos de medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac) criaram um canal de teleatendimento que está ajudando nas orientações e até encaminhamentos de casos suspeitos da doença.

A cidade de Acrelândia, com pouco mais de 15 mil habitantes, é a preocupação de autoridades. Depois do Ministério Público recomendar, a prefeitura da cidade acatou e decretou toque de recolher. O decreto foi publicado nesta quinta-feira (9) e o toque de recolher é diário, das 19h às 5h.

Uma pesquisa, divulgada, nesta quarta-feira (15), mostra ainda que menos de 40% dos acrianos cumprem o isolamento social. De acordo com o levantamento, a segunda-feira (13) foi o dia em que o índice de isolamento mais caiu em todo o estado.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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