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Com faca, mãe e filhas são assaltadas no Shopping Via Verde
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9 anos atrásem
Assalto no shopping: Justiça determina medida socioeducativa de internação a adolescentes por ato infracional
Infantes utilizaram arma branca para exigirem das vítimas dinheiro e celulares.
Dois menores de idade receberam determinação da 1º Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Rio Branco para cumprirem medida socioeducativa de internação por assalto praticado no estacionamento do Via Verde Shopping. As vítimas, mãe e filha, foram abordadas pelos infratores quando se dirigiam ao veículo para sair do estabelecimento. Os adolescentes utilizaram arma branca para exigirem delas dinheiro e aparelhos celulares.
Na sentença, a juíza de Direito Andréa Brito – responsável provisoriamente pela unidade judiciária -, aplicou tempo indeterminado para o cumprimento da medida por parte dos menores e demandou ao Ministério Público do Estado do Acre, por meio de suas promotorias especializadas, providências quanto ao abandono deles pelos pais, já que os filhos estavam morando em hotel, além de apuração de possíveis falhas no serviço de hospedaria e de segurança prestado pelo Via Verde Shopping.
Entenda o caso
O assalto ocorreu na noite do dia 7 de fevereiro de 2018, quando mãe e filha pretendiam sair do shopping. As duas, após um passeio na área comercial do estabelecimento, se dirigiram ao veículo quando foram abordadas pelos dois menores por volta das 21horas.
Eles, com uso de arma branca, obrigaram as vítimas a entraram no carro e saírem do local sob ameaça de morte. Porém, devido ao nervosismo, a vítima não conseguiu dar partida no automóvel, o que fez os infratores a levarem dinheiro e aparelhos celulares. Quando elas pediram por socorro a outros clientes que saíam do local, os adolescentes se evadiram, sendo encontrados pela polícia no centro de Rio Branco, com os objetos subtraídos, dois dias após o ocorrido.
Em audiência de apresentação, os menores confessaram a prática infracional e também foram reconhecidos pelas vítimas. Um deles estava cumprindo medida socioeducativa de semiliberdade e de prestação de serviços à comunidade.
Sentença
Ao aplicar a sentença, a juíza de Direito Andréa Brito proibiu aos menores a praticarem atividades externas durante o início do cumprimento da medida socioeducativa de internação, porém, devem ser matriculados e frequentarem estabelecimento oficial e público de ensino, além de cursos profissionalizantes.
Nos autos, ela considera que, no atual momento dos representados, a liberdade deles representa risco para a ordem pública, paz social, credibilidade da Justiça e para os próprios jovens, fragilizados em evidente situação de risco e vulnerabilidade decorrentes de suas condutas.
A magistrada ainda demandou à Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente providências em relação ao abandono material e intelectual dos pais, já que os menores estavam em situação de vulnerabilidade e hospedados em hotel. A administração do hotel também será investigada pela hospedagem dos infratores.
Possíveis falhas no serviço de segurança prestado pelo Via Verde Shopping também será alvo de averiguação pela Promotoria Especializada de Defesa do Consumidor, a pedido da juíza de Direito.
“É papel fundamental do empreendedor do shopping tomar todas as medidas e precauções para que o grau de segurança do empreendimento seja compatível com o que é esperado pelos consumidores”, diz trecho da sentença. Por Gecom/TJAc.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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