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Com faca, mãe e filhas são assaltadas no Shopping Via Verde
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Assalto no shopping: Justiça determina medida socioeducativa de internação a adolescentes por ato infracional
Infantes utilizaram arma branca para exigirem das vítimas dinheiro e celulares.
Dois menores de idade receberam determinação da 1º Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Rio Branco para cumprirem medida socioeducativa de internação por assalto praticado no estacionamento do Via Verde Shopping. As vítimas, mãe e filha, foram abordadas pelos infratores quando se dirigiam ao veículo para sair do estabelecimento. Os adolescentes utilizaram arma branca para exigirem delas dinheiro e aparelhos celulares.
Na sentença, a juíza de Direito Andréa Brito – responsável provisoriamente pela unidade judiciária -, aplicou tempo indeterminado para o cumprimento da medida por parte dos menores e demandou ao Ministério Público do Estado do Acre, por meio de suas promotorias especializadas, providências quanto ao abandono deles pelos pais, já que os filhos estavam morando em hotel, além de apuração de possíveis falhas no serviço de hospedaria e de segurança prestado pelo Via Verde Shopping.
Entenda o caso
O assalto ocorreu na noite do dia 7 de fevereiro de 2018, quando mãe e filha pretendiam sair do shopping. As duas, após um passeio na área comercial do estabelecimento, se dirigiram ao veículo quando foram abordadas pelos dois menores por volta das 21horas.
Eles, com uso de arma branca, obrigaram as vítimas a entraram no carro e saírem do local sob ameaça de morte. Porém, devido ao nervosismo, a vítima não conseguiu dar partida no automóvel, o que fez os infratores a levarem dinheiro e aparelhos celulares. Quando elas pediram por socorro a outros clientes que saíam do local, os adolescentes se evadiram, sendo encontrados pela polícia no centro de Rio Branco, com os objetos subtraídos, dois dias após o ocorrido.
Em audiência de apresentação, os menores confessaram a prática infracional e também foram reconhecidos pelas vítimas. Um deles estava cumprindo medida socioeducativa de semiliberdade e de prestação de serviços à comunidade.
Sentença
Ao aplicar a sentença, a juíza de Direito Andréa Brito proibiu aos menores a praticarem atividades externas durante o início do cumprimento da medida socioeducativa de internação, porém, devem ser matriculados e frequentarem estabelecimento oficial e público de ensino, além de cursos profissionalizantes.
Nos autos, ela considera que, no atual momento dos representados, a liberdade deles representa risco para a ordem pública, paz social, credibilidade da Justiça e para os próprios jovens, fragilizados em evidente situação de risco e vulnerabilidade decorrentes de suas condutas.
A magistrada ainda demandou à Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente providências em relação ao abandono material e intelectual dos pais, já que os menores estavam em situação de vulnerabilidade e hospedados em hotel. A administração do hotel também será investigada pela hospedagem dos infratores.
Possíveis falhas no serviço de segurança prestado pelo Via Verde Shopping também será alvo de averiguação pela Promotoria Especializada de Defesa do Consumidor, a pedido da juíza de Direito.
“É papel fundamental do empreendedor do shopping tomar todas as medidas e precauções para que o grau de segurança do empreendimento seja compatível com o que é esperado pelos consumidores”, diz trecho da sentença. Por Gecom/TJAc.
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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