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ELEIÇÕES 2018

Campanha de Bolsonaro quer responder facada com militantes nas ruas e “fofura” nas redes

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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“Oi Jair, vim te mandar um recado da nossa nação (…). Olha, sei que o dia foi bem cansativo para você. Sei que o medo e o desespero veio te abater, mas Deus está com você”.

Foto de capa: Vocalista do Ultraje a Rigor, Roger Moreira, visita Jair Bolsonaro no hospital.

Na manhã de domingo (9), a página do candidato à Presidência pelo PSL Jair Bolsonaro publicou o vídeo de uma jovem apoiadora, Débora Maciel, cantando os versos acima ao violão. Em menos de seis horas, a publicação foi vista por mais de 100 mil pessoas.

A ternura na voz de Débora pode parecer desconectada da imagem tradicional de Bolsonaro. O deputado federal pelo Rio notabilizou-se ao longo dos anos por discursos agressivos.

Desde o atentado a faca, na última quinta-feira, em Minas Gerais, esta tem sido a tônica nas redes sociais oficiais do deputado: evitar ataques diretos a adversários, expondo o lado humano do candidato.

Bolsonaro tem aparecido em posts em sua rotina hospitalar, com a fragilidade inerente a esse tipo de situação, mas sempre destacando sua evolução e até mesmo fazendo gestos de armas com as mãos, para não destoar da imagem de força que seu eleitorado aprecia e está acostumado a ver.

Ao mesmo tempo, apoiadores e correligionários do ex-capitão do Exército planejam aumentar a presença e a frequência de atos de rua.

Esta seria uma forma de compensar a ausência física de Bolsonaro na campanha – pessoas mais próximas admitem que dificilmente ele poderá voltar ao ritmo normal antes da votação no primeiro turno. Tem cabido ainda a esses aliados reforçar a noção de que Bolsonaro é o “anti-PT”.

Para tanto, figuras como o candidato a vice, general Hamilton Mourão, têm se valido do atentado para acusar o partido de esquerda, embora não haja qualquer indício de que petistas estejam envolvidos no episódio.

“Eu não acho, eu tenho certeza: o autor do atentado é do PT”, afirmou Mourão após o ataque. O general da reserva Augusto Heleno, um dos principais conselheiros do presidenciável, afirmou sobre o caso que “a esquerda não admite a alternância de poder”.

Na TV, o PSL teve tempo para alterar o vídeo que foi ao ar neste sábado – com apenas 8 segundos, a peça mostra imagens de Bolsonaro em campanha enquanto um narrador diz que “o povo brasileiro caminha unido em oração pela vida do nosso Jair Messias Bolsonaro”.

A partir desta segunda-feira (10), a campanha começará a exibir na internet e na TV vídeos gravados antes do atentado pelo próprio Bolsonaro, nos quais ele apresenta propostas de governo. Dentro da campanha bolsonarista, a divulgação dos vídeos é território do presidente do PSL, o advogado Gustavo Bebbiano.

Para Bolsonaro, o desafio é manter-se na liderança da corrida eleitoral pelo próximo mês, sem estar fisicamente nas ruas: a pesquisa mais recente do Ibope, divulgada nesta segunda, mostra o candidato com 24% das intenções de voto.

“Mobilização para ganhar no primeiro turno”

“A nossa mobilização, para compensar a ausência dele, vai ser muito mais intensa. Em São Paulo, por exemplo, a campanha parou durante os últimos dias, quando tivemos a vigília [em frente ao hospital Albert Einstein]. Agora, eu e os outros 220 candidatos do PSL em São Paulo vamos intensificar nossa presença nas ruas”, disse à BBC o deputado e candidato ao Senado Major Olímpio (PSL-SP), um dos principais aliados de Bolsonaro.

Dos três filhos de Bolsonaro que são políticos, é o mais velho, Eduardo, que se dedica prioritariamente a fazer campanha de rua – enquanto Flávio e Carlos são mais ativos nas redes sociais e postam nas contas oficiais do pai. Segundo Olímpio, Eduardo já está atuando “no limite, rodando 16 horas por dia” em aparições públicas.

“No dia 30 de setembro, vamos fazer uma mobilização na avenida Paulista. Queremos encher o lugar como na época das manifestações pró-impeachment [da petista Dilma Rousseff, em 2016]. Nosso objetivo é ter uma vitória no primeiro turno“, disse ele.

A avaliação é de que o atentado pode oferecer condições de vitória já em outubro por criar uma possibilidade para diminuição da rejeição ao candidato.

Jair Bolsonaro no momento em que foi ferido com uma faca em Minas Gerais.

 

“O Jair já fez tudo que tinha que fazer. Bolsonaro deu seu sangue pelo Brasil. Agora quem vai para a rua somos nós. Apoiadores, parlamentares, todos aqueles que querem ver o Brasil mudar, nós é que vamos para a rua. O capitão já fez a parte dele. Agora é conosco. E essa turma que criou isto que está aí, que colocou ele aqui (no hospital), pode esperar. Nós vamos devolver na urna, com uma vitória em primeiro turno”, disse a jornalistas o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), um dos principais articuladores políticos do candidato do PSL.

Este domingo marcou a volta da campanha do PSL às ruas. No Rio, Flávio Bolsonaro comandou um ato público na praia de Copacabana, pela vida do pai. Em Brasília houve uma caminhada no Eixo Rodoviário, o eixão, que aos domingos fica fechado ao trânsito, comandado pelo general Heleno.

Em São Paulo, os militantes pró-Bolsonaro inflaram um boneco gigante representando o candidato na Avenida Paulista, em frente à sede da TV Gazeta, onde ocorria um debate com os demais presidenciáveis.

“Melhor Jair se recuperando”

“Melhor Jair se recuperando. Você tem um país para governar”. A frase brinca com um trocadilho comum (“melhor Jair se acostumando”), e foi publicada num comentário na página oficial de Bolsonaro no Facebook, por um apoiador.

Desde o atentado em Juiz de Fora (MG), esse tem sido o tom das postagens nas redes de Bolsonaro: os perfis oficiais no Twitter e no Facebook publicam mensagens sobre o estado de saúde do candidato e agradecem o apoio de familiares, médicos e apoiadores.

“Novamente, gostaria de agradecer as orações e votos de apoio, carinho e consideração. O momento nos une e fortalece. Estamos em boas mãos”, diz uma mensagem publicada no perfil do candidato no Facebook no sábado (8).

A campanha de Bolsonaro nas redes sociais também viralizou rapidamente o vídeo com a canção da jovem Débora Maciel – ela mora na cidade de Escada (PE), próxima do Recife, e é evangélica da Assembleia de Deus.

“Escrevi essa carta com palavras cantadas não por Ibope ou fanatismo, mas sim para devotar meu apoio e mostrar os sentimentos de um ser humano que sofre por outro”, escreveu ela em suas redes sociais.

“Muitas pessoas que eram contrárias ao Bolsonaro se penalizaram, por não aceitar [o atentado sofrido por ele]. E pessoas que tinham dúvidas, agora não tem mais”, avalia Major Olímpio.

Enquanto isso, as postagens mais explícitas relacionadas ao atentado ficam por conta de aliados do deputado. O senador Magno Malta (PR-ES), candidato à reeleição, postou uma foto que mostra o abdômen do candidato costurado após a cirurgia – o corte vai da altura da boca do estômago até abaixo do umbigo.

Em São Paulo, Malta disse a jornalistas que as imagens pós-atentado seriam as últimas do candidato antes do primeiro turno, já que ele não conseguiria voltar às ruas antes do dia 7 de outubro. Com informações: Ciberia // BBC

ACRE

DEPUTADO JOSA DA FARMÁCIA TEM MANDATO CASSADO POR COMPRA DE VOTOS

Folha do Acre, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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O deputado estadual pelo Podemos do Acre, Josa da Farmácia, teve o seu mandato cassado por decisão da Justiça Eleitoral. Josa foi reeleito na última eleição com 6.412 votos.

O Tribunal Regional Eleitoral decidiu cassar o mandato do deputado por 4 votos a 2 dos desenbargadores.

Josa da Farmácia é acusado de comprar de votos na eleição de 2018.

Apesar de votarem pela cassação, o TRE do Acre decidiu que não irá fastar o deputado imediatamente, dando assim, prazo para que Josa se defenda das acusações ainda no cargo de deputado.

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ELEIÇÕES 2018

Trabalho de Moro me ajudou a crescer politicamente, diz Bolsonaro

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Indicação de juiz é criticada por petistas, que veem politização da Justiça.

Em entrevista a alguns veículos de imprensa, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) elogiou o trabalho de Sergio Moro como juiz ao falar de sua nomeação como Ministro da Justiça.

“O trabalho dele muito bem feito. Em função do combate à corrupção, da Operação Lava Jato, as questões do mensalão, entre outros, me ajudou a crescer politicamente falando”, disse Bolsonaro.

Moro foi quem assinou a ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e decisões causaram polêmica como a divulgação da conversa do petista com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e da delação de Antonio Palocci pouco antes da eleição.

“Se eles estão reclamando, é porque fiz a coisa certa”, disse o presidente eleito.

Segundo ele, o economista Paulo Guedes, que assumirá a Fazenda, foi quem fez a ponte com Moro. Bolsonaro afirmou desconhecer em qual momento a sondagem teria sido feita.

“Mas isso daí não tem nada a ver. Se foi umas semanas, um dia antes da eleição, não tem nada  a ver”, disse.

Segundo seu vice, Hamilton Mourão, o convite ocorreu ainda durante a campanha, o que suscitou críticas, por sugerir que a atuação do magistrado tenha sido pautada pela disputa eleitoral.

“Ah, não sei, não sei. Tenho pouco contato com o Mourão, estou aprofundando o contato agora com ele”, respondeu o presidente eleito.

Bolsonaro afirmou ter concordado em dar autonomia a Moro para nomear e conduzir as atividades da pasta. Ele não detalhou como ocorrerá a ampliação do Ministério da Justiça em seu governo. Confirmou a incorporação da pasta de Segurança Pública.

“Uma parte do Coaf [estará] lá também, porque ele [Moro] tem que ter informações. A CGU não iria para lá dessa forma aqui, carece de estudo. Temos que ver se não estamos incorrendo em nenhuma inconstitucionalidade”, disse. 

“Mas parcelas desses órgãos a gente vai ter dentro da Justica para que possa trabalhar com velocidade que essa questão merece.”

Para o presidente eleito, a violência cresce “via crime organizado” e “o caminho para combater isso é seguir o dinheiro e você tem que ter meios para tal. O Ministério da Justiça daria todos os meios para Sergio Moro perseguir esse objetivo”.

Bolsonaro afirmou que não acertou um prazo de trabalho para o juiz no governo ou para vir a indicá-lo ao Supremo Tribunal Federal. 

“Não ficou combinado, mas o coração meu lá na frente… ele tendo um bom sucessor, isso está aberto para ele”, disse.

“A decisão dele é difícil, vai abrir mão da carreira, tem 22 anos de serviço, para enfrentar um desafio. Chamo ele de soldado, que está indo para a guerra sem medo de morrer. Vai ter muito mais poderes do que estando à frente da Vara da Justiça Federal em Curitiba

Bolsonaro disse que se um membro de seu governo for investigado ou denunciado, “vai pro pau, pô. Não tem essa história, não. Quem for por ventura denunciado, vai responder”.

​O presidente eleito foi questionado sobre a sua relação com a imprensa e o motivo de ter dado a entrevista apenas para emissoras de televisão, sem incluir jornais.

“A imprensa está muito diversificada, eu cheguei aqui graças às mídias sociais. Quem vai fazer a seleção de qual imprensa vai sobreviver ou não é a própria população”, respondeu. “A imprensa que não entrega a verdade vai ficar para trás.”

Segundo ele, a exclusão de veículos se deu por conta de “espaço físico, não mandei restringir ninguém, não”.

Folha SP

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