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Sena Madureira

Caso Everaldo Gomes: Acusado é condenado a mais de 24 anos de reclusão, em Sena Madureira

Senaonline.net, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Ao final, ele foi sentenciado a 24 anos e 4 meses de reclusão e, ainda, 3 meses de comparecimento a programa educativo de prevenção às Drogas.

Levado à julgamento na data de hoje na comarca do Fórum Desembargador Vieira Ferreira, em Sena Madureira, o nacional Ismael Lima de Oliveira, 20 anos de idade, acabou condenado pelo assassinato do pintor Everaldo Gomes e, ainda, por uma tentativa de homicídio que teve como vítima Raife Almeida Arantes.

Ao final, ele foi sentenciado a 24 anos e 4 meses de reclusão e, ainda, 3 meses de comparecimento a programa educativo de prevenção às Drogas.

No julgamento, o Ministério Público, foi representado pelo promotor Júlio César de Medeiros. “Por questão de justiça e visando não cometer excessos na área criminal, solicitei aos jurados a exclusão da qualificadora do motivo torpe em relação à morte de Everaldo, uma vez que as testemunhas de acusação não lograram êxito em comprovar a motivação do crime. Da mesma forma, pedi a exclusão da qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima Raife, em virtude de o mesmo não ter sido surpreendido pelo autor dos disparos e, inclusive, ter entrado em luta corporal com o mesmo. Além do que, pedi a desclassificação do crime de tráfico de drogas que também estava em julgamento, para o delito de porte de drogas para uso pessoal. Apesar de ter sido encontrada a cocaína, não havia provas nos autos acerca da traficância em si”, comentou o promotor.

Júlio César de Medeiros destacou de forma firme e incisiva que “no caso, houve intenção de matar, e verdadeira execução da vítima Everaldo, haja vista que foi alvejada com um tiro na cabeça, em curta distância, sem que sequer fosse anunciado qualquer assalto”.

O promotor explicou, ainda, que caso fosse sustentada a prática de Latrocínio, o autor ficaria sujeito a uma pena de 20 a 30 anos, todavia, como não houve indícios nos autos da prática de roubo, ele sustentou o homicídio qualificado “justamente com a preocupação de não praticar excesso na responsabilização criminal”.

Júlio César de Medeiros ainda destacou a coautoria no homicídio, em virtude da comprovação, nos autos, que Ismael era amigo íntimo de um adolescente envolvido no assassinato. “Portanto, houve liame subjetivo (prévio ajuste) entre eles, inclusive, evidenciou aos jurados um relatório técnico da Polícia Civil com registro fotográfico dos mesmos ostentando armas de fogo e com suposta integração em facção criminosa”, finalizou o promotor.

De acordo com os autos do processo, o crime em questão foi registrado em 29 de abril de 2017, por volta das 20 horas. Everaldo e Raife se encontravam no Bar do Lebrão, situado à Rua Cunha Vasconcelos, centro, quando foram feridos à bala. Everaldo não resistiu à gravidade dos ferimentos já que foi atingido na cabeça.

Após a leitura da sentença feita pelo juiz Fábio Farias, Ismael foi reconduzido ao presídio de Sena Madureira para o cumprimento da pena.

Sena Online

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ACRE

MP abre investigação para apurar denúncia de que família indígena vive em lixão no AC: ‘violação de direitos’

Redação do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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MP-AC recebeu uma denúncia e acionou a Assistência Social e a Funai, em Sena Madureira.

capa: Família de indígenas foi flagrada em meio ao lixo em Sena Madureira — Foto: Aline Nascimento/G1.

O Ministério Público do Acre (MP-AC) instaurou um procedimento preparatório para investigar uma denúncia de que uma família indígena foi encontrada vivendo em meio a um lixão em Sena Madureira, interior do Acre.

Ainda segundo a denúncia, os indígenas estariam em busca de comida e recicláveis no lixão da cidade. Diante dos fatos, o MP-AC solicitou providências, no prazo de 15 dias, da Secretaria de Assistência Social e representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) da cidade.

“Relato acerca de uma família de índios alojada das terras do lixão, em meio a lixo, ossadas de animais e quantidade expressiva de lixo orgânico, o que caracteriza grave violação aos direitos humanos”, destaca no processo.

A Funai informou que a coordenação regional ainda não recebeu nada sobre o caso.

Providências

A secretária de Cidadania e Assistência Social de Sena Madureira, Maria Lourdes Gregório, informou que conversou com o promotor responsável pelo caso por telefone e, na quinta-feira (3), uma equipe foi no lixão verificar a denúncia.

“Imediatamente acionei minha equipe técnica e fui no lixão com o coordenador da Funai. As indígenas têm o costume de sair pela cidade revirando caixa de lixo. É assim há muitos anos, moram nas aldeias, mas vem para cidade e reviram o lixo. Agora, vão para o lixão procurar materiais e outras coisas”, falou.

A secretária disse que também recebeu informações de que havia famílias indígenas, inclusive crianças, morando no local. Porém, ela garantiu que não há famílias morando no lixão.

“Não tem família morando lá. Estão vindo, reviram o lixo e voltam. Já tomamos a providência, sentei com o responsável pelo meio ambiente para resolver essa questão”, confirmou.

Segundo a gestora, ficou acertado com os órgãos a construção de uma cerca com um portão ao redor do lixão para impedir a entrada dos indígenas.

“Quando o caminhão passar, tranca e tem um vigia também. Isso não é constante, é só quando conseguem entrar e reviram o lixo. Tem que vigiar para não deixar elas entrarem com crianças no local”, explicou. G1Ac. 

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ACRE

No AC, pai é investigado por oferecer filha de 15 anos para sexo com vizinho em troca de bebida alcoólica

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Polícia Civil e conselheiros foram até a comunidade que fica em Sena Madureira, interior do Acre, para ouvir parentes e as filhas do suspeito.

CAPA: Polícia Civil e conselheiros estiveram na comunidade na sexta (28) para ouvir parentes e as filhas do suspeito — Foto: Ascom/Polícia Civil do Acre.

Um morador do Ramal dos Terçados, zona rural de Sena Madureira (AC), é investigado pela Polícia Civil por oferecer a filha de 15 anos para ter relações sexuais com o vizinho em troca de bebida alcoólica. O caso foi denunciado para o Conselho Tutelar do município, que acionou a polícia.

A denúncia chegou para o conselho há mais de um mês. Na sexta-feira (28), a polícia esteve na comunidade para ouvir a família e procurar pelo vizinho que teria feito a negociação.

Ao G1, o conselheiro Francisco Jozicle Santiago explicou que o suspeito é pai de três filhos, sendo duas meninas, de 13 e 15 anos, e um menino. As meninas foram levadas para o hospital de Sena Madureira para fazer exames.

“A menina de 15 anos já teve relações sexuais, mas não se sabe se foi com esse cara, está sob investigação”, acrescentou.

Segundo o conselheiro, a denúncia relatou que o pai estava embriagado e ofereceu a filha para o vizinho em troca de uma garrafa de cachaça.

“Segundo a mãe das adolescentes, quando ele bebe tem essas atitudes. A informação que chegou para nós também era de que o cara levava as meninas para caçar, mas, quando começamos averiguar, isso foi negado”, destacou.

Santiago disse que as adolescentes negaram o crime, mas parentes confirmaram que ouviram a suposta negociação entre os suspeitos. “A mãe falou que ele tinha oferecido mesmo, mas que o vizinho não levou. Conversamos com ele [pai], mas estava bêbado. A informação procede porque a mãe falou”, afirmou.

Investigações

O delegado responsável pelo caso, Marcos Frank, disse que já ouviu as duas adolescentes. Na sexta, a polícia intimou o pai, a mãe e outros parentes das vítimas.

O vizinho envolvido no caso não foi achado pela polícia. “Apuramos a negociação, mas se o ato se consumou ainda vamos averiguar. Foi instaurada uma portaria de investigação que deu origem ao inquérito. As meninas disseram que souberam da negociação”, pontuou.

Caso a denúncia seja confirmada, a polícia disse que o pai pode responder pelo crime de favorecimento da prostituição ou exploração sexual de criança e adolescente. “Temos que analisar outros crimes contra a dignidade feminina. Semana que vem vou ouvir o pai, a mãe, a cunhada e o irmão das meninas que ouviu também [a negociação]”, concluiu.

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